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Crise da água respinga na Unilever. Mesmo assim, companhia mantém investimentos

Françoise Terzian

Françoise Terzian

No primeiro trimestre de 2015, as vendas de sabão (em pó e líquido) para lavagem de roupas na região sudeste sofreu um tombo de 10%. A crise da água respingou em companhias como a Unilever, líder nacional da categoria, com cerca de 70% de market share e detentora de marcas como Omo, Brilhante e Ala. O argentino Fernando Fernandez, presidente da subsidiária, não revela qual a representatividade da categoria em sua receita, mas informa que, pela primeira vez, após três anos de crescimento consecutivo na casa dos dois dígitos, a Unilever Brasil avançará apenas um dígito em 2015. “Mas será um dígito alto”, promete.

O desempenho de outras categorias como a de sabonetes (a qual a Unilever também tem forte participação com marcas como Lux e Lifebuoy) também sofreu pequenas quedas por conta da crise da água. O percentual a companhia não revela. Mesmo assim, Fernandez explica que a corporação tem uma atuação ampla, multicategorias, o que a permite crescer mais em algumas áreas e menos em outras. Ele informou ainda que, de 2008 a 2014, a Unilever Brasil reduziu em 36% o uso da água na manufatura de seus produtos. No período, as vendas da fabricante cresceram 60%.

Em relação aos investimentos de 2015 da Unilever Brasil, a segunda maior operação da gigante anglo-holandesa no mundo, serão mantidos. “Estamos aqui há 85 anos e nosso foco é o crescimento nos BRICs”, explica. “Vamos aportar entre 4% e 5% da receita, como é de costume.” No segundo semestre, a Unilever Brasil inaugura sua 15ª fábrica em Aguaí, interior do estado de São Paulo.

Françoise Terzian

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