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Ignorar problemas óbvios é o pior erro de um empreendedor

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Há vários erros que podem ser cometidos por empreendedores: desde contratar as pessoas erradas até  não levantar o capital necessário. São muitas as armadilhas. Entretanto, há um erro que pode ser pior do que todos os outros: ignorar problemas óbvios.

Como empreendedorismo é uma jornada pessoal, às vezes fica difícil separar a lógica da emoção no momento de tomar decisões. Muitas vezes, o desejo de fazer uma parceria ou um negócio é tão forte que o empreendedor ignora o “sinal vermelho” no caminho.

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Estar desatento a problemas óbvios é muito ruim para a empresa, pois eles não desaparecem e só tendem a crescer se não forem resolvidos. Ao invés de reconhecer e abordar a questão logo no início, o empreendedor pode ser cegado por uma oportunidade.
Negócios muitas vezes são prejudicados por questões estratégicas óbvias. As dificuldades surgem de parcerias que, por exemplo, não estão alinhadas com a empresa e com sua proposta central dos serviços oferecidos.

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Em vez de reconhecer e abordar a questão logo no início, o empreendedor pode acabar não enxergando-a, de tão empolgado que está com uma nova oportunidade. O problema apenas cresce e o que seria uma grande chance passa a não fazer mais nenhum sentido para a empresa. Esse transtorno acontece quando se tem apenas uma visão geral da estratégia e as manobras de curto prazo perdem-se de vista.

Os empreendedores podem, por exemplo, aprender muito com a gestão da crise da dívida grega. Em maio de 2010, o Banco Central Europeu, o Fundo Monetário Internacional e a Comissão Europeia optaram por oferecer €110 bilhões de resgate para que a Grécia pudesse cobrir seu déficit. Apesar dos argumentos sobre salvamentos continuados e das políticas de austeridade, ninguém pareceu querer tratar do óbvio: as contas não batiam.

A Grécia não conseguia pagar suas dívidas nem mesmo quando tinha uma economia mais estável. Infelizmente para a Comissão Europeia o problema foi adiado por tanto tempo que a dívida cresceu para €300 bilhões.

Nesse caso, os problemas centrais eram evidentes e agora tomaram uma proporção de algo que não pode mais ser administrado.A Comissão Europeia deveria ter conseguido encontrar uma solução melhor para a crise ao invés de se comprometer com resgate após resgate. A lição que deve ser aprendida é a de que os problemas devem ser discutidos e resolvidos assim que aparecem.

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