Califórnia torna-se o maior criador de empregos relacionados à maconha

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Estado será ótimo lugar para conseguir um emprego para ajudar os produtores, processadores e vendedores de maconha ou para atuar em serviços adjacentes, como assessoria legal, marketing e segurança para a indústria. (iStock)

A Califórnia deverá se tornar o maior mercado de cannabis recreativa do mundo. Dessa forma, o estado será, também, um ótimo lugar para conseguir um emprego para ajudar os produtores, processadores e vendedores de maconha ou para atuar em serviços adjacentes, como assessoria legal, marketing e segurança para a indústria.

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Dados do “ZipRecruiter”, uma plataforma online de emprego, mostram que Los Angeles e São Francisco anunciaram a maior parte das vagas de emprego relacionadas à maconha no mercado legal. “No que diz respeito ao crescimento da indústria, vemos que o mais significativo se dá em estados que afrouxaram recentemente suas leis sobre o uso da erva”, explica o relatório.

O mercado de cannabis recreativa acabou de ser aberto na Califórnia, mas já está no topo da lista das postagens de vagas. Os próximos principais centros de emprego dessa indústria são Denver e Seattle, grandes eixos do mercado recreativo estabelecidos há mais tempo no Colorado e em Washington.

Essa abertura do mercado na Califórnia está progredindo devagar, enquanto cada município desenvolve suas próprias regulamentações, mas, como era esperado, os negócios estão tentando se localizar perto das maiores concentrações de consumidores.

Segundo o Cannabis Marketplace Report publicado pelo centro de pesquisa Consumer Research Around Cannabis, há, aproximadamente, 13,7 milhões de adultos acima dos 21 anos na região metropolitana de Los Angeles – cerca de 5,3 milhões dessas pessoas são usuárias de cannabis. A maconha medicinal legal da Califórnia já valia US$ 3,8 bilhões em 2017, segundo a Ackrell Capital, uma empresa de investimento e pesquisa.

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Há, certamente, uma série de riscos em trabalhar com cannabis, e alguns especulam se o governo virá atrás de empreendedores e empregadores. O procurador geral do governo do presidente Donald Trump, Jeff Sessions, sempre foi contra a legalização da droga. Recentemente, ele deixou a indústria inquieta ao revogar o Memorandum Cole, norma que protegia as empresas de maconha que operavam legalmente sob as regras estaduais. Ele também disse recentemente em um discurso para o Ministério Público dos EUA em Tampa Bay, na Flórida, que a maconha e outras drogas foram grande parte da causa da epidemia de opioides, mesmo que estudos mostrem que essa informação não é correta. O relatório da Ackrell Capital estima que o apoio do governo federal à legalização completa do uso da maconha recreativa criaria um mercado de US$ 100 bilhões.

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