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Como abrir um negócio em outro país

Em agosto de 2013, foi inaugurada a parceria entre a rede de entretenimento chilena Enjoy e o Conrad, principal hotel-cassino de Punta del Este, no Uruguai. A empresa investiu cerca de US$ 300 milhões e espera um retorno em até três anos.

Esta foi a primeira experiência da Enjoy no país vizinho e, mais de um ano depois, o quadro é otimista. No entanto, fechar um negócio no exterior não é nada fácil. Juan Eduardo García, atual gerente geral do hotel, foi enviado ao Uruguai meses antes do término da transação para “melhorar a oferta de valor”.

O chileno deu algumas dicas a FORBES Brasil para quem pretende abrir negócios em terras estrangeiras. Veja a seguir:

  • No caso do Conrad, as negociações começaram ao final de 2012, mas o negócio só foi fechado mesmo em março de 2013. Juan García foi ao Uruguai e passou parte deste período acompanhando a rotina do hotel e analisando a proposta.

    Tanto para que a transação fosse a mais justa possível como para conhecer melhor o negócio que eles iriam fechar.

  • Cada país tem seu estilo de serviço. Assim como em determinadas regiões do país, pessoas de nacionalidades diferentes têm diferentes formas de estabelecer as relações de trabalho. Aprenda mais sobre como isso funciona e não tente impor seu estilo apenas. Por outro lado, lembre-se que o bom serviço é universal, então busque e capacite seus funcionários ao máximo.

  • García tem de lidar com diferentes nacionalidades que visitam o Conrad. Segundo ele, os argentinos, por exemplo, que representam o maior número de visitantes do hotel, são mais fechados, enquanto brasileiros, uruguaios e chilenos são mais alegres e descontraídos.

  • Assim como com serviços, entender a cultura local, que é, provavelmente, muito diferente da sua, faz com que os negócios prosperem de forma mais fácil. Tente sempre se adaptar e contribuir e nunca ache que a sua cultura é superior ou mais inteligente.

  • Não faz sentido abrir um negócio em um país diferente se você não for oferecer um produto ou serviço que se destaque dos demais. Quando a rede Enjoy fechou o acordo com o Conrad, reformou o cassino, principal fonte de renda do hotel, por completo, com máquinas novas, e criou um novo bar e uma casa de festas chamada Ovo, uma proposta completamente diferente, mais interativa, da anterior.

  • Além de cultura, serviço e público, é importante aprender sobre as leis e, principalmente, custos para abrir um negócio no local. Não é preciso dizer que leis como essa viariam muito de um país para outro.

  • Criar qualquer negócio sempre haverá o fator risco. Fora do país, este risco pode aumentar quando se trata de uma moeda diferente, às vezes com cotação mais alta, como o dólar ou euro.

    Para fechar o negócio do Conrad, a rede Enjoy pagou 45% dos US$ 300 milhões em ativos e o resto em cash. Diversificar é sempre uma boa opção.

  • Após todos esses prós e contras, é preciso, no final, calcular quanto tempo você irá levar para ter o retorno sobre o investimento feito, como em qualquer negócio. García conta que a rede Enjoy espera recuperar os US$ 300 milhões investidos entre um e três anos. Ter este cáculo na ponta dos dedos pode evitar surpresas e dor de cabeça.

No caso do Conrad, as negociações começaram ao final de 2012, mas o negócio só foi fechado mesmo em março de 2013. Juan García foi ao Uruguai e passou parte deste período acompanhando a rotina do hotel e analisando a proposta.

Tanto para que a transação fosse a mais justa possível como para conhecer melhor o negócio que eles iriam fechar.

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