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13 poderosos que acabaram atrás das grades

Quem disse que quem é poderoso não vai preso? FORBES Brasil selecionou dez nomes fortes no Brasil e no mundo, de diferentes áreas, que acabaram atrás das grades. A maioria teve problemas com o fisco ou desvio de verbas, mas não para por aí.

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Veja a seguir dez poderosos que se deram mal e acabaram na cadeia:

  • Dono de uma rede de shoppings de luxo e conhecido filantropo, o norte-americano Taubman teve a imagem seriamente arranhada ao ferir a sagrada lei antitruste no negócio de leilões. Proprietário da Sotheby’s, foi acusado de combinar com a rival Christie’s o índice das comissões cobradas aos clientes. Preso em 2002, cumpriu nove meses de sentença e voltou aos negócios com ímpeto renovado. Aos 90 anos, continua na ativa e é dono de uma fortuna de US$ 3 bilhões.

  • O ex-CFO da Enron admitiu ter cometido 78 irregularidades no balanço da empresa e passou cinco anos preso – poderia ter ficado muito mais tempo se não concordasse em testemunhar contra os antigos patrões. Libertado em 2011, trabalha em um escritório de advocacia e dá palestras em que repete, com a melhor pose de arrependimento: “Nunca façam o que eu fiz”.

  • Fundador de um dos sites mais populares da internet, o Megaupload (fechado por acusações de pirataria e lavagem de dinheiro), o alemão Schmitz, mais conhecido como Dotcom, passou um mês preso no início de 2012. Em 1998, ele já havia sido condenado a dois anos de prisão por ter invadido sistemas de segurança de uma série de indústrias (que não foram cumpridos, pois ele se comportou bem durante a investigação). Continua livre na Nova Zelândia, mas teve os bens confiscados (mansão, carrões etc.) e teme ser extraditado aos EUA.

  • A trajetória deste mago da especulação financeira foi tão vertiginosa que virou filme com Leonardo DiCaprio. Sim, Belfort é o “Lobo de Wall Street”, que dos 26 aos 36 anos enriqueceu inflando artificialmente ações de empresas para vendê-las aos incautos antes que desmoronassem. Desmascarado pelo FBI, passou 22 meses na prisão – poderia pegar até 20 anos se não colaborasse com as autoridades. Desde que foi solto, em 2006, atua como palestrante motivador de vendas.

  • Criador de um pioneiro software antivírus, McAffee virou bilionário ao vender essa tecnologia para a Intel, em 2010, por US$ 7,7 bilhões. Depois disso, surtou. Radicado em Belize, onde fundou uma empresa de biotecnologia, foi acusado do assassinato de um vizinho e fugiu para a Guatemala. Acabou preso por uma semana pela entrada ilegal nesse país, mas conseguiu ser extraditado para os Estados Unidos, graças, em boa parte, a uma simulação de infarto. Vive atualmente no Oregon, recluso e paranoico, temendo ser morto por algum hacker. Se puser os pés em Belize será trancafiado – o governo local também o acusa
    de produção e tráfico de metanfetamina.

  • Dono do frigorífico Frijoa, na Bahia, o empresário cumpre prisão domiciliar no município de Muquém do São Francisco, desde abril último. É acusado de formar bando armado e comandar ações que resultaram no homicídio de um membro da comunidade quilombola Boa Vista do Pixaim.

  • Denunciado por homicídio qualificado, o empresário na área de transportes e pai do fundador da Gol cumpriu prisão domiciliar entre março e agosto de 2012, uma pena abreviada em razão da sua idade na época, de 81 anos. É acusado de ordenar o assassinato de oito pessoas, entre as quais dois de seus genros e um líder comunitário.

  • Eis um reincidente. O sul- coreano, presidente do SK Group, ficou sete meses detido por fraude contábil, em 2003, e voltou a ficar atrás das grades no ano passado, por desviar US$ 40 milhões de uma de suas subsidiárias. A nova sentença de Tae-Won, que já acumulou US$ 2,8 bilhões, é de quatro anos.

  • Apresentadora de TV e empresária de sucesso, a norte-americana Martha Stewart passou cinco meses na cadeia e outros cinco em prisão domiciliar, entre 2004 e 2005. Seu crime foi vender ações de uma empresa de biotecnologia dois dias antes do anúncio da não homologação de um medicamento contra o câncer desenvolvido pela companhia. Assim que cumpriu a pena, Stewart retomou a carreira e até expandiu seus negócios.

  • Magnata do petróleo, Khodorkovsky era o homem mais rico da Rússia em 2003, com uma fortuna estimada em US$ 15 bilhões. Seu único problema era ser inimigo do presidente Vladimir Putin. Acusado de fraude e lavagem de dinheiro, foi preso naquele ano e teve a maior parte dos bens confiscada pelo governo. Em dezembro de 2013, Putin decidiu soltá-lo por “razões humanitárias”. Hoje aos 52 anos, Khodorkovsky tem US$ 170 milhões para recomeçar.

  • O fundador do banco BTG Pactual, André Esteves, foi preso no dia 24 de novembro de 2015, em sua casa, no Rio de Janeiro, sob suspeita de envolvimento na esquema de corrupção da Petrobras e de planejar obstruir as investigações da Operação Lava Jato. Em meados de dezembro, ganhou o direito a prisão domiciliar, onde ficou até abril. Em 27 de abril de 2016, voltou ao trabalho no BTG, com um cargo de “aconselhamento”, graças à decisão do então ministro do STF, Teori Zavascki.

  • Eike Batista, que já foi considerado o 7o homem mais rico do mundo e o 1o do Brasil por Forbes, foi preso pela Polícia Federal hoje (30/01). O empresário, cujo mandado de prisão foi decretado no dia 26 de janeiro, estava em Nova York e chegou ao país no vôo 973 da American Airlines, que desembarcou no aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro. A acusação é de que o ex-bilionário pagou propina de US$ 16,5 milhões a Sérgio Cabral, ex-governador do Rio de Janeiro, para obter vantagens em seus negócios.

  • Preso durante a 14ª fase da Operação Lava Jato, em 19 de junho de 2015, Marcelo Odebrecht, então presidente da empreiteira que leva seu sobrenome, continua encarcerado. O empresário foi considerado o líder do cartel de empresas que dividia as obras da Petrobras e a Odebrecht a empreiteira que tinha a maior fatia dos contratos com a petrolífera. Em dezembro de 2016, Marcelo e o pai, Emílio, assinaram acordo de delação premiada. Condenado a dez anos de prisão, Marcelo deve ficar no regime fechado em Curitiba até o final de 2017. A partir de então, cumprirá prisão domiciliar, regime semi aberto e aberto, respectivamente.

Dono de uma rede de shoppings de luxo e conhecido filantropo, o norte-americano Taubman teve a imagem seriamente arranhada ao ferir a sagrada lei antitruste no negócio de leilões. Proprietário da Sotheby’s, foi acusado de combinar com a rival Christie’s o índice das comissões cobradas aos clientes. Preso em 2002, cumpriu nove meses de sentença e voltou aos negócios com ímpeto renovado. Aos 90 anos, continua na ativa e é dono de uma fortuna de US$ 3 bilhões.

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