Carreira

5 trabalhos mais promissores da área de tecnologia da informação

Parece unanimidade. Todos os rankings dos principais sites de carreira, como Indeed, LinkedIn e Glassdoor, mandam a mesma mensagem: quem trabalha na área de tecnologia tem cada vez mais chances de ser bem-sucedido. Não apenas os trabalhos nessa área, assim como em engenharia, têm grande demanda, como também estão associados a bons salários, alto nível de satisfação e oportunidades de crescimento consistentes.

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No entanto, muitas vezes as pessoas que não são da área de tecnologia têm dificuldade para entender exatamente do que se tratam os cargos descritos nos rankings. E títulos como “cientista de dados” ou “engenheiro de nuvem” não significam muito na hora de esclarecer essas dúvidas.

Veja, na galeria de fotos a seguir, os 5 trabalhos mais promissores da área de tecnologia e o que fazem os profissionais que ocupam estes cargos:

  • Cientista de dados
    Salário-base anual (de acordo com “Indeed”): US$ 129.938

    O que faz:
    O cientista de dados Michael Walker diz que uma definição ampla do profissional é alguém que pega os dados brutos, faz uma limpeza e, então, os analisa, com o objetivo de tentar coletar informações úteis ou prever resultados. “Dados em seu formato original são sempre terríveis”, diz. “Muitos poderiam pensar que, por serem gerados por computadores, deveriam ser regulares. Mas todo tipo de coisa pode acontecer. Você precisa entender como aquela informação foi criada para construir um modelo confiável.” Cientistas de dados podem ser utilizados para tudo, de marketing a desenvolvimento de produto e eficiência operacional. No cargo de Walker, especificamente, a tarefa é analisar os dados dos usuários para ajudar a desenvolver e melhorar futuros produtos e serviços.

    Dica para quem busca emprego na área:
    Ainda que cientistas de dados tenham, tipicamente, uma mistura de experiências em ciências da computação, matemática e estatística, é comum ver pessoas com outras experiências científicas entrarem na área, principalmente aquelas com Ph.D.. “Na maioria dos campos científicos, os profissionais acabam trabalhando com estatística e análise de dados”, diz Walker. “Estudam outra coisa, mas acabam tendo de usar dados e estatística para compreensão, então têm um bom entendimento de [ciência de dados] também.”

  • Engenheiro Devops
    Salário-base anual: US$ 123.165

    O que faz:
    Esse foi, de longe, o trabalho mais difícil de entender desta lista, especialmente porque não há uma definição clara na internet. O cargo pode ser interpretado de forma diferente dependendo da empresa, mas, em linhas gerais, um engenheiro Devops é alguém que tem habilidade tanto para desenvolver softwares, quanto para configurar a infraestrutura no qual ele roda – em outras palavras, “um engenheiro que entende a base da plataforma”, diz um dos representantes do cargo, Bryan Pfremmer. Geralmente, um profissional como este teria uma gama diversificada de experiências, incluindo codificação, operações de TI e gestão de dados, e ficaria confortável transitando entre as variadas equipes.

    Dica para quem busca emprego na área: Além de ser certificado em certas plataformas (como Amazon Web Services), não há muita educação formal requerida neste caso. Pessoalmente, no entanto, Pfremmer achou útil começar sua carreira como um engenheiro de software antes de acrescentar responsabilidades específicas.

    Também é bom ter uma curiosidade natural e ser autodidata, já que é preciso manter-se atualizado com a tecnologia, que está em constante mudança. “Eu sempre achei que, com tantas novidades, ter um caso concreto de implementação fornecia motivação extra quando estamos aprendendo”, diz o especialista. “Se o trabalho não oferecia isso, eu tentava encontrar em casa.”

  • Engenheiro de nuvem
    Salário-base anual: US$ 118.878
    O que faz:
    A maioria de nós já usou a nuvem no celular inúmeras vezes, mas quase ninguém sabe exatamente o que isso significa. O engenheiro de nuvem Benjamin Jaffe explica: é um centro de dados ou uma rede de servidores que geralmente pertence a uma empresa terceira para oferecer software e serviços. Então, se você já usou algum aplicativo que não roda em seu hard drive (como Google Docs, Dropbox ou qualquer provedor de email baseado na internet), então você está usando a nuvem.

    É trabalho deste profissional desenhar os sistemas de uma empresa para que rodem suavemente na nuvem. Isso inclui garantir que as conexões de rede funcionem correta e rapidamente e que haja armazenamento suficiente para todos os dados de que a empresa precisa agora e no futuro. “Nosso objetivo é ter uma infraestrutura homogênea entre todos os times”, diz Jaffe. “Não queremos arquitetar uma infraestrutura para uma equipe e outra para outro, porque isso é uma perda de tempo.”

