As empresas mais promissoras de 2015

Todo ano inicia um novo ciclo, com expectativas, dúvidas e apostas. 2015, nesse sentido, é ainda mais especial. A presidente Dilma começa seu segundo mandato, com nova equipe econômica e a necessidade de mudanças, principalmente no ajuste das contas públicas. Nesse cenário, convidamos 12 especialistas para apontar quais são as empresas que consideram mais promissoras em 16 setores da economia. O resultado está na galeria de fotos a seguir:

  • 1º) Hyundai 2º) Fiat 3º) Honda. Tal como Psy (cantor do hit “Gangnam Style”) e o kimchi (prato feito com vegetais fermentados e picantes), a Hyundai é algo tipicamente sul-coreano. Mas não por ser uma montadora, e sim por ser um chaebol, palavra coreana que designa um conglomerado de empresas controlado por uma mesma família. A companhia de fato produz uma infinidade de itens – desde elevadores até navios, passando por soja e aço –, mas a estrela de seu portfólio é mesmo a fabricante de automóveis. “Em 2015, vamos manter o volume de produção de 180 mil unidades/ano, trabalhando em três turnos na nossa fábrica de Piracicaba (SP) – e todas dedicadas ao mercado interno. Aliás, criamos o HB 20 exclusivamente para o consumidor brasileiro”, conta William Lee, CEO da Hyundai Brasil.
    De fato o hatch, lançado em 2012, deu à companhia o que até então ela não tinha: um modelo de entrada, 1.0, produto vital para qualquer montadora que queira disputar as primeiras posições do ranking nacional desse setor. E Lee arremata: “Como o objetivo global da Hyundai é ser vista em todos os principais mercados como ‘a marca mais amada’ pelos clientes, esse reconhecimento de FORBES Brasil reflete nossas realizações locais e a percepção positiva, que os brasileiros já têm em relação à nossa empresa”.

  • 1º) Kroton/Anhanguera 2º) Insper 3º) Grupo Estácio. De patinho feio a cisne branco. Essa metáfora traduz bem a transformação pela qual passou a Kroton Educacional, empresa que nasceu em 1966, em Belo Horizonte (MG), como curso pré-vestibular Pitágoras e que hoje está avaliada em cerca de R$ 25 bilhões, liderando o setor brasileiro de educação privada, com uma grande variedade de cursos – desde o berçário até mestrado e doutorado. Com previsão de fechar o ano de 2014 com receita líquida de R$ 4,7 bilhões e lucro líquido ajustado de R$ 1,1 bilhão, a Kroton é apontada como a empresa mais promissora do setor, dada a fusão com a Anhanguera, o que deve trazer uma sinergia de R$ 300 milhões, e acelerar projetos futuros já anunciados como o Greenfields, que deve inaugurar 100 unidades de ensino superior nos próximos cinco anos, além das 130 em operação
    Os municípios onde serão implementadas essas novas unidades foram selecionados com base em pesquisas que mapearam 700 macrorregiões do país. “Neste momento, temos 458 processos de autorização de novos cursos no MEC, além de 50 já autorizados nos últimos dois meses. Os números são grandiosos, do tamanho do desafio que o país tem em relação à educação”, afirma Rodrigo Galindo, presidente da Kroton.

  • 1º) Itaú/Unibanco 2º) Bradesco 3º) BTG. No setor bancário, o Itaú unibanco é considerado a empresa mais promissora para 2015. O Bradesco conquistou a segunda posição e o BTG, a terceira. Com 23 escritórios espalhados pelo mundo, o Itaú se consolidou como uma potente multinacional brasileira. A companhia com valor de mercado de US$ 75,9 bilhões possui, no Brasil e no exterior, mais de 5 mil agências, 27,9 mil caixas eletrônicos e 94,1 mil colaboradores. Em outubro de 2014, a companhia ganhou o aval do Banco Central brasileiro para realizar a fusão do Banco Itaú Chile com o CorpBanca. A transação ampliará a atuação do Itaú no Chile e na Colômbia. “Nossa meta de curto prazo será integrar nossas operações nesses dois países”, afirma Roberto Setubal, presidente do Itaú Unibanco. Após a conclusão da operação – que ainda depende do cumprimento de algumas condições estabelecidas pelas entidades regulatórias dos países envolvidos –, o Itaú passará da sétima posição no ranking dos maiores bancos em termos de empréstimos no Chile para o quarto lugar. Em 2013, o lucro líquido recorrente do grupo foi de R$ 15,8 bilhões.

