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Igreja em Nova York leva Walmart a julgamento por venda de armas

A igreja Trinity, em Manhattan, Nova York, foi abrigo para muitas pessoas no dia dos atentados ao World Trade Center, em setembro de 2001. Ela sobreviveu à tragédia e hoje é um grande símbolo local.

Além disso, a igreja é também uma das maiores proprietárias de terras de Manhattan. Estima-se que o valor de seus ativos somem mais de US$ 2 bilhões. Entre eles, há um investimentos de cerca de US$ 2.000 em ações no Walmart.

Atualmente, porém, a relação não tem sido das melhores. A igreja vai enfrentar o gigante do varejo em um processo judicial que pode mudar a maneira como as empresas públicas tomam decisões de negócios: venda de armas. A proposta da igreja é que o Walmart verifique a venda de “produtos que podem colocar em risco o bem estar da sociedade, ofender famílias e denegrir os valores da comunidade”.

A luta começou em 2012, com o ataque na Sandy Hook Elementary School. James Cooper, reverendo da igreja, afirma que seu objetivo é que a empresa coloque um propósito na venda das armas, já que, em sua opinião, não há nenhum. Durante uma das inúmeras discussões envolvendo ambas as partes, o Walmart afirmou que toma bastante cuidado em relação ao produto.

O reverendo Cooper vai se aposentar do cargo no dia 15 de fevereiro e já definiu seu sucessor. A ideia é continuar com o processo até que a igreja consiga o que quer. “A Trinity existe há 318 anos”, afirma Cooper. “Existem algumas coisas que podemos continuar fazendo por um longo período de tempo. A questão das armas é uma delas”.

 

 

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