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CEO da Jaguar Land Rover se diz otimista com consumo brasileiro de veículos premium

Ralf Speth, CEO da Jaguar Land Rover, já está no Brasil para a inauguração da pedra fundamental da montadora amanhã, em Itatiaia (RJ), a primeira planta própria da marca fora do Reino Unido. O negócio, anunciado no final do ano passado, vai demandar um investimento de R$ 750 milhões e terá uma capacidade instalada de 24 mil veículos por ano. A inauguração, garantiu em conversa com jornalistas no início da tarde de hoje, está prevista para o começo de 2016. O mês, no entanto, não foi anunciado, assim como todos os modelos que serão montados na unidade brasileira. O que se sabe, até o momento, é que o recém-anunciado Discovery Sport (foto acima) será produzido no Brasil e custará R$ 179 mil. Esse valor começa a ser praticado em março de 2015, quando as primeiras unidades do SUV serão entregues no mundo, incluindo os modelos importados pelo Brasil. Quando a produção local tiver início, o valor será mantido.

A grande incógnita em torno da marca no país, no entanto, continua sem resposta: a Jaguar Land Rover vai ou não produzir o Evoque no Brasil? Hoje, este é o SUV mais vendido da marca no país, respondendo por mais de 50% das 8.245 unidades que a Land Rover Brasil comercializou de janeiro a novembro deste ano. A resposta, Speth não deu. Se a fábrica vai produzir Jaguar? Isso também ninguém admite.

Apesar da economia cambaleante, o executivo se mostrou bastante animado com o mercado brasileiro de veículos e repetiu várias vezes que, até 2020, o país produzirá 5 milhões de unidades. Sobre o segmento premium, ele garantiu que o futuro deve ser bastante promissor. Sem, no entanto, citar números. Hoje, este nicho de mercado responde por cerca de 2% de toda venda de veículos no Brasil, enquanto que em mercados maduros a representatividade é de 10%. Ou seja, sua crença é a de que há muito espaço para crescer.

 

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