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Estudo mostra que trabalhar no frio pode diminuir a produtividade

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Temperaturas muito frias no trabalho podem afetar a saúde dos funcionários, levando a infecções respiratórias e à piora de alergias (iStock)

Quem trabalha em escritório e precisa dividir a sala com outros colegas, com certeza já passou por alguma divergência na hora de ligar o ar-condicionado. A briga entre funcionários calorentos e friorentos é comum. Mas você sabia que a temperatura no ambiente de trabalho pode afetar a sua produtividade?

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Um estudo publicado pela Universidade Cornell (EUA), mostrou que trabalhar em situações de baixas temperaturas pode ser prejudicial para o desempenho e produtividade.

A pesquisa mostrou que, quando a temperatura passa de 20ºC para 25ºC, os erros de digitação caem 44% e a produtividade aumenta em mais de 100%.

Mas por que isso acontece?

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Para se adaptar às temperaturas externas, o nosso organismo precisa gastar energia, o que, no caso do calor, é realizado por meio da transpiração. Com esse gasto, sobra menos energia para outras funções do organismo, o que afeta aquelas ligadas ao sistema nervoso central, como a concentração.

O frio também leva ao aumento de movimentos involuntários do corpo para que seja aquecido (por exemplo, tremores), o que dificulta o movimento dos dedos e atrapalha a digitação. Além disso, temperaturas muito frias no trabalho podem afetar a saúde dos funcionários, levando a infecções respiratórias e à piora de alergias.

Outro problema é a mudança brusca de temperatura, pois o nosso corpo não consegue se adaptar a mudanças abruptas de clima, o que aumenta o risco de crises respiratórias.

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Natalia Aarao é médica pós graduada pelo Instituto do Coração (InCor) do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), atua na área da clínica médica, da cardiologia e da Tomografia e Ressonância Cardíacas, sendo membro da Sociedade Brasileira de Cardiologia e da American College of Cardiology. Trabalhou como assistente do Prof. Dr. Roberto Kalil filho e, atualmente, faz parte do Corpo Clínico dos Hospitais Albert Einstein e Sírio Libanês.

Natalia Aarao é uma colaboradora de FORBES Brasil. Sua opinião é pessoal e não reflete a visão editorial de FORBES Brasil.



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