Carreira

4 atitudes para se tornar o próximo presidente da sua empresa

Apesar de “fracasso” ser uma palavra muito utilizada, as questões que a cercam são pouco discutidas. No entanto, para crescer e superar os erros, é fundamental entender o que causa o fracasso, por que ele acontece e como devemos agir para seguir adiante depois dele.

VEJA TAMBÉM: 3 técnicas para ser bem-sucedido no trabalho

Esse foi um dos temas centrais da conversa de FORBES com Carter Cast, ex-presidente do Walmart.com que acabou de lançar um livro, “The Right (And Wrong) Stuff: How Brilliant Careers Are Made And Unmade” (ainda sem edição em português).

Pode ser difícil lembrar que falhar não significa necessariamente que você é um fracasso. Na verdade, o sucesso vive a apenas alguns passos de distância do colapso.

Veja, na galeria de fotos a seguir, 4 atitudes para ir de funcionário a CEO, segundo Carter Cast:

  • Entenda seu lado obscuro

    Em um mundo dominado por mensagens sobre positividade, nós somos quase encorajados a ignorar as inevitáveis partes obscuras das nossas personalidades. Afinal, ninguém é só positivo.

    Cast alerta que uma das maiores vulnerabilidades dos líderes em potencial é a falha na busca por áreas dentro deles que devem ser desenvolvidas para que consigam se adaptar eficientemente a pessoas e situações.

    O “CEO Genome”, um estudo de uma década que descobriu comportamentos essenciais compartilhados por grandes CEOs, revelou que pessoas que conseguem se adaptar a mudanças rápidas têm probabilidade 6,7 vezes maior de serem bem-sucedidas.

    Todos nós temos comportamentos que surgem quando as coisas ficam difíceis – você pode tender a se rebelar, atacar, congelar ou até descumprir suas responsabilidades. Essas tendências destrutivas têm potencial de danificar seriamente uma carreira quando passam desapercebidas.

    Cast não percebeu que tinha uma tendência contra a autoridade até chegar aos 34 anos. Na época, ele teve problemas com um chefe particularmente duro. Seu próprio impulso de se rebelar fez com que ele fosse expulso de sua equipe, o que temporariamente desestabilizou sua carreira. Ele teve, então, que se ajustar à essa característica de sua personalidade para evitar fracassos futuros.

  • Conheça as suas motivações

    Com muita frequência nós estamos tão focados em “encontrar nossa paixão” ou “descobrir quem somos” que falhamos em nos conectar com o que nos motiva – um fator-chave para desbloquear nosso melhor caminho na vida profissional.
    Cast listou cinco indicadores de motivação: desejo de autonomia, conquistas, propósitos, proximidade relacional e poder.

    Você pode ser dirigido por propósitos mas, se não puder se conectar com a missão de sua empresa, esse propósito pode ser perdido. Talvez sua motivação seja conquistar, mas, se você estiver preso em um trabalho sem espaço para crescimento, você nunca atingirá essa sensação de conquista.

    Cast, por exemplo, é dirigido por autonomia, então percebeu que ser CEO de uma empresa multimilionária não fazia sentido para ele. Uma vez que determinou seu próprio motivo-chave, ele perseguiu sua paixão por escrever e ensinar.

  • Encontre o que lhe dá energia

    Cast sugere prestar atenção de onde você tira a sua energia todos os dias. Repare nos primeiros emails que você abre de manhã ou a quais atividades você se volta naturalmente quando tem um tempo livre. Comece a documentar as suas descobertas para que você possa voltar a elas como um guia de onde você consegue a sua alegria.

    O executivo recomenda utilizar códigos de cores no diário – tarefas felizes ao longo do dia são verdes, tarefas neutras ou indiferentes são amarelas e, obviamente, os momentos que sugam a sua mente são vermelhos.

    Depois de algumas semanas executando essa tarefa, preste atenção no seu diário. Note os padrões de cor. Temas irão surgir, e eles não serão apenas temas baseados em trabalho – eles são suas motivações de vida.

    Você, provavelmente, começará a reconhecer tendências que lhe ajudam a determinar o que mais o motiva. Como resultado, você terá as ferramentas de que precisa para conseguir um trabalho em que as tarefas do dia a dia reunem o mínimo de momentos “código vermelho”.

  • Saiba como estar presente

    Para Carter Cast, o grande fator para definir um bom líder é a atitude de “estar aqui agora”. Mostre a sua atenção por meio de bom contato visual e habilidade de ouvir. Adote uma presença consciente, que permite que você esteja verdadeiramente com as pessoas a sua volta.

    Você deve buscar entender aqueles que trabalham com você antes de ser compreendido. Líderes bem-sucedidos dominam esse nível de escuta e autenticidade. Traga toda a sua atenção à mesa e as pessoas irão notar. Elas, naturalmente, vão interpretar sua ativa presença como uma habilidade de liderar.

Entenda seu lado obscuro

Em um mundo dominado por mensagens sobre positividade, nós somos quase encorajados a ignorar as inevitáveis partes obscuras das nossas personalidades. Afinal, ninguém é só positivo.

Cast alerta que uma das maiores vulnerabilidades dos líderes em potencial é a falha na busca por áreas dentro deles que devem ser desenvolvidas para que consigam se adaptar eficientemente a pessoas e situações.

O “CEO Genome”, um estudo de uma década que descobriu comportamentos essenciais compartilhados por grandes CEOs, revelou que pessoas que conseguem se adaptar a mudanças rápidas têm probabilidade 6,7 vezes maior de serem bem-sucedidas.

Todos nós temos comportamentos que surgem quando as coisas ficam difíceis – você pode tender a se rebelar, atacar, congelar ou até descumprir suas responsabilidades. Essas tendências destrutivas têm potencial de danificar seriamente uma carreira quando passam desapercebidas.

Cast não percebeu que tinha uma tendência contra a autoridade até chegar aos 34 anos. Na época, ele teve problemas com um chefe particularmente duro. Seu próprio impulso de se rebelar fez com que ele fosse expulso de sua equipe, o que temporariamente desestabilizou sua carreira. Ele teve, então, que se ajustar à essa característica de sua personalidade para evitar fracassos futuros.

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