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Fabricantes de robôs demoram a enfrentar risco cibernético

Lucas Apa, pesquisador da IOActive, durante demostração com robôs em Singapura (REUTERS/Jeremy Wagstaff)

Pesquisadores que alertaram meia dúzia de fabricantes em janeiro sobre quase 50 vulnerabilidades em seus robôs domésticos, comerciais e industriais disseram que apenas alguns dos problemas foram tratados.

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Os pesquisadores Cesar Cerrudo e Lucas Apa, da empresa de segurança cibernética IOActive, alertaram que as vulnerabilidades permitem que hackers espionem os usuários, desativem ferramentas de segurança e orientem os robôs a agir violentamente, colocando as pessoas em perigo.

Segundo a dupla, não há sinais de que hackers exploraram as vulnerabilidades, mas o fato de que robôs podem ser invadidos facilmente e a ausência de resposta das fabricantes levantam questões sobre a permanência dessas máquinas em lares, escritórios e fábricas. “Nossa pesquisa mostra provas de que mesmo os robôs não militares poderiam ser armados para causar danos”, disse Lucas Apa em uma entrevista. “Esses robôs não usam balas ou explosivos, mas microfones, câmeras, braços e pernas. A diferença é que eles estarão em breve ao nosso redor e precisamos assegurá-los antes que seja tarde demais”, completou.

Alguns dos fabricantes de robôs se defenderam, dizendo que corrigiram algumas ou todas as questões levantadas.

Os comentários de Apa vieram na esteira de uma carta assinada por mais de 100 especialistas em robótica pedindo que a Organização das Nações Unidas proíba o desenvolvimento de robôs militares assassinos ou armas autônomas.

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