  • 1º) Totvs 2º) IBM 3º) Apple. Totvs é uma palavra do latim. Significa totalidade; algo adequado para batizar a única empresa da América Latina que conta com uma plataforma tecnológica própria na qual cria seus softwares. A Totvs é a sexta maior desenvolvedora de sistemas de gestão do mundo e líder desse mercado no Brasil (mais de 50% de market share). “Em 2015 manteremos o atual nível de investimentos em nossa operação. Temos um plano estratégico de cinco anos, e nossa busca é por estar sempre um passo à frente das necessidades dos clientes”, afirma Laércio Cosentino, presidente da companhia. Eleita pelas fontes de FORBES Brasil o grupo de Tecnologia da Informação (TI) mais promissor para 2015, a Totvs conta no país com cinco filiais e 52 franquias, além de 200 distribuidores e nove centros de desenvolvimento. No exterior, está presente em 39 nações. O segmento de serviços será um dos focos de especialização da empresa nos próximos anos; para conquistá-lo, ela montou um time de pesquisa e desenvol­vimento composto por aproximadamente 500 pessoas e dedicado à evolução de seus produtos para a área. “Ser a companhia de TI mais promissora para 2015 representa o resultado de um contínuo trabalho e de investimentos em inovação, que a Totvs efetua para manter e ampliar sua liderança”, finaliza Cosentino.

  • 1º) Raia/Drogasil 2º) Saint Marchê Surpermecados 3º) Magazine Luiza. A rede de farmácias Raia Drogasil é considerada a companhia mais promissora para o ano de 2015 no segmento de varejo. A empresa competiu com empresas de áreas distintas. O segundo lugar foi conquistado pela rede de supermercados Saint Marché. Na terceira colocação aparece o Magazine Luiza, especializado em eletrodomésticos e móveis. A Raia Drogasil foi uma das protagonistas do grande movimento de consolidação visto no varejo farmacêutico nos últimos anos. A fusão das redes Raia e Drogasil, em 2011, criou um gigante no comércio de medicamentos. Segundo a Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma), a Raia Drogasil lidera o mercado com um faturamento de R$ 6,2 bilhões em 2013. O segundo lugar é ocupado pela DPSP (Drogarias Pacheco e São Paulo) e o terceiro, pela Pague Menos. Para manter-se líder no segmento, uma das estratégias da rede de 1.045 lojas foi contratar para o cargo de CEO o ex-presidente da Saraiva, Marcílio Pousada. “O ano de 2014 foi o primeiro em que a empresa operou de forma efetivamente integrada e colheu os frutos da fusão”, diz o executivo.

  • 1º) Bradesco Saúde 2º) Grupo Fleury 3º) Amil + Eurofarma. A Bradesco Saúde, líder no mercado de saúde suplementar, é a empresa mais promissora para 2015 dentro do segmento Farmacêutico e Saúde. O grupo Fleury ficou na segunda posição. Em terceiro lugar houve um empate entre Amil e Eurofarma. “Essa eleição mostra que a seguradora está no caminho certo, mas sempre há oportunidades de progresso a serem exploradas”, afirma Marcio Coriolano, presidente da Bradesco Saúde. A companhia também é dona da Mediservice. Com atuação focada no segmento de planos coletivos, a Bradesco Saúde conta com 4,5 milhões de segurados. Aproximadamente 98 mil empresas são clientes da seguradora, que está presente em 1,4 mil municípios brasileiros. Os pacientes são atendidos por 95 mil médicos credenciados e 2,3 mil hospitais. De janeiro a setembro de 2014, a companhia faturou R$ 10,8 bilhões, alta de 21,3% na comparação com igual período do ano passado. “O aperfeiçoa­mento do portfólio de produtos corporativos é um objetivo importante, pois se trata de uma grande oportunidade
    de negócios e sempre buscaremos aprimorá-lo”, diz Coriolano.

