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Empresa usa drones para melhorar o sistema de saúde em Ruanda

Reprodução/Forbes

Drone da empresa Zipline (Reprodução/Forbes)

A infraestrutura de Ruanda é tão precária que pode levar até quatro horas para que suprimentos médicos sejam entregues nas regiões rurais. Ao utilizar drones para evitar o deslocamento por estradas deploráveis, a empresa de robótica Zipline espera sanar o problema no país africano diminuindo este tempo para apenas 15 minutos.

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“Pacientes podem ser tratados quase que imediatamente”, afirma Prarthna Desai, que trabalha na área de operações da Zipline e foi um dos jovens abaixo dos 30 anos selecionados por FORBES. “Receber bolsas de sangue em um prazo de uma hora é algo que nunca existiu por lá”, diz ela.

70% dos 11,61 milhões de habitantes de Ruanda vivem na zona rural, onde só se chega por meio de rotas congestionadas e estradas desgastadas

Fundada em 2013 como uma empresas de robótica para o consumo, a Zipline mudou seu foco para o bem-estar da sociedade depois de conhecer os problemas críticos de infraestrutura que afligem Ruanda. A maioria das pessoas que vive no país depende, exclusivamente, das estradas mantidas de maneira inadequada para alcançar as cidades rurais que abrigam 70% dos 11,61 milhões de habitantes. A frota de Zipline de sete drones cruza, sem problemas, essas rotas congestionadas e desgastadas.

“Esta é a terra das colinas. São milhares delas. É visualmente deslumbrante, além de ser o tipo de relevo que consegue extrair os maiores benefícios de um serviço como o Zipline”, afirma Prarthna, formada no MIT e em Harvard em Ciências Materiais e Políticas Públicas.

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Com sua sede em Ruanda, a Zipline tem 60 funcionários e uma equipe local de 10 pessoas que conduzem o processo de distribuição no centro de suprimentos médicos. A empresa envia medicamentos e outros itens para 21 hospitais distribuídos pelo país e espera aumentar a eficiência ao equipar cada local de armazenamento com cerca de 15 a 20 drones.

A companhia fechou, ainda, uma parceria com o Ministério da Saúde de Ruanda, responsável pela administração do sistema de saúde e da cadeia de suprimentos. “Médicos podem gastar menos tempo em logística e mais tempo no cuidado com o paciente”, afirma Prarthna.

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Um exemplo é o fornecimento de sangue, que só é feito sob demanda. Por isso, os médicos estão acostumados a trabalhar com recursos limitados. Mas, graças aos drones, todos os tipos de sangue e de fatores RH estão disponíveis para emergências e reabastecimento.

Outras empresas de robótica estão se superando no mercado de dreones. A Windhorse Aeronautics, com sede no Reino Unido, apresentou recentemente o Pouncer, uma versão do veículo aéreo não tripulado que armazena comida. Construído com materiais que podem ser usados para acender o fogo, ele ajuda até a montar um abrigo.

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A Zipline está, atualmente, aumentando os serviços e a capacidade de seus drones. “Nós adoraríamos fazer algo semelhante em muitos outros países subdesenvolvidos, assim como os de renda média e até nos desenvolvidos”, afirma Prarthna. “A equipe da Zipline está sempre buscando maneiras de melhorar os serviços, assim como aumentar a capacidade de carga e o conjunto do que podemos entregar.”

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