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Eles querem faturar a partir do seu celular descarregado

Da esquerda para a direita, os jovens empreendedores  Fernando Gorayeb Belem; Luis Palomares Filho, Marcos de Luizi, e Daniel Canan

Da esquerda para a direita, os jovens empreendedores Fernando Gorayeb Belem, Luis Palomares Filho, Marcos de Luizi, e Daniel Canan

Smartphone com a bateria descarregada é, para muitos usuários, o mal do século. O desafio virou uma oportunidade para quatro jovens empreendedores de 26 a 28 anos que deixaram seus respectivos empregos (nos mercados financeiro e de exportação) e se uniram em torno da estruturação de um modelo de negócios baseado no desenvolvimento de totens publicitários com o serviço de recarga de celulares e tablets. Diferentemente dos serviços oferecidos na Europa e nos Estados Unidos, a ideia dos sócios foi, desde o início, oferecer um serviço gratuito. Daí a necessidade de se buscar anunciantes, a exemplo da Brahma e Budeweiser (já conquistadas), para o painel estático ou vídeo-display com vinhetas de 15 segundos cada.

Batizada de PowerPlug, a empresa iniciou sua operação em janeiro e já tem 37 estações fixas em operação em estabelecimentos como Otávio Café, Forneria San Paolo, baladas Villa Mix e The Sailor, Faap, academia Reebok e aeroportos. Mas, como explicam, o céu é o limite: é possível instalar os totens em shoppings, hospitais, universidades, parques, barbearias e até mesmo em festas e eventos – de um Lollapalooza a um salão do automóvel até uma festa de 15 anos ou um casamento. A expectativa é fechar o ano com o dobro de endereços e um dos motivos foi a assinatura recente de contratos com as administradoras de shoppings Aliansce e Sonae Sierra.

O sócio Fernando Gorayeb explica que, diferentemente de tomadas soltas e espalhadas em locais como aeroportos, o serviço da PowerPlug não exige que o usuário fique em pé, ao lado do aparelho, aguardando a recarga. A cabine tem seis compartimentos para celulares e um para tablets que fecham automaticamente e geram um ticket com senha. “É possível recarregar praticamente 90% dos aparelhos em uso na atualidade, com a diferença que só utilizamos cabos originais”, observa Gorayeb. Para evitar roubos, Luis Palomares Filho, outro sócio do negócio, explica que os totens foram testados inúmeras vezes e contam com materiais como acrílico anti-vandalismo. Patenteados pela empresa, os equipamentos têm pintura eletrostática, uma exigência para entrarem em hospitais.

Mas como a PowerPlug gera receita? A partir de publicidade, que pode ser adesivada na máquina ou inserida na tela display de alta qualidade HD. “Os totens são posicionados estrategicamente em locais de grande circulação com visibilidade publicitária por meio de um vídeo display e o painel luminoso para veiculação de mídia”, explica Gorayeb.

A ideia do quarteto é atingir o ponto de equilíbrio em 2,5 anos. Quando esse dia chegar, a ideia é contabilizar 450 totens espalhados pelo país e um faturamento de cerca de R$ 40 milhões no ano.

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