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Especialista alemão defende o fim da rádio e da quimioterapia para a cura do câncer

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Segundo pesquisas, a imunoterapia surgiu como a ligação que faltava na última década (iStock)

De acordo com o alemão Ray Schilling, formado pela Eberhard-Karls-University Medical School e responsável pela publicação de vários artigos médicos, estamos mais próximos da cura do câncer em 2017 do que há uma ou duas décadas, mas, para chegarmos a isso, é preciso abrir mão da rádio e da quimioterapia, pois as células cancerígenas têm se mostrado resistentes a esses tipos de tratamento.

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Para Schilling, curar o câncer exige um maior entendimento sobre essas células. Na sua opinião, o avanço mais importante em termos de pesquisas sobre a doença na última década foi a descoberta de que os protocolos padrão de tratamento não funcionam muito bem. Eles consistem em cirurgias, rádio e quimioterapia. A cirurgia é eficaz nos estágios iniciais da doença, mas a quimio e a radioterapia têm sido uma decepção. Em contrapartida, a imunoterapia contra o câncer surgiu como a ligação que faltava nos últimos dez anos. A verdade completa sobre a enfermidade só poderá ser entendida quando percebemos que a maioria, senão todos os tumores sólidos, têm suas próprias células-tronco cancerígenas.

Existem novas tentativas de curar a doença, como métodos com baixas doses de laser. Vinte pacientes com câncer de próstata foram tratados com terapia fotodinâmica entre maio e setembro de 2014. Desse total, 20% apresentaram remissão completa, 35% remissão parcial, 35% não tiveram progressão da doença e, em outros 10%, os tumores progrediram. Esses pacientes receberam fotossensibilizadores por via intravenosa. Três horas depois, passaram por uma terapia fotodinâmica a laser (PDT) administrada por meio de um cateter permanente que permitiu o acesso do instrumento laser até o nível da próstata. Com essa abordagem, o laser de baixa intensidade penetrou toda a glândula da próstata.

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Conclusão

A cura do câncer está próxima, mas ainda não chegamos lá. Estamos aprendendo que a imunoterapia vai se tornar mais importante para remover a última célula cancerígena. Dessa maneira, o câncer não poderá crescer novamente. Se essa terapia de baixa dose de laser vai funcionar ou não, como descrito acima, ainda não se sabe, mas parece algo promissor. Felizmente, outros métodos não tóxicos serão adicionados ao estoque de tratamentos de câncer.

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