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BRF poderá fazer novas aquisições no Brasil, aponta o futuro CEO Pedro Faria

Em 2011, quando o CADE (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) aprovou, com restrições, a fusão da Sadia com a Perdigão na formação da BRF, uma pessoa ligada à companhia chegou a afirmar que se sentia em um avião em queda. “A única opção entre viver e morrer era jogar as joias para baixo”, contou, na ocasião. Obrigada a se desfazer de uma série de plantas e marcas – e também a congelar por um determinado período itens como presunto e linguiça da Perdigão que retornam às gôndolas em 2015 -, a BRF passou a ser assombrada por um fantasma chamado “veto a novas aquisições”. Afinal, como esperar que o CADE aceitasse novas compras diante de seu tamanho de mercado? Hoje, no entanto, Pedro Faria, CEO global da BRF a partir de 2 de janeiro, fez questão de desfazer esse mal entendido na frente de dezenas de analistas de mercado e investidores. Ao ser questionado por FORBES Brasil se a BRF só cresceria de forma orgânica, pelo menos no mercado doméstico, ele garantiu que a empresa não é engessada como se pensa. “Há vários negócios que poderíamos fazer aquisições e nas categorias em que já atuamos.” Exemplo? “Frango in natura, negócio que temos apenas 6% de market share.” Há algo em negociação no momento? O executivo garante que não e diz se tratar apenas de um exemplo. No exterior, a BRF também não descarta ir às compras.

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