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Telefones são desabilitados por uso de WhatsApp na região da China com maior concentração de mulçumanos

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O serviço de 10 milhões de celulares com aplicativos de mensagens on-line estrangeiros, como WhatsApp, foram desabilitados em Xinjiang, região de maior concentração mulçumana na China. As operadoras começaram a enviar mensagens na semana passada aos usuários para explicar que o serviço seria finalizado e, para reabilitá-lo, seria necessário dirigir-se a um posto policial.

Ao realizarem contato com a polícia local, os atingidos pela medida restritiva, descobriram que a causa foi o download de serviços internacionais de mensagens, o que viola a rede privada chinesa, que lista os sites de acesso permitido aos cidadãos. Google e serviços provenientes dele, como Gmail e Google Maps, são proibidos na China e, para serem acessados, é necessário o uso de um software ilegal.

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O WhatsApp não é bloqueado na China. De acordo com o portal Mashable, a atitude pode servir para dificultar a comunicação entre os habitantes mulçumanos. O portal revelou que, em maio deste ano, um turista usuário da Weibo, reclamou que, de lá, não era capaz de acessar o WhatApp para fazer contato com seus familiares. Apesar da nova intervenção policial, os moradores da região afetada ainda rejeitam o veredicto.

Com 23 milhões de usuários, WeChat é um dos únicos aplicativos que permite troca de mensagens on-line na China e, portanto, o mais popular. Apenas é permitido pois o governo é capaz de monitorar todas as trocas de texto feitas através dele. O Facebook Messenger, por exemplo, é outro app bloqueado, não permite o controle com a mesma facilidade.

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Xinjiang é a única região da China onde os mulçumanos constituem cerca de 45% da população. Em 2010, estimou-se cerca de 13,4 milhões de mulçumanos dentre 22 milhões de chineses, na cidade de Urumqi. No ano passado, depois de uma série de ataques rotulados pelo governo como terroristas, legisladores aplicaram a proibição do uso de burca no território. Em agosto de 2015, um grupo de mulheres adeptas ao acessório religioso foram presas na província de Henan, onde, teoricamente, não há proibição legal.

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