Carro do futuro ainda divide opiniões

A direção autônoma ganhou mais destaque depois da ocorrência de dois acidentes fatais nos Estados Unidos durante o mês de março. O primeiro envolveu um pedestre preso e morto por um veículo do Uber sem motorista – o serviço de transporte em carros autônomos foi colocado em prática pela empresa em setembro de 2016 -, enquanto o segundo, provocado por um Tesla Model X, atingiu uma divisória de concreto da pista. Na sequência, o carro explodiu e o motorista morreu (não se sabe se ele estava no piloto automático).

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A Ipsos, empresa que promove estudos de mercado, fez um levantamento para conhecer a opinião das pessoas sobre o carro do futuro pouco antes dos dois acidentes. Até então, grande parte dos entrevistados se mostrava a favor da tecnologia em desenvolvimento.

Particularmente na Índia, os participantes da pesquisa se mostraram mais interessados pelos carros autônomos, com 49% dos entrevistados dizendo que são a favor deles e estão ansiosos para usá-los. Outros 46% disseram que não têm certeza, mas acham a ideia interessante, enquanto 5% revelaram que não têm intenção de experimentar a novidade. A China viu níveis semelhantes de otimismo, enquanto na Rússia, 33% manifestaram-se a favor e 59% mostraram-se inseguros.

Na América do Sul, três em cada dez brasileiros mal podem esperar para serem buscados por um carro sem motorista, enquanto seis em cada dez permanecem inseguros, mas interessados. Nos EUA, o ceticismo já era alto antes dos dois acidentes ocorrerem. Um quarto das pessoas nunca tentaria a tecnologia de condução autônoma, enquanto 54% disseram que estão inseguras, mas interessadas. 22% dizem que são a favor e estão impacientes para fazer um test drive – consideravelmente menos do que na Índia.

Veja, na galeria de fotos abaixo, o percentual de aceitação, rejeição e insegurança quanto à tecnologia de carros autônomos em 15 países onde a pesquisa foi realizada. Foram coletadas 21,5 mil respostas e o índice pode não fechar em 100% devido ao arredondamento dos números.

  • Índia

    Índice de aceitação: 49%
    Índice de insegurança: 46%
    Índice de rejeição: 5%

  • China

    Índice de aceitação: 46%
    Índice de insegurança: 50%
    Índice de rejeição: 5%

  • Coreia do Sul

    Índice de aceitação: 38%
    Índice de insegurança: 56%
    Índice de rejeição: 8%

  • Arábia Saudita

    Índice de aceitação: 35%
    Índice de insegurança: 55%
    Índice de rejeição: 9%

  • África do Sul

    Índice de aceitação: 34%
    Índice de insegurança: 57%
    Índice de rejeição: 9%

  • Rússia

    Índice de aceitação: 33%
    Índice de insegurança: 58%
    Índice de rejeição: 10%

  • Brasil

    Índice de aceitação: 31%
    Índice de insegurança: 61%
    Índice de rejeição: 8%

  • Turquia

    Índice de aceitação: 28%
    Índice de insegurança: 63%
    Índice de rejeição: 9%

  • Espanha

    Índice de aceitação: 25%
    Índice de insegurança: 63%
    Índice de rejeição: 13%

  • França

    Índice de aceitação: 24%
    Índice de insegurança: 52%
    Índice de rejeição: 25%

  • Japão

    Índice de aceitação: 24%
    Índice de insegurança: 60%
    Índice de rejeição: 16%

  • Estados Unidos

    Índice de aceitação: 22%
    Índice de insegurança: 54%
    Índice de rejeição: 24%

  • Alemanha

    Índice de aceitação: 19%
    Índice de insegurança: 50%
    Índice de rejeição: 31%

  • Reino Unido

    Índice de aceitação: 19%
    Índice de insegurança: 57%
    Índice de rejeição: 24%

  • Canadá

    Índice de aceitação: 18%
    Índice de insegurança: 58%
    Índice de rejeição: 24%

Índia

Índice de aceitação: 49%
Índice de insegurança: 46%
Índice de rejeição: 5%

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