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Impressão 3D recria orelha e dá esperança à medicina

orelha 3D

A impressão 3D já ajudou em muitas coisas, de diversas áreas. Agora, mais uma vez, atuará na saúde: imprimirá orelhas. Isso mesmo!

Pesquisadores do Instituto Wake Forest de Medicina Regenerativa publicaram um estudo na revista científica “Nature Biotechnology” detalhando uma nova impressora 3D que poderá construir tecidos biocompatíveis para uso em transplantes, músculos, cartilagens, osso e toda a orelha humana.

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Apesar do enorme avanço, a tecnologia ainda não foi testada em humanos e a pesquisa não foi finalizada ainda. Um membro da equipe, Anthony Atala, disse ao veículo “Mashable” que “as impressões são feitas em estruturas com hidrogel de células-laden, que atuam como uma espece de “bio-tinta”, reiterando que este é só o primeiro passo para fazer tecidos compatíveis aos humanos e ainda duradouros. “Uma das principais limitações da natureza é que tecidos ou células não vão sobreviver a volumes maiores do que 100-200 mm”, disse o pesquisador. “As células precisam estar perto o suficiente de capilares transportadores de sangue para obter a nutrição necessária e sobreviver através da difusão”, complementa. “Na nossa tecnologia de impressão 3D, criamos microcanais na estrutura, o que permitiu a nutrição e, basicamente, a superação ao limite da natureza”.

Outras impressoras 3D não funcionam em uma escala tão precisa ou pequena o suficiente para fazer o que Atala disse ser necessário. A área médica, atualmente, utiliza a impressão 3D, principalmente, para que cirurgiões estudem os desafios antes de colocar seus planos em prática. Em 2015, médicos da Universidade de Rochester Medical Center, usaram um coração impresso em 3D para ter uma ideia do que seria necessário fazer na hora da cirurgia, que, ao final, foi um sucesso.


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Para testar os resultados desta nova tecnologia de impressão 3D, a equipe do Instituto Wake Forest anexou os tecidos impressos em 3D nos ratos de laboratório. Eles implantaram tecido ósseo biológico em ratos e analisaram o resultado após 5 meses, encontrando novo tecido vascularizado nos implantes e sem necrose.

A formação dos tecidos é feita a partir de um modelo digital da parte do corpo, ou porção de tecido traduzida em um programa de software que controla a quantidade de tecido a ser produzida. Isso significa que a impressora é capaz de criar qualquer tamanho ou forma que você der ao programa, que é completamente personalizável. “No momento, estamos olhando para a segurança a longo prazo, para que possamos, com sucesso, aplicá-la em nossos futuros pacientes “, disse Atala.

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