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Por que cardiologistas prescrevem mindfulness para seus pacientes

Médicos indicam meditação e técnicas de relaxamento para melhorar a saúde (iStock)

Médicos indicam meditação e técnicas de relaxamento para melhorar a saúde (iStock)

Muitas pesquisas já confirmaram que a meditação e o mindfulness (consciência plena) trazem inúmeros benefícios à saúde, incluindo a redução do estresse e da ansiedade, o aumento do foco e da sensação de felicidade, além de ajudar no combate aos pensamentos negativos.

O mindfulness pode ser explicado como o simples ato de prestar atenção nas experiências que vivemos a cada momento. Um exemplo: você almoça completamente perdido nos seus pensamentos. Em determinado momento, olha pra baixo e percebe que acabou de comer, mas nem se deu conta. Ou seja, você não vivenciou realmente aquela experiência.

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Os estudos indicam que as pessoas gastam cerca de 47% dos momentos em que estão acordadas pensando em algo diferente do que realmente está fazendo naquele momento. E mentes dispersas podem gerar estresse desnecessário e ansiedade. Nesse cenário, a meditação é a ferramenta para praticar o mindfulness.

O Doutor Joon Sup Lee, codiretor do UPMC Heart and Vascular Institute e chefe da divisão de cardiologia da escola de medicina da Universidade de Pittsburgh, estuda os benefícios do mindfulness e da meditação na doença arterial coronariana. De acordo com o médico, as práticas são indicadas para quase todos os pacientes com problemas arteriais e cardíacos – males diretamente influenciados pelos estresse.

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Apesar disso, infelizmente, a média de sucesso dos pacientes que foram encorajados a incorporar esses hábitos ainda é um pouco variável. De acordo com Lee, “há pacientes que se esforçaram para incorporar a meditação em suas vidas e obtiveram benefícios consideráveis, mas a maioria deles acha difícil fazer essas mudanças em seus estilos de vida. As pessoas que conseguem apresentam benefícios significativos. Entretanto, estudos que podem quantificar esses resultados ainda não foram colocados em prático em nível suficiente para gerar uma conclusão definitiva”.

Há também estudos que mostram que esses hábitos invertem as manifestações fisiológicas do estresse, como a frequência cardíaca e a elevação da pressão sanguínea. Além disso, segundo o especialista, há cada vez mais evidências de que o estresse pode ter efeitos negativos no funcionamento do nosso sistema imunológico, o que pode desencadear ataques cardíacos e piorar a doença arterial coronariana.

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Atualmente, a relação entre o estresse crônico e a doença arterial coronariana é clara para a maioria dos cardiologistas. Mesmo que a eliminação do estresse seja impossível durante a vida, para Lee, um bom condicionamento emocional deveria ser uma importante parte de qualquer tratamento cardiovascular.

Além de ajudar seus pacientes, Lee tenta praticar a meditação esporadicamente, além de técnicas de relaxamento. Para ele, “é preciso lembrar que não é o estresse em nossas vidas, mas a reação ao estresse, que causa danos à saúde, inclusive a cardiovascular”. “A meditação e outras técnicas de relaxamento são extremamente importantes e úteis para minimizar as reações nocivas ao estresse, principalmente no caso de algumas profissões”, finaliza.

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