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Diário de John F. Kennedy, de 1945, vai a leilão

(Reprodução/FORBES)

O diário de 61 páginas em uma capa de couro preta comporta 12 páginas escritas à mão pelo 35° presidente dos EUA (Reprodução/FORBES)

Com a aproximação do aniversário de John F. Kennedy, em 29 de maio, o manuscrito Prelude to Leadership – o Diário de Verão de JFK, de 1945, será leiloado. O diário de 61 páginas em uma capa de couro preta comporta 12 páginas escritas à mão pelo 35° presidente dos Estados Unidos. As outras 49 páginas foram escritas em uma máquina de escrever. A expectativa é que a relíquia alcance o equivalente a quase US$ 200.000.

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Deidre Henderson, que começou a trabalhar para o Senador Kennedy em 1959, durante a corrida presidencial, era a consignatária do manuscrito. “Foi um privilégio trabalhar como assistente de pesquisa para o Senador John F. Kennedy. Ele me deu esse diário para que eu pudesse entender melhor seus pontos de vista”, disse ela, que, após a eleição, permaneceu durante o período de transição e continuou na equipe da Casa Branca, indo posteriormente para o Departamento de Estado.

Durante o verão de 1945, Kennedy foi testemunha de uma série de eventos que mudaram o rumo da história

O diário foi escrito durante um período importante da história, quando JKF trabalhava para o jornal “Hearst”, comandado por seu pai, o embaixador Joseph Kennedy. Sua primeira tarefa como um jovem repórter foi cobrir a formação das Nações Unidas, em maio de 1945. Durante o verão do mesmo ano, Kennedy foi testemunha de uma série de eventos que mudaram o rumo da história. Ele acompanhou Winston Churchill, Primeiro-Ministro britânico, durante a sua campanha pela reeleição, e viajou para Irlanda, França e para a Conferência de Potsdam, na Alemanha, com James Forrestal, Secretário de Defesa dos Estados Unidos. JFK chegou, ainda, a presenciar os resquícios carbonizados do bunker bombardeado de Hitler em Berlim.

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Nesse extenso livro de memórias, o jovem, na época com 28 anos, também apresenta seu ponto de vista sobre o liberalismo versus o conservadorismo e esboça suas crenças a respeito do efeito Roosevelt no capitalismo. Kennedy divide, ainda, suas premonições sobre a ambiciosa Rússia e o conflito que acompanharia seu mandato: a Guerra Fria. “O choque (com a Rússia) pode ser indefinidamente adiado pela descoberta de uma arma tão terrível que vai, definitivamente, significar o fim de todas as nações que a utilizarem”, ele releva no manuscrito.

No final do verão, JFK decidiu, oficialmente, concorrer ao Congresso e esse foi seu primeiro passo em direção à Casa Branca, que ele alcançaria 16 anos mais tarde. Nas páginas finais, ele relata seus pensamentos sobre concorrer à presidência e seu desejo de servir.

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A RR Auction, empresa especializada na comercialização de documentos raros, manuscritos, autógrafos e artefatos históricos, vai sediar o leilão em 26 de abril. “Esse diário excepcional mostra um lado de John F. Kennedy raramente explorado e confirma o constante sentimento americano de que ele foi um dos mais qualificados, inteligentes e perspicazes homens a ocupar posições de comando da história americana”, diz Bobby Livingston, vice-presidente da empresa.

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