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#MeToo: o que eu deveria dizer? Três dicas para ajudá-la a decidir

As redes sociais têm recebido, nos últimos dias, uma avalanche de postagens com a hashtag #MeToo (“eu também”, em tradução livre), acompanhadas, muitas vezes, de relatos de mulheres que sofreram algum tipo de assédio sexual. A campanha, que tem como objetivo mensurar a ocorrência de abusos, teve início após as alegações de estupro contra o produtor cinematográfico de Hollywood Harvey Weinstein. Mas a decisão de expor algo tão íntimo é muito mais difícil do que apenas digitar uma hashtag.

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Com o tema assédio sexual com cada vez mais espaço na mídia e nas rodas de conversas, e agora com o movimento #MeToo em curso, muitas mulheres decidiram falar abertamente sobre seus traumas. Elas passaram a redefinir experiências que antes chamavam de “algo esquisito que aconteceu” como assédio sexual ou violência. E não se trata de apenas reviver o passado: é ter contato com histórias “me toos” de sua colega do ensino médio, de sua primeira chefe, de sua colega de trabalho, de sua melhor amiga que nunca havia mencionado os abusos sofridos.

Diante de um momento como esse, é importante ser sensível sobre como essas conversas a impactam pessoalmente e profissionalmente e ter cuidado consigo mesma.

Veja, na galeria de fotos abaixo, três dicas para decidir aderir ou não à campanha #MeToo:

  • Não há resposta normal a uma situação de violência
    Como você respondeu a um assédio no momento em que ele aconteceu é válido, assim como como você se sente em relação a isso agora e como você responde ao #MeToo. Tendemos a usar as redes sociais como distração ou como um intervalo no trabalho. Ao ver o grande volume de postagens, você pode se sentir compelida a se unir à conversa. Se quiser aderir, esteja ciente de que isso pode trazer à tona emoções inesperadas. Se estiver tentando focar no trabalho, por exemplo, pode ser melhor entrar nessa discussão em seu tempo livre.

  • Tudo bem não postar um relato #MeToo ou se desconectar das redes sociais
    Ainda que campanhas de consciência pública como essa tenham um valor enorme, elas também podem trazer sentimentos de culpa e responsabilidade. Independentemente de postar ou não nas redes sociais sobre isso, sua experiência continua real. Permanecer em silêncio não faz de você uma cúmplice ou “má feminista”.

    Se você se sentir ferida ou frágil, considere escrever para uma amiga próxima ou um terapeuta em vez de publicar o relato na internet. Às vezes, ler sobre o trauma nas redes sociais não irá resolver a questão e pode até tornar mais difícil agir e lidar com o trauma. Não subestime a importância da interação humana. Tente cultivar apoio e conexão na vida real, também.

  • O movimento vai além de uma hashtag
    Assédio sexual faz parte das conversas no mundo todo de uma maneira difícil e importante. Mas ao mesmo tempo em que parece que as vozes que falam sobre isso se tornam cada vez mais altas, você não precisa participar de campanhas específicas se não quiser. Algumas semanas são mais difíceis do que a maioria. É tão importante falar sobre esses momentos em que você se sente para baixo quanto celebrar os sucessos de cada um. Siga sua intuição e se respeite.

Não há resposta normal a uma situação de violência
Como você respondeu a um assédio no momento em que ele aconteceu é válido, assim como como você se sente em relação a isso agora e como você responde ao #MeToo. Tendemos a usar as redes sociais como distração ou como um intervalo no trabalho. Ao ver o grande volume de postagens, você pode se sentir compelida a se unir à conversa. Se quiser aderir, esteja ciente de que isso pode trazer à tona emoções inesperadas. Se estiver tentando focar no trabalho, por exemplo, pode ser melhor entrar nessa discussão em seu tempo livre.

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