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Brasileiras desenvolvem primeiro chá de cacau DOC do país

chacacau

Dois anos atrás, Claudia Landmann, fundadora da grife de chocolates finos Chocolat Du Jour, teve uma ideia inusitada para quem trabalha com um produto derivado do cacau. Enquanto sentia o aroma da amêndoa torrada do fruto, pensou em criar um chá a partir do cacau. O passo seguinte foi procurar um especialista de peso para ajudar na missão, o que a levou à charista Carla Sauressig, que entende profundamente do assunto e comanda a A  Loja do Chá – Tee Gschwendner, do Shopping Iguatemi (SP). Centenas de amêndoas  de cacau depois, o trabalho a quatro mãos resultou na lata acima, de uma infusão a granel feita 100% a partir do cacau do Pratigi, proveniente das Fazendas Reunidas Vale do Juliana, em Ituberá, no baixo sul da Bahia. O local é conhecido como APA (Área de Proteção Ambiental) do Pratigi, o que concede ao produto o conceito de DOC, de denominação de origem controlada.

Basta bebericar um pouco da infusão para a lembrança do cacau de alta concentração surgir. A diferença é que a xícara tem 14 calorias, bem menos que um bombom ou tablete.  O chá de cacau acaba de desembarcar nas prateleiras da Chocolat Du Jour e da Loja do Chá na versão a granel (R$ 68 a lata). Futuramente, deve abastecer também empórios e hotéis chiques. O tempo recomendado para infusão é de 5 minutos e, após esse período, o indicado é coar a bebida em peneira bem fina, podendo ser consumido quente ou frio. A ideia de Carla é harmonizar o chá com bolos, pães e até pratos.

Futuramente, promete Claudia, o produto deve ganhar versão em sachê.

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