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Mão biônica que “vê” objetos pode revolucionar próteses

Reprodução/Forbes

Mão biônica com uma webcam (Reprodução/Forbes)

Uma nova geração de membros protéticos que vão permitir ao usuário alcançar objetos automaticamente, sem pensar – assim como os originais -, está pronta para ser testada pela primeira vez. A pesquisa, liderada por uma equipe na Newcastle University, na Inglaterra, reivindica o desenvolvimento de uma prótese de mão capaz de “ver” os objetos a sua frente.

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Para isso, é utilizada uma simples webcam da Logitech e um software responsável por dar as respostas, ou seja, medir e agarrar os objetos com a prótese.

A capacidade de resposta se tornou uma das principais barreiras para membros artificiais

A equipe de pesquisa da Newcastle University afirma que está trabalhando com especialistas dos hospitais da Fundação do Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido para oferecer as “mãos com olhos” para pacientes do hospital Newcastle’s Freeman. “Membros protéticos mudaram muito pouco nos últimos 100 anos… O design é muito melhor, os materiais são mais leves e duram mais, mas ainda funcionam da mesma maneira. Ao utilizar a visão de um computador, nós desenvolvemos uma mão biônica que responde automaticamente – na verdade, como uma mão real, o que significa que o usuário pode alcançar e pegar um copo ou uma bolacha com nada além de um rápido olhar na direção certa”, explicou o coautor do projeto e professor sênior em Engenharia Biomédica na Newcastle University, Dr. Kianoush Nazarpour.

De acordo com ele, a capacidade de resposta se tornou uma das principais barreiras para membros artificiais. Para muitas pessoas amputadas, o ponto de referência é o braço ou a perna saudável, então as próteses acabam parecendo lentas. “Agora, pela primeira vez, nós desenvolvemos uma mão ‘intuitiva’, que pode reagir sem pensar.”

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Estatísticas recentes mostram que, no Reino Unido, existem cerca de 600 novos membros superiores amputados todo ano. Cerca de 50% das pessoas que passam por estes procedimentos estão na faixa entre 15 e 54 anos. Nos Estados Unidos, 500.000 pessoas têm seus membros superiores amputados anualmente.

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