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Champanhes Armand de Brignac chegam ao Brasil

As champanhes Armand de Brignac demandam um grande trabalho manual. Na foto, a variação Gold Brut (Foto: Divulgação)

As champanhes Armand de Brignac demandam um grande trabalho manual. Na foto, a variação Gold Brut (Foto: Divulgação)

A família Cattier fundou, em 2006, a Armand de Brignac, depositando nela toda a sua tradição – mais de 250 anos como proprietária de vinhedos na vila de Rilly-la-Montagne, na região de Champagne, França.

Desde 2014, o rapper Jay-Z é o proprietário da marca, que conta ainda com o Jean-Jacques e Alexandre Cattier, pai e filho, como chef de cave e chief winemaker, respectivamente. Juntos, eles representam a 10ª e a 11ª geração da família atuando no ramo. No Brasil, a marca está sendo importada pela Domno, propriedade do grupo Famiglia Valduga.

Para anunciar o desembarque em solo brasileiro, Sebastien Besson, CEO, e Gerald Loparco, diretor das regiões da Europa e África, vieram ao país apresentar as três variedades que serão comercializadas em lojas especializadas – alguns dos pontos de venda já ativos são empórios Santa Maria e Frei Caneca, ambos em São Paulo – e restaurantes.

A expertise é mantida no processo de produção, guiado pelo alto padrão de qualidade: “Nosso objetivo é entregar o melhor champanhe e, para isso, precisamos das melhores uvas, melhores embalagens… Tudo tem que ser do melhor. Nós não focamos em quantidade”, afirmou Besson.

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Disposição das champanhes na sede da Armand de Brignac (Foto: Divulgação)

Como garantia de qualidade, as uvas (todas originárias da região francesa de Champagne) passam por um processo de seleção rigoroso, onde apenas a primeira parte das frutas prensadas é utilizada, como forma de manter o frescor e maior acidez. Apenas 14 pessoas cuidam do processo de produção inteiro. Contando com o escritório da Armand de Brignac (localizado em Nova York), a empresa soma 29 funcionários.

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Atualmente, o maior mercado da bebida é os Estados Unidos, seguido da China. Sobre o Brasil, o CEO acredita que é um mercado potencial, onde já existem clientes, e diz que a bebida “combina com o clima brasileiro”. Um dos desafios agora é tentar mostrar para a população local que os champanhes também são ótimos para ornar com refeições, assim como para celebrações (o que já é usual no país).

Três rótulos estarão disponíveis em território brasileiro: Gold Brut, Rosé e Blanc de Blancs. O Gold Brut foi o primeiro produto da linha, um assemblage de uvas Pinot Noir (40%), Chardonnay (40%) e Pinot Meunier (20%), colhidas em 2009, 2010 e 2012. A garrafa sai a R$ 3.500. Já o Rosé tem um grande diferencial: no final de seu processo de produção, adiciona-se 15% de vinho tinto, o que garante um sabor mais expressivo. Por aqui, seu preço será R$ 5.390.

O produto mais premium a fazer parte do portfólio brasileiro é o Blanc de Blancs. Sua composição é totalmente de uvas Chardonnay provenientes de colheitas dos anos de 2009, 2010 e 2012, que garantem um sabor delicado, mas com presença marcante. O preço inicial é de R$ 8.000.

Com presença global, a Armand de Brignac busca desenvolver a consistência dos seus produtos sem deixar de evoluir. E como quem sabe que não precisa se preocupar com a quantidade produzida – em 2016 foram um pouco mais que 100 mil garrafas – Besson diz: ˜Tudo que você faz com tempo e paixão dá certo”.

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