3 passos para controlar os gastos e realizar os sonhos

Todo mundo sabe que não deveria gastar mais do que ganha e sente intuitivamente que gasta muito dinheiro em supérfluos. Ainda assim, a última coisa que muita gente quer fazer é passar seu tempo de lazer registrando recibos de cada café tomado ou de cada par de meios comprado. Como é possível controlar os gastos sem dedicar sua vida a isso?

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Primeiramente, é importante constatar o óbvio: monitorar cada centavo gasto não funciona para muita gente. Porém, todo mundo fica feliz quando tem dinheiro suficiente para as despesas básicas, para economizar a quantia necessária para atender os objetivos de aposentadoria ou para comprar coisas extras.

Uma ótima opção, nesses casos, é a estratégia que alguns chamam de “baldes de orçamento”. Nela, em vez de monitorar tudo em que se gasta, basta dividir seu dinheiro em baldes figurativos e manter os gastos dentro deles. Isso permite separar antecipadamente o dinheiro para seus gastos, mantê-los em dia e não ter de monitorar cada centavo.

Para a grande maioria das pessoas, o sistema tem três baldes principais: o balde da segurança, o balde dos sonhos e o balde da independência financeira.

Como dizem os nomes, cada balde atende a um objetivo diferente. O da segurança contém o dinheiro que deve mantê-lo seguro, como o fundo de emergência e dinheiro para pagar dívidas. O dos sonhos abriga o dinheiro para objetivos que você tem para o presente – comprar uma casa ou carro, tirar férias ou economizar para a faculdade dos filhos. O da independência financeira, por sua vez, armazena os recursos dos quais você irá precisar para ser livre no futuro – na época da aposentadoria, para viver no exterior ou para deixar dinheiro para a caridade, por exemplo.

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Essa estratégia equilibra o que você quer e precisa agora e o que você quer e precisa no futuro. Ambos são importantes, e você terá de descobrir o equilíbrio certo para o seu caso enquanto coloca seu dinheiro em uso.

Essa estratégia é muito similar ao sistema de envelopes ou ao orçamento 50/30/20 de Elizabeth Warren e Amelia Tyagi. Há categorias gerais, mas não padrões de gastos específicos. Nela, você reserva dinheiro com antecedência para suas despesas e o faz de uma maneira que lhe dá liberdade e escolha sem o estresse de monitorar cada coisinha ou se restringir a 20 categorias específicas.

Para que a estratégia funcione, você deve ter avaliado seus valores e objetivos no que diz respeito a dinheiro. Se ainda não tiver feito isso, comece por aí. Então, parta dessa avaliação para garantir que esteja gastando seu dinheiro no que importa mais para você.

Veja, na galeria de fotos a seguir, 3 passos para estabelecer o seu sistema:

  • Comece com um valor preciso de renda

    O primeiro passo para começar é com a sua renda. Se você for funcionário, essa etapa é simples. Considere seu rendimento líquido (depois do pagamento de impostos e das deduções da empresa referente a plano de saúde e aposentadoria).

    Trabalhar para si mesmo torna esse cálculo mais complicado, porque sua renda flutua. Neste caso, você pode fazer uma média do rendimento dos últimos anos ou ajustar mensalmente, deixando um balde para economias extras.

  • Crie os seus sub-baldes

    A outra parte importante desse tipo de estratégia orçamentária é manter os baldes separados e estabelecer um sistema que os preencha automaticamente.

    Do valor da sua renda, subtraia suas despesas fixas e necessárias, como aluguel e supermercado. Não esqueça das despesas fixas que não ocorrem todo mês, como o seguro do carro. O que restar é o que você vai dividir nos baldes. E, ainda que você tenha três baldes principais, é provável que você tenha sub-baldes para seus objetivos específicos.

    Para o balde de segurança, você terá um fundo de emergência que conterá entre três e seis meses de suas despesas básicas. Muitas pessoas desistem desse balde, mas ele é o mais importante. Ter um fundo de emergência vai lhe ajudar a se manter caso você tenha um gasto inesperado, e pagar as dívidas vai lhe dar mais liberdade e escolha para seu balde de sonhos no futuro.

    Uma dúvida comum é o que deve ser feito antes: pagar dívidas ou economizar. Uma boa estratégia é fazer as duas coisas ao mesmo tempo. Você pode começar separando entre 10% e 20% de seu rendimento líquido para esse balde e, então, dividir essa quantia entre economizar para emergência e pagar dívidas. Ainda que isso possa não parecer tão eficiente quanto jogar todo o seu dinheiro na dívida com a taxa de juros mais alta primeiro, o equilíbrio garante que a sua base financeira seja estável caso uma emergência surja enquanto você está pagando dívidas.

    Seus baldes dos sonhos podem ser o que você quiser – umas férias, economizar para uma casa nova, uma mudança. Você terá de estimar quanto essas coisas custarão e estabelecer um objetivo de gastos para cada balde. Assegure-se também de ter um balde para suas despesas opcionais (comer fora, roupas, entretenimento etc.). Você não tem de controlar o que você gasta nesse balde, mas, uma vez que o dinheiro acabar, você não pode gastar mais nada até o próximo mês.

    Por último, um bom ponto de partida para seu balde da independência financeira é entre 10% e 15% de sua renda.

  • Priorize seus gastos

    Ver todos esses baldes juntos vai ajudá-lo a priorizar e equilibrar seus gastos. Essas prioridades podem mudar completamente ao longo do tempo. E, mesmo que você não consiga preencher todos os baldes desde o início, imaginar que eles existem e fazem parte da sua estratégia, vai ajudar a manter a sua motivação e a fazer o que puder para começar a preenchê-los o quanto antes.

    A parte mais importante é mantê-los separados e estabelecer que o dinheiro vá para os baldes automaticamente, para que você não precise se preocupar com misturas.

    Antes que você perceba, seus baldes vão começar a encher e você terá passado a gastar com consciência, em vez de apenas pagar contas e esperar que haja dinheiro suficiente para tudo.

    A estratégia pode parecer mais fácil porque você não precisa monitorar cada centavo, mas ainda requer disciplina para não gastar demais. Você pode ser tentado a emprestar das despesas fixas do mês seguinte ou utilizar um cartão de crédito quando seus amigos o chamarem para tomar um drinque e suas verbas com gastos extras já tiver acabado. Uma maneira de evitar esse problema é pagar tudo com dinheiro vivo ou cartão de débito. Você pode também utilizar cartões de crédito separados com limites baixos que você consiga pagar todo mês.

    Esse plano também é uma ótima alternativa para aqueles que não querem se preocupar em monitorar cada despesa e é uma ótima ferramenta para mudança de comportamento no caso de pessoas que têm problemas com gastos.

    Lembre-se que orçamento é sobre intenção e não restrição. Você está criando um plano de gastos para garantir que você use seu dinheiro do jeito que você quer. Lembrar-se disso periodicamente deve ajudá-lo a se manter nos trilhos.

Comece com um valor preciso de renda

O primeiro passo para começar é com a sua renda. Se você for funcionário, essa etapa é simples. Considere seu rendimento líquido (depois do pagamento de impostos e das deduções da empresa referente a plano de saúde e aposentadoria).

Trabalhar para si mesmo torna esse cálculo mais complicado, porque sua renda flutua. Neste caso, você pode fazer uma média do rendimento dos últimos anos ou ajustar mensalmente, deixando um balde para economias extras.

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