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Por que adotar o mantra innovation: invention+commercialization

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Adesivar quotes inspiradores na parede nos provoca fazer da frase um mantra de vida (iStock)

Acredito não ser o único que tem vários “quotes” e definições que levo pra vida. Um dos mais importantes é do filósofo Arthur Schopenhauer: “Todas as pessoas tomam os limites de seu próprio campo de visão como os limites do mundo”. Adesivei isso em uma das paredes de casa para me provocar diariamente a pensar no novo, sem amarras e sem barreiras, e fazer da frase um mantra de vida.

Não é fácil, mas a palavra mantra define bem como encaro essa frase. Acumulamos experiências e outras geniais surgem, mas elas não são para serem colocadas na parede de casa, ao menos, era essa a minha ótica. Até o dia em que, em um curso executivo no MIT, tive conhecimento de uma outra frase que deu vontade de colocar na parede: Innovation = Invention + Commercialization.

Desde que criei o Lab de inovação e me envolvi no ecossistema de startups, tenho visto muitas ideias geniais e empreendedores brilhantes cheios de energia, afinal, o brasileiro é inventivo por natureza. Se metade das gambiarras que inventamos por todo o Brasil fossem patenteadas, seríamos o “Vale Encantado do Silício”.

Por que isso não acontece? Um dos motivos é o apego excessivo dos empreendedores às suas ideias, mas isso é assunto para outra conversa. O que o brasileiro não leva muito em consideração é que uma boa ideia sem um Business Plan ou sem viabilidade comercial é apenas uma invenção de “Professor Pardal”, sem força para se tornar um negócio de fato.

Nas startups que funcionamos e operamos como smartmoney e aceleradora, ao mesmo tempo, os empreendedores chegaram com uma ideia, mas sem um modelo de negócio bem definido. Usamos, então, a metodologia dos 24 Steps, do MIT, para criar um modelo consistente e forte que transforme a ideia em um negócio.

Se você é empreendedor, tenho uma sugestão de mantra para você: Innovation = Invention + Commercialization. Se vai coloca-lo na parede ou não, negocie em casa. Assim, como eu fiz. 🙂

Rodrigo Bruno Nahas é advogado, especialista em Direito da Inovação, pós-graduado em Direito Empresarial pela Fundação Getúlio Vargas, com passagem pela Universidade de Edimburgo – UK.

Eduardo Barbato é idealizador do Hackerspace3. Cursou Singularity University, com especialização no MIT, dentro em Ecossistema de Inovação.

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