    Dica para quem busca emprego na área:
    Ao deixar de lado o conhecimento técnico, Jaffe acredita que habilidades de comunicação são muito importantes para ser um engenheiro de nuvem bem-sucedido. “As coisas de todo mundo funcionam em nossa infraestrutura, então, se há um problema, nós somos as primeiras pessoas a quem todos recorrem”, diz. “Somos como a cola que mantém tudo junto, porque os times não precisam, necessariamente, conversar uns com os outros, mas todos eles precisam conversar conosco.”

  • Desenvolvedor full stack
    Salário-base anual: US$ 110.770
    O que faz:
    Para entender completamente o que um desenvolvedor full stack faz, é preciso saber o que desenvolvedores front e back-end fazem. Os primeiros trabalham no código que cria os elementos de um software, aplicativo ou website, aqueles que os usuários podem ver diretamente e com os quais interagem. Desenvolvedores back-end, por outro lado, trabalham em códigos que ajudam tudo a funcionar nos bastidores, como o que acontece no servidor web.

    Combine as duas e você terá um desenvolvedor full-stack – ou quase. “Como um desenvolvedor full-stack você tem de ter uma grande amplitude [de conhecimento], mas talvez não tanta profundidade”, diz o líder de tecnologia Tony Tran. “É um pau para toda obra versus um especialista em uma área.” A amplitude, no entanto, é o que faz dos desenvolvedores full-stack ideais para ajudar na resolução de problemas. “Um profissional como este é capaz de determinar onde o bug está acontecendo em todo o software do aplicativo, front end e back end.”

    Dica para quem busca emprego na área:
    Você pode encontrar uma quantidade maior de vagas de desenvolvedor full-stack em empresas menores ou startups porque estes tipos de negócios podem ter menos recursos para contratar desenvolvedores front e back end separadamente. “Elas querem alguém que possa cobrir tudo, porque precisam ser capazes de construir tudo mais rapidamente”, diz Tran.

  • Designer de experiência do usuário (UX Designer)
    Salário-base anual: US$ 96.688
    O que faz:
    O trabalho deste profissional é tomar decisões de design centradas no usuário que aumentem a satisfação. Isso pode envolver melhorias na acessibilidade e facilitação do uso de tudo aquilo que for bom para o cliente final. O processo de design pode incluir a criação de fluxos, diagramas arquitetônicos, wireframes e protótipos – basicamente qualquer coisa que ajude a moldar a experiência geral do usuário final.

    “No fim, nosso trabalho mesmo é representar as necessidades e expectativas do cliente na sala de reunião, diante dos sócios do negócio”, diz Billy Snow, um profissional sênior especializado. As decisões de um profissional da área são baseadas em pesquisas de opinião. “As análises mostram o que os usuários estão fazendo atualmente, os dados quantitativos dizem o que eles tendem a fazer e os qualitativos apontam por que eles fazem.”

    Dica para quem busca emprego na área:
    Candidatos ao cargo devem estar familiarizados com o design de softwares mais utilizados (como Sketch ou InVision), mas ter uma compreensão básica de codificação não será ruim. “Este é sempre um benefício quando você trabalha com seu time de desenvolvimento”, diz Snow. Além disso, até recentemente o design de experiência não era uma matéria ensinada nas universidades, então ter um diploma na área não é, necessariamente, um requisito para conseguir um emprego, diz o especialista, que é formado em arquitetura.

Cientista de dados
Salário-base anual (de acordo com “Indeed”): US$ 129.938

O que faz:
O cientista de dados Michael Walker diz que uma definição ampla do profissional é alguém que pega os dados brutos, faz uma limpeza e, então, os analisa, com o objetivo de tentar coletar informações úteis ou prever resultados. “Dados em seu formato original são sempre terríveis”, diz. “Muitos poderiam pensar que, por serem gerados por computadores, deveriam ser regulares. Mas todo tipo de coisa pode acontecer. Você precisa entender como aquela informação foi criada para construir um modelo confiável.” Cientistas de dados podem ser utilizados para tudo, de marketing a desenvolvimento de produto e eficiência operacional. No cargo de Walker, especificamente, a tarefa é analisar os dados dos usuários para ajudar a desenvolver e melhorar futuros produtos e serviços.

Dica para quem busca emprego na área:
Ainda que cientistas de dados tenham, tipicamente, uma mistura de experiências em ciências da computação, matemática e estatística, é comum ver pessoas com outras experiências científicas entrarem na área, principalmente aquelas com Ph.D.. “Na maioria dos campos científicos, os profissionais acabam trabalhando com estatística e análise de dados”, diz Walker. “Estudam outra coisa, mas acabam tendo de usar dados e estatística para compreensão, então têm um bom entendimento de [ciência de dados] também.”

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