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LVMH e Kering vetam modelos abaixo do peso das passarelas

Reuters

Os dois grupos disseram ter assinado um estatuto pelo “bem-estar das modelos” (Reuters)

Os grupos de moda franceses Kering e LVMH deixarão de contratar modelos excessivamente magras para passarelas no mundo todo, em resposta a críticas de que a indústria fashion encoraja distúrbios alimentares.

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Os dois grupos, cujas marcas incluem Christian Dior, Givenchy, Yves Saint Laurent e Gucci, disseram ter assinado um estatuto pelo “bem-estar das modelos”. O documento também proíbe a contratação de meninas com menos de 16 anos para posar como modelos adultas em desfiles e sessões de fotos.

Em 2015, a França aprovou uma legislação proibindo que modelos excessivamente magras trabalhem na indústria da moda no país. Agências enfrentam multas de até € 75 mil ou a prisão de até seis meses de seus representantes se infringirem a lei.

Kering e LVMH disseram que seu estatuto vai além, acrescentando que todas as suas marcas se comprometerão a banir modelos abaixo do tamanho 34 para mulheres e 44 para homens, de acordo com as medidas francesas.

Representantes da indústria da moda têm dito há muito tempo que as roupas vestem melhor em mulheres altas e magras, enquanto culturas ocidentais frequentemente associam magreza com saúde, jovialidade e atratividade.

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Em 2010, Isabelle Caro, um ex-modelo francesa anoréxica de 28 anos, morreu após posar para uma campanha de fotos de conscientização sobre a doença.

O estatuto entrará em vigor antes da Fashion Week de Paris, neste mês.

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