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Fundação de Bill Gates financia pesquisa para nova vacina contra a malária

Segundo a Organização Mundial da Saúde, o número de casos da malária chegou a 216 milhões em 2016 (Getty Images)

A Fundação Bill e Melinda Gates doou US$ 1,4 milhão para o Instituto Wistar, na Filadélfia, com o objetivo de criar uma vacina sintética baseada em DNA para o combate da malária.

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O Instituto Wistar vai colaborar com o Instituto de Pesquisa da Malária do Johns Hopkins e com a Inovio Pharmaceuticals na pesquisa, que foi iniciada no laboratório de David B. Weiner, Ph.D e diretor executivo do Centro de Vacina e Imunoterapia do Wistar. Weiner é especialista em imunologia molecular, considerado um pioneiro nas vacinas de DNA.

Com o valor doado, o Dr. Weiner e seus colaboradores planejam criar uma nova vacina de DNA sintético contra o Plasmodium falciparum, o microorganismo mortal que causa a doença. Segundo o comunicado emitido pela entidade, a vacina sintética instrui o corpo a produzir antígenos específicos, o que ativa o sistema imunológico a gerar uma melhor resposta ao parasita.

Para fazer isso, eles vão usar um dispositivo de eletroporação criado pela Inovio Pharmaceuticals, que gera pequenas correntes elétricas na pele. Ao combinar a plataforma da vacina de DNA com o dispositivo de entrega, a equipe espera criar uma estratégia efetiva que ajude a erradicar essa doença que afeta milhões de pessoas anualmente.

Segundo a Organização Mundial da Saúde, o número de casos da malária chegou a 216 milhões em 2016, um aumento de 5 milhões desde o ano anterior, com 445 mil mortes. Em termos de investimento, US$ 2,7 bilhões foram direcionados globalmente ao controle da doença e aos esforços de erradicação pelos governos de países endêmicos e seus parceiros internacionais. Em 2016, os Estados Unidos foram a maior fonte de financiamento, com US$ 1 bilhão, seguido pelo Reino Unido, França, Alemanha e Japão.

Em maio de 2017, a Fierce Pharma relatou que um estudo da Universidade de Melbourne mostrou que a impressão digital de DNA indicou que a malária tem a habilidade de se esconder nos nossos sistemas imunológicos, arrastando os genes para criar diferentes cepas que permitem que o parasita não seja detectado. Assim como a gripe, pode afetar as mesmas pessoas mais de uma vez.

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Ainda no ano passado, a GlaxoSmithKline anunciou que lançaria a primeira vacina do mundo para a malária, a Mosquirix, em 2018. A vacina de primeira geração, que já completou a terceira fase de testes, será implementada em cobaias administradas pela OMS. A vacina tem como alvo o Plasmodium falciparum.

“Essa avançada plataforma de DNA oferece novas opções para criar uma vacina contra a malária”, disse David B. Weiner. “Esperamos que a parceria entre a Wistar, a Inovio Pharmaceuticals e o Instituto de Pesquisa da Malária do Johns Hopkins desenvolva uma opção promissora de combate à doença, além de avançar nas pesquisas de DNA sintético.”

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