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Mulheres contam como venceram o preconceito e construíram empresas bilionárias

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Você sabe que seu negócio é um sucesso quando sua marca começa a se destacar na categoria. É exatamente o que acontece com a Spanx, empresa de roupas íntimas modeladoras de Sara Blakely, fundada 15 anos atrás no seu apartamento em Atlanta, nos Estados Unidos.

A proprietária contou a história da empresa, que começou como uma startup de apenas uma pessoa para transformar-se num sucesso bilionário internacional, no terceiro Women’s Summit de FORBES, em Manhattan. O evento sobre empreendedorismo também teve a presença de Ivanka Trump e Jennifer Hyman, CEO da empresa de aluguel de roupas Rent The Runway. As três falaram sobre a construção de suas marcas apesar dos desafios – entre eles, homens que as subestimavam.

Sara contou que tinha um protótipo de seu modelador e passou cinco meses procurando por um fabricante no estado da Carolina do Norte. Nas ocasiões em que conseguiu ser atendida, foi dispensada. Parte da relutância estava atrelada à falta de apoio financeiro (ela começou a Spanx com apenas US$ 5.000) e parte à ignorância sobre o grau de inovação do produto.

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Jennifer, da Rent The Runway, lembrou à plateia de empresários e líderes que apenas 4% do financiamento do capital de risco vai para as mulheres. Em 2008, época em que buscou investimentos para sua nova empresa, esse índice era ainda menor. A empresária contou que deu cada passo desafiando dados e estatísticas.

“Como mulher, eu sentia que minhas habilidades analíticas eram sempre colocadas em dúvida”, contou. Uma vez, um chefe de uma empresa de capital de risco chamou-a de “adorável” e perguntou se ela estava se “divertindo” enquanto brincava com roupas. Ela ri disso agora: a Rent The Runway é, atualmente, avaliada em mais de US$ 600 milhões.

“Como a maioria das pessoas que não têm a mínima noção, ele pensa que me deu muito apoio e muitas ideias”, disse a empresária, que quer construir sua marca em um negócio multibilionário a fim de mostrar, aos investidores, que as ideias das mulheres valem a pena e merecem financiamentos.

Depois de sua graduação em Wharton, na Filadélfia, Ivanka Trump iniciou sua carreira no negócio da família. Seu primeiro trabalho não foi para o pai, o bilionário Donald Trump. “Eu estava paranoica achando que, depois de anos de vontade de fazer parte do setor imobiliário, eu não era boa o suficiente e ia falhar ao estar no centro das atenções das Organizações Trump”, ela contou.

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A herdeira dos Trump começou a trabalhar ao lado de seus irmãos numa viagem ao Oriente Médio. Após encontrar um deles no aeroporto, ambos seguiram em carros diferentes – o dele iria para uma reunião a respeito de seus projetos imobiliários e o dela para o shopping.

Hoje, Ivanka tem como foco usar a grife que leva seu nome para melhorar a vida das mulheres trabalhadoras. Ela conta que sempre sentiu-se frustrada com as propagandas das marcas que criavam estereótipos das roupas de trabalho – calças pretas e pastas. “O posicionamento da minha marca é qualidade do produto e preço acessível para esta nova geração de mulheres.”

Das muitas lições aprendidas, as empresárias são unânimes em afirmar que a luta para acabar com as dificuldades do preconceito contra elas fizeram-nas mais fortes. Como perguntou a moderadora do debate, Gayle King: “Não é ótimo ser subestimado e depois superar os desafios?”

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