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Um organismo vivo em pleno centro comercial de São Paulo

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Edifício Pátio Victor Malzoni implementa práticas sustentáveis (Divulgação)

Quem passa pela Avenida Faria Lima – precisamente próximo ao número 3477 – certamente já notou um prédio com um “vão” e uma casa antiga no meio, conhecida como Casa Bandeirista. No prédio estão escritórios como o do Google e do banco BTG Pactual. Por dia, cerca de 4.000 pessoas passam pelo edifício, entre visitantes e funcionários.

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Há cerca de um ano e meio, a administradora resolveu transformar o edifício – que já foi construído sob o conceito de verde – em ainda mais sustentável. “Quando nós começamos a parte de gestão de resíduos, gastávamos em torno de R$ 120 mil por ano. Apenas para retirar o lixo, eram cerca de R$ 15 mil por mês. Agora são R$ 6 mil. O destino que damos a ele também mudou: antes, apenas 2% era destinado corretamente. Hoje, já são 42%”, conta Flavio Engel, gerente de operações da CBRE (administradora do edifício) e responsável pela implantação e gestão da iniciativa.

Até as bitucas de cigarro estão sendo recolhidas por uma empresa que as usa na fabricação de tijolos

O cenário se alterou principalmente com a chegada da máquina de compostagem, que transforma o lixo orgânico em adubo – o empreendimento abriga quatro restaurantes, entre eles a Trattoria Fasano. “Produzimos atualmente cerca de 8 toneladas por mês. Só para cuidar dos jardins do prédio, eram cerca de R$ 30 mil, que foram reduzidos para R$ 3 mil”, comemora Engel. O material produzido também é destinado para comunidades, projetos sociais, reflorestamento das avenidas Marginais e até para edifícios vizinhos.

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Edifício pretende servir de modelo para outras iniciativas (Divulgação)

Mas, para fazer tudo isso, é necessário esforço. “A gestão de resíduos não tem fim. Nós implementamos o processo, criamos a prática e, cada resíduo novo, detectado com a ajuda de equipamentos, é estudado, assim como o lixo orgânico”, conta. Por lá, até as bitucas de cigarro estão sendo recolhidas por uma empresa que as usa na fabricação de tijolos.

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Há cerca de um ano e meio, a administradora resolveu transformar o edifício (Divulgação)

No balanço geral, a sustentabilidade é o foco principal, mas sua adoção agrega valor ao endereço e aumenta o interesse dos locatários. O importante, diz Engel, é espalhar a mensagem, passar essa visão de futuro para outros edifícios e seus proprietários e influenciar positivamente os arredores, para que mais edifícios também abracem a causa.

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