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Aos 62 anos e com 23 lojas em operação, Ofner moderniza logo e unidades e investe em novas delícias

Laury Roman
Laury Roman, diretor-comercial da Ofner: os salgados são a categoria mais vendida

Fundada há 62 anos na capital paulista, a Ofner é uma das confeitarias mais tradicionais e conhecidas de São Paulo. Com uma fábrica de cinco mil metros quadrados localizada no bairro do Socorro, a rede pertencente a uma família portuguesa tem 23 lojas em operação – quatro delas operam 24 horas e uma funciona em uma torre comercial da movimentada Avenida Engenheiro Luís Carlos Berrini, com 134 lugares. Famosa por suas coxinhas com catupiry, éclairs e mil-folhas, a empresa investiu em uma nova comunicação visual, com cores como o laranja e o chocolate, o que é complementado com o uso de madeiras e a instalação de lustres modernos. O logotipo também foi reformulado. “A unidade do Villa-Lobos, a primeira a operar no formato, dá o start para um novo conceita da marca. Até o final do ano, todas as lojas estarão ambientadas assim”, promete o diretor-comercial Laury Roman.

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O novo formato de loja, com destaque para o laranja e o chocolate das madeiras. O projeto foi iniciado pela unidade do Shopping Villa-Lobos

Ele conta que a Ofner também promoveu uma reengenharia interna em processos e passou a apostar ainda mais na linha de chocolates. Na unidade do Shopping Villa-Lobos, por exemplo, há uma grande vitrine só para as criações feitas a partir do cacau, que mostra os bombons em diferentes formas e sabores como se fossem jóias. Toda produção é feita pela própria Ofner, o que inclui desde a escolha do blend até a harmonização de sabores com frutas, licores, castanhas e geleias.

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Famosa por seus mil-folhas, a confeitaria criou a versão com morangos

No momento, a marca já trabalha a todo vapor para o Natal, cuja data deve ganhar três novos sabores de panetones (ainda não revelados). O pão natalino, vale lembrar, é vendido o ano todo pela rede de confeitarias. De todos os produtos comercializados, a família dos salgados é a de maior giro, seguida pelos doces e pelas bebidas (de café a água).

Apesar do ano desafiador, Roman conta que, em receita, a Ofner deve crescer discretamente em 2015 em relação ao ano passado. Já em volume, a previsão é de queda de 1,4%. “Não perdemos clientes, mas o consumo é um pouco menor”, conta. Quando a turbulência passar, ele revela que a Ofner pretende continuar sua expansão pela capital paulista, ao invés de desembarcar em novas cidades ou estados. “São Paulo comporta 40 unidades da Ofner, ainda temos muito espaço para crescer.”

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