Carreira

3 qualidades que os millennials devem ter para ser contratados

Existe uma impressão de alguns gestores de que os millennials são preguiçosos. E, embora não possamos rotular uma geração inteira com esse adjetivo, temos que concordar que os rumores começaram em algum lugar. Logo, devem ter existido alguns exemplares da geração Y preguiçosos por aí.

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Se você fosse um recrutador agarrado a estereótipos, provavelmente afastaria vários candidatos millennials por medo de contratar alguém que teria que ser logo demitido. De acordo com o livro de Patrick Lencioni, “The Ideal Team Player”, existe um certo tipo de profissional que todo recrutador deveria querer contratar.

Veja na galeria as três principais virtudes que os millennials devem ter para ser contratados segundo o ponto de vista de Lencioni:

  • Humildade

    Existem dois tipos de candidatos que devem ser evitados por falta de humildade. “O tipo mais óbvio são os arrogantes, que fazem tudo ser sobre eles, só pensam neles. É o clássico tipo de pessoa guiada pelo ego e que atrapalha o trabalho em equipe por gerar ressentimentos e dividir o ambiente”, diz Lencioni.

    A outra versão é formada por aqueles candidatos com falta de autoconfiança, mas generosos e positivos com as outras pessoas. “Eles tendem a diminuir seus próprios talentos e contribuições para que sejam vistos, erroneamente, como modestos.”

    É necessário evitar ambos os tipos de candidatos com esse espectro de humildade. Os que têm um grande ego costumam causar tensão entre os colegas e não conseguem atuar em equipe. Os que não reivindicam o crédito por um bom trabalho causam um desserviço aos seus pares. Eles dificultam a celebração das vitórias e a atribuição de responsabilidade na hora de consertar um erro.

    “Durante um processo de entrevista, é importante avaliar o entendimento do candidato em relação ao desenvolvimento profissional, à humildade e às expectativas de crescimento na carreira”, afirma Larissa Carpenter, uma especialista em carreira da Everything’s Not OK and That’s OK, empresa de treinamentos focada na geração Y. “Os millennials trabalham duro, mas esperam um retorno de sua dedicação”, diz. Contratar e empregar é uma via de mão dupla quando se trata desta geração, então o recrutador deve estar preparado para mostrar a eles qual caminho seguir. Caso contrário, eles estarão trilhando seu próprios caminhos em um ano ou dois.

  • Avidez

    “Pessoas ávidas estão sempre buscando mais”, afirma Leoncini. “Mais coisas para fazer. Mais para aprender. Mais responsabilidades para assumir. Pessoas ávidas quase nunca precisam de ordens do chefe para trabalhar mais, porque eles são naturalmente motivados e diligentes. Estão sempre pensando no próximo passo e na próxima oportunidade. E detestam a ideia de parecem preguiçosos.”

    Candidatos ávidos podem ser os mais fáceis de identificar. São aqueles capazes de listar múltiplos projetos extras que conquistaram somados às responsabilidades do dia a dia de seus papéis previsíveis. Millennials ávidos também podem ser identificados com base em quanto tempo eles permaneceram em uma determinada função antes de serem promovidos ou mudarem de emprego. Candidatos que exercem o mesmo papel por anos não são, provavelmente, muito ávidos.

    “Temos conseguido identificar candidatos não qualificados graças ao nosso sistema de contratação e as amplas perspectivas abordadas no processo de entrevista”, diz Nick Candito, CEO e cofundador da Progressly, uma plataforma de gerenciamento de desempenho. “Nosso sistema de contratação busca enxergar aqueles que estão fortemente motivados, têm uma mente aberta e são capazes de gerar gratificações pessoal ou profissionalmente. Os principais sinais de alerta são motivações externas, uma mente fechada (desistir de desafios) e a necessidade de uma gratificação imediata.”

  • Inteligência

    Encontrar candidatos inteligentes pode ser difícil, simplesmente porque não é fácil identificar essa característica em uma simples entrevista ou pela análise do currículo. Do mesmo modo que as pessoas podem, facilmente, esconder seus defeitos, tornando quase impossível evitar a contratação de indivíduos problemáticos até que seja tarde demais.

    “Isso tem tudo a ver com a habilidade de ser adequado e atento”, diz Lencioni. “Pessoas inteligentes tendem a saber o que está acontecendo com o grupo e como lidar com outras pessoas de maneira efetiva. Elas fazem perguntas pertinentes, escutam o que os outros dizem e permanecem envolvidas com a conversa de maneira intensa.”

    É importante contratar candidatos inteligentes, mas contratar alguém que não tenha habilidade com pessoas pode destruir todo um departamento ou organização. Um empregado com um mau comportamento ou desrespeitoso com os colegas pode afetar todos ao seu redor.

Humildade

Existem dois tipos de candidatos que devem ser evitados por falta de humildade. “O tipo mais óbvio são os arrogantes, que fazem tudo ser sobre eles, só pensam neles. É o clássico tipo de pessoa guiada pelo ego e que atrapalha o trabalho em equipe por gerar ressentimentos e dividir o ambiente”, diz Lencioni.

A outra versão é formada por aqueles candidatos com falta de autoconfiança, mas generosos e positivos com as outras pessoas. “Eles tendem a diminuir seus próprios talentos e contribuições para que sejam vistos, erroneamente, como modestos.”

É necessário evitar ambos os tipos de candidatos com esse espectro de humildade. Os que têm um grande ego costumam causar tensão entre os colegas e não conseguem atuar em equipe. Os que não reivindicam o crédito por um bom trabalho causam um desserviço aos seus pares. Eles dificultam a celebração das vitórias e a atribuição de responsabilidade na hora de consertar um erro.

“Durante um processo de entrevista, é importante avaliar o entendimento do candidato em relação ao desenvolvimento profissional, à humildade e às expectativas de crescimento na carreira”, afirma Larissa Carpenter, uma especialista em carreira da Everything’s Not OK and That’s OK, empresa de treinamentos focada na geração Y. “Os millennials trabalham duro, mas esperam um retorno de sua dedicação”, diz. Contratar e empregar é uma via de mão dupla quando se trata desta geração, então o recrutador deve estar preparado para mostrar a eles qual caminho seguir. Caso contrário, eles estarão trilhando seu próprios caminhos em um ano ou dois.

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