  • 1º) Odebrecht 2º) Even 3º) Tecnisa. Focada no desenvolvimento de projetos residenciais e comerciais, a Odebrecht Realizações Imobiliárias é a empresa mais promissora para o ano de 2015 dentro do segmento de construção civil. A Even é a segunda colocada e a Tecnisa aparece na terceira posição. “Vamos intensificar nossa atuação nas principais capitais do país, onde entregaremos importantes empreendimentos que se destacam por sua contribuição com o desenvolvimento urbano das cidades”, afirma Paul Altit, presidente da Odebrecht Realizações Imobiliárias. Com escritórios em São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Belo Horizonte e Recife, a empresa atua em 21 cidades brasileiras e conta com mais de 7 mil colaboradores. A companhia fechou 2013 com R$ 3,1 bilhões em lançamentos. Criada pelo grupo Odebrecht em 2007, a empresa ganhou um sócio de peso três anos depois: a gestora de recursos Gávea Investimentos. Entre os destaques de atuação da companhia estão os bairros planejados que abrigam complexos hoteleiros, centros comerciais e condomínios residenciais.

  • 1º) Bunge 2º) JBS 3º) Raízen. Se fosse necessário apontar um único motivo para a Bunge Brasil ter sido escolhida como a empresa de agronegócio mais promissora para 2015, a escolha certamente recairia sobre o complexo portuário Miritituba/Barcarena, no Pará, inaugurado pela companhia em abril de 2014 a um custo de
    R$ 700 milhões. Com ele, a Bunge criou uma inédita rota de exportação de grãos pelo Norte do país, desafogando os congestionados terminais do Sul e do Sudeste brasileiro. A maior parte da soja e do milho embarcados por ali seguirá para a Ásia e Europa. Até o final de 2015, o complexo será o segundo maior terminal exportador da Bunge Brasil, com capacidade de escoamento de
    4 milhões de toneladas/ano.
    A Bunge, presente no país desde 1905, atua na compra e processamento de grãos (soja, trigo e milho), produção de alimentos (óleos, margarinas, maioneses, azeite, farinhas de trigo, molhos e atomatados), serviços portuários e na produção de açúcar e bioenergia. Marcas como Salada, Soya, Delícia, All Day, Primor, Cardeal, Salsaretti e Bunge Pro fazem parte de seu portfólio. As instalações do grupo no país compõem-se de fábricas, usinas, moinhos, portos, centros de distribuição e silos.

  • 1º) Grupo Boticário 2º) Natura 3º) P&G. 2014 foi um ano de grandes conquistas para o Grupo Boticário, negócio composto pelas marcas O Boticário, Eudora, quem disse, berenice? e The Beauty Box. O anúncio de que conquistou a liderança do mercado nacional de perfumes, ultrapassando a Natura, foi motivo de grande celebração para os donos, Miguel Krigsner e Artur Grynbaum, e também para seus 3.912 pontos de vendas espalhados por 1.752 municípios – a grande maioria comandada por franqueados. No ano em que todos reclamaram da economia cambaleante, prejudicada pela Copa e pelas eleições, o grupo encerra 2014 com crescimento de 16% e previsão de faturamento no varejo de R$ 9,3 bilhões. O bom desempenho do ano é atribuí­­do à estratégia de expansão anunciada em 2012, com investimentos de R$ 650 milhões em ampliação, modernização e novas estruturas operacionais no Paraná e na Bahia. “Tivemos um ano bom, o que demonstra que nosso modelo estratégico e os nossos investimentos foram assertivos. Teremos suporte ao atendimento da demanda de consumo pelos próximos dez anos”, acredita Grynbaum.

  • 1º) Samsung 2º) LG 3º) Apple. A Samsung foi eleita a companhia mais promissora no segmento de eletrodomésticos e eletroeletrônicos. A LG ficou na segunda posição, seguida pela Apple. “Acreditamos que 2015 será marcado como o ano da consagração do ecossistema mobile da empresa, composto não só por smartphones, tablets e câmeras conectadas, mas também por wearables e acessórios (capas, headphones, caixas acústicas), além de conteúdo e serviços”, afirma João Pedro Flecha de Lima, vice-presidente de Mobile da Samsung Brasil. A companhia surpreendeu o mercado ao lançar em 2011 o primeiro smartphone de tela grande. Em 2015, para o portfólio de TVs, o foco estará nos modelos de tela curva, que são a grande tendência em televisores para os próximos anos. Na parte de notebooks, a estratégia da empresa é atender às diferentes necessidades dos consumidores. A companhia chegou ao mercado brasileiro de notebooks em 2010. Em 2015, ela promete seguir agressiva em suas pesquisas também nesse segmento para continuar atraindo novos consumidores.

  • 1º) WEG 2º) GE 3º) Alston. “As perspectivas para 2015 são de mais um ano desafiador, mas que pode marcar uma virada para que o Brasil retome o crescimento.” Essa afirmação feita à FORBES Brasil por Harry Schmelzer Jr., presidente da fabricante de motores WEG, expressa a visão de que o mercado de bens de capital se recuperará de um 2014 difícil. A companhia é a mais promissora do país no quesito. Aliás, ela foi apontada como a 15ª melhor empresa do mundo em liderança e desenvolvimento de talentos pela Hewitt Associates. Foi a única empresa da América Latina na lista. E em dezembro, a WEG comprou a fabricante de motores alemã KATT, e com isso passará a atender montadoras como BMW e Porsche.
    “Deveremos ver um ajuste no início do novo mandato presidencial, que se for bem feito pode criar as bases para a retomada dos investimentos e da expansão industrial”, continua Schmelzer Jr. “Cremos que a dinâmica para os investimentos no setor elétrico será favorável, e esperamos que a recuperação gradual do crescimento econômico mundial seja man­tida, o que nos permitirá executar as ações previstas em nosso planejamento estratégico: expansão para novos mercados e a ampliação da linha de produtos.”

  • 1º) Vivo/Telefônica 2º) Claro 3º) Algar Telecom. A Telefônica Vivo é a empresa mais promissora no segmento de telecomunicações. A concorrente Claro ficou em segundo lugar, seguida pela Algar Telecom. Presente em 24 países, a Telefônica Vivo está entre os maiores grupos de comunicação do mundo. No Brasil desde 1998, a companhia comandada por Antonio Carlos Valente possui um portfólio diversificado de serviços: banda larga móvel e fixa, ultrabanda larga, voz, TI e TV. Das 3.753 cidades brasileiras atendidas pela empresa, cerca de
    3 mil possuem acesso à rede 3G. No mundo, a companhia possui 120 mil colaboradores, sendo 19,4 mil no Brasil. A receita líquida da Telefônica Vivo no país foi de R$ 34,7 bilhões em 2013, aumento de 21,4% na comparação com o ano anterior. De 2011 a 2014 a empresa estima que terá investido R$ 24,3 bilhões no Brasil. Por aqui, a empresa possui 15,5 milhões de clientes na telefonia fixa; 79,3 milhões na telefonia móvel; 4,1 milhões em dados e internet, além de 688 mil na TV paga.

  • 1º) Google 2º) Nova Pontocom 3º) Facebook. O Google é, inquestionavelmente, a maior empresa da economia digital do mundo. No Brasil desde 2005, tem mais de 600 profissionais atuando em seu escritório de São Paulo, instalado no megaprédio que também abriga o BTG Pactual. Mas não só: em Belo Horizonte (MG), há 100 engenheiros produzindo tecnologia para o Google no mundo. O fato de ser, como apontam especulações do mercado, a segunda maior empresa de mídia do país, atrás apenas da Rede Globo, faz da filial um negócio de peso. “Na era dos smart- phones, temos hoje 120 milhões de pessoas conectadas o tempo todo no Brasil. Essa realidade faz com que sejamos uma economia aberta, com acesso às informações, muita capacidade para transacionar no comércio eletrônico e também assistir a vídeos no YouTube, que fala com mais de 70 milhões de pessoas no país e faz despertar o mercado”, explica Fábio Coelho, presidente do Google Brasil. Em 2015, o país ganha o Campus Google!, hoje em funcionamento apenas em Tel-Aviv e Londres. Em setembro, São Paulo deve ganhar um prédio de oito andares voltado a orientar e treinar integrantes da comunidade local de startups. Eles terão acesso a especialistas do Google, banda larga e um ambiente de trabalho propício ao surgimento de grandes ideias.

  • 1º) Azul 2º) Avianca 3º) TAM. Estar preparado para mudar rapidamente de rota diante de imprevistos é característica indispensável a um comandante de aeronave – e também a uma companhia aérea: a Azul, por exemplo, montara uma estratégia de crescimento focada na expansão da oferta para o mercado regional brasileiro, mas teve de abandoná-la devido à não aprovação pelo Congresso do plano de aviação regional. Pois David Neeleman, seu CEO, agiu rápido: anunciou no final de novembro a aquisição de 35 jatos A320 Neo da Airbus por
    US$ 3,6 bilhões. Para quê? Para competir diretamente com suas rivais Gol e TAM em voos de longa distância e, pela primeira vez, internacionais.
    Desde dezembro a empresa opera a rota Campinas (SP) – Fort Lauderdale (Flórida, EUA); em breve, estará voando também para Nova York. É um passo ousado em se tratando de uma companhia que fez seu nome ligando cidades pequenas e médias do interior entre si, mas Neeleman parece crer que a Azul já tem músculos suficientes: afinal, dona de 17% do mercado aéreo nacional, trata-se da terceira maior empresa de aviação brasileira. E com 145 aeronaves, mais de 10.000 funcionários e cerca de 864 voos diários, ela agora irá abrir capital: fará uma oferta pública inicial (IPO) de ações no Brasil e nos EUA visando captar até US$ 100 milhões. Não por acaso, portanto, é a aérea mais promissora para 2015.

  • 1º) BP Brasil 2º) Ipiranga/British Gas 3º) Esmaltec. A BP Brasil, subsidiária da britânica BP, tem primado por diversificar suas atividades. Ela investe, sim, muito em extração de petróleo – seu lance mais recente foi a compra de uma parcela dos direitos de exploração da Petrobras sobre cinco blocos de óleo e gás na bacia de Potiguar, no Nordeste. Mas a companhia também atua com biocombustíveis (em 2008, ao adquirir 50% de participação na Usina Tropical, em Goiás, converteu-se no primeiro grupo internacional de energia a investir no etanol brasileiro), abastecimento de aeronaves (e, por meio da Air BP, participou em 2010 do primeiro voo a usar biocombustíveis no país) e produção de lubrificantes – a companhia estreou no Brasil em 1957 com a criação de uma fábrica de lubrificantes da Castrol em Inhaúma (RJ).
    A empresa iniciou 2014 com um portfólio de 19 concessões em seis bacias, ao passo que a Air BP operava em 20 aeroportos. Tais fatores, somados à expansão da Usina Tropical – um projeto que duplica a capacidade dessa instalação e eleva a capacidade combinada de suas três unidades de 7,5 para 10 milhões de toneladas/ano –, tornaram a BP Brasil a petrolífera mais promissora do país para 2015.

  • 1º) BRF 2º) AmBev 3º) JBS. A BRF, fusão da Sadia com a Perdigão, teve um ano pródigo com o empurrão de Abilio Diniz, presidente do conselho de administração da companhia há exatos 20 meses e responsável por uma série de transformações na companhia, que chega a dezembro de 2014 avaliada em cerca de R$ 55 bilhões. Tão forte quanto o mercado interno são as vendas para o exterior. No dia 26 de novembro, a companhia inaugurou sua primeira fábrica nos Emirados Árabes Unidos, seu maior negócio fora do país e um destino estratégico para aumentar vendas na Arábia Saudita, Kuwait, Omã e Iêmen. No consolidado do terceiro trimestre de 2014, a companhia atingiu receita operacional líquida de R$ 8 bilhões (crescimento de 5,3% em relação ao mesmo período do ano passado), Ebitda de R$ 1,2 bi- lhão (61,3% a mais que em 2013) e lucro líquido de R$ 624 milhões (117,5% superior a 2013). O ano de 2015, acredita Diniz, será melhor que este. Mas e a previsão do relatório Focus, do Banco Central, que prevê um crescimento de apenas 1% do PIB? “Com certeza cresceremos mais que isso”, afirma o empresário.

1º) Hyundai 2º) Fiat 3º) Honda. Tal como Psy (cantor do hit “Gangnam Style”) e o kimchi (prato feito com vegetais fermentados e picantes), a Hyundai é algo tipicamente sul-coreano. Mas não por ser uma montadora, e sim por ser um chaebol, palavra coreana que designa um conglomerado de empresas controlado por uma mesma família. A companhia de fato produz uma infinidade de itens – desde elevadores até navios, passando por soja e aço –, mas a estrela de seu portfólio é mesmo a fabricante de automóveis. “Em 2015, vamos manter o volume de produção de 180 mil unidades/ano, trabalhando em três turnos na nossa fábrica de Piracicaba (SP) – e todas dedicadas ao mercado interno. Aliás, criamos o HB 20 exclusivamente para o consumidor brasileiro”, conta William Lee, CEO da Hyundai Brasil.
De fato o hatch, lançado em 2012, deu à companhia o que até então ela não tinha: um modelo de entrada, 1.0, produto vital para qualquer montadora que queira disputar as primeiras posições do ranking nacional desse setor. E Lee arremata: “Como o objetivo global da Hyundai é ser vista em todos os principais mercados como ‘a marca mais amada’ pelos clientes, esse reconhecimento de FORBES Brasil reflete nossas realizações locais e a percepção positiva, que os brasileiros já têm em relação à nossa empresa”.

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