Novo estudo mostra os perigos de passar muito tempo sentado

Pessoas mais sedentárias são 14% mais propensas a ter um ataque cardíaco ou problema semelhante do que aqueles que são menos sedentários (iStock)
Pessoas mais sedentárias são 14% mais propensas a ter um ataque cardíaco ou problema semelhante do que aqueles que são menos sedentários (iStock)

Um estudo recente publicado na revista científica “JAMA” mostrou que pessoas sedentárias são mais propensas a ter um ataque cardíaco. O risco é ainda maior quando as pessoas passam mais de 10 horas de vigília todos os dias sentados, assistindo a televisão ou dirigindo.

Para a análise, os pesquisadores coletaram dados sobre mais de 700.000 pessoas, de nove estudos. Eles descobriram, após 11 anos de acompanhamento, que as pessoas que eram as mais sedentárias (cerca de 12 horas e meia não-ativas por dia) eram 14% mais propensas a ter um ataque cardíaco ou problema semelhante do que aqueles que eram os menos sedentários (cerca de duas horas e meia horas não-ativas por dia), mesmo após iniciarem práticas de atividade física.

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Felizmente, uma segunda análise que incluiu dados sobre mais de 1 milhão de pessoas revelou que praticar 60 a 75 minutos de atividade física de intensidade moderada a cada dia parece reduzir o risco elevado de morrer entre as pessoas que passam mais de oito horas por dia sentado.

Os pesquisadores concluíram que é fundamental reservar algum tempo para a prática de atividade física.

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Natalia Aarao é médica pós graduada pelo Instituto do Coração (InCor) do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), atua na área da clínica médica, da cardiologia e da Tomografia e Ressonância Cardíacas, sendo membro da Sociedade Brasileira de Cardiologia e da American College of Cardiology. Trabalhou como assistente do Prof. Dr. Roberto Kalil filho e, atualmente, faz parte do Corpo Clínico dos Hospitais Albert Einstein e Sírio Libanês.

Natalia Aarao é uma colaboradora de FORBES Brasil. Sua opinião é pessoal e não reflete a visão editorial de FORBES Brasil.

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