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O mundo segundo Abilio Diniz

Abilio Diniz é um homem que sempre teve muito a dizer e nunca foi de esconder o que pensa. Na última lista de bilionários FORBES, o paulista teve uma fortuna estimada em US$ 4,4 bilhões. Ele é a nona pessoa mais rica do Brasil 369º do mundo. Mas o que ele pensa sobre felicidade, derrota, filhos, planos? Veja na galeria de fotos a seguir os pensamentos de Abilio Diniz:

  • “Ninguém pode te derrotar, a não ser você mesmo. Conserve sempre a humildade e vá longe. Eu carrego quatro valores: humildade, determinação e garra, disciplina e equilíbrio emocional. Humildade, vale lembrar, não é fazer voto de pobreza, mas saber ouvir e saber que tem sempre mais para apren­der. E eu aprendo muito com os