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Conheça o lugar onde destruir objetos é terapia anti-estresse

Reprodução/FORBES

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A Cidade de Cingapura é uma das capitais mais fascinantes do planeta. Após se separar da Malásia, em 1965, e criar sua própria visão de como uma cidade moderna deveria ser e operar, começou a construir o modelo daquilo no que gostaria de se transformar. Ganhou notoriedade, então, como um exemplo de planejamento urbano, educação e comércio internacional – conquista impressionante para um lugar que celebrou seu 50º aniversário há apenas dois anos.

No entanto, um progresso tão veloz trouxe algumas desvantagens. Como em muitas outras metrópoles aceleradas, níveis altos de estresse atingem grande parte da população. A pressão para ter sucesso é extremamente alta, tanto para as crianças na escola, quanto para os adultos no trabalho. De acordo com a recente pesquisa “Working in Asia”, conduzida pelo instituto britânico Roffey Park, 43% dos trabalhadores de Cingapura alegam cumprir mais de 50 horas por semana. Infelizmente, estes números são semelhantes aos dos países vizinhos: 40% dos chineses e 45% dos honcongueses também afirmaram trabalhar mais de 50 horas por semana, enquanto apenas 2% dos trabalhadores destes países relataram trabalhar menos de 32 horas semanais. Estes números levantam uma questão interessante: como todos esses trabalhadores lidam com ambientes tão estressantes?

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Em Cingapura, muitas pessoas recorrem às compras como uma forma de alívio, tanto nos vários shoppings da cidade, quanto de maneira online. Essa terapia, porém, muitas vezes não basta para conquistar o conforto necessário. O que seria então mais eficiente? Para o Fragment Room e seu criativo fundador, Royce Tan, a resposta é clara: a destruição de um grande número de objetos.

O Fragment Room é, basicamente, um lugar onde é possível destruir completamente objetos como pratos, garrafas, mesas, eletrônicos ou qualquer outra coisa que todo mundo já desejou, uma vez na vida, arremessar contra a parede mais próxima. O site do estabelecimento descreve o processo em quatro passos simples: “Venha como quiser. Reúna os objetos. Quebre coisas. Saia se sentindo bem.” Em outras palavras: uma pessoa em uma sala de cimento batendo com tacos de beisebol em televisões e jogando garrafas de vidro nas paredes. Os objetos usados são “karang guni” – itens indesejados coletados porta a porta e revendidos a preços muito baixos – ou adquiridos de um fornecedor de louças que concordou em dar descontos especiais a Tan.

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Há dois tipos de pacote – e ambos prometem quantidades extremas de alívio da tensão. A versão padrão de 30 minutos custa o equivalente a R$ 89 e inclui uma caixa de objetos e um taco de beisebol, enquanto o pacote “Aniquilação”, de R$ 515 por uma hora, dá direito a objetos ilimitados e uma marreta. O máximo por sala é de duas pessoas – considerando a quantidade de estilhaços que voa por todos os lados, esta é provavelmente uma boa restrição.

O Fragment Room não está, definitivamente, entre o que a maioria dos turistas imagina quando pensa em Cingapura, embora seja um sinal dos novos tempos. A pluralidade da capital tem ganhado cada vez mais repercussão. Fotógrafos armados com drones e câmeras DSLR capturam meticulosamente cada quadro da paisagem. O mundo está começando a descobrir que Cingapura não é apenas um centro financeiro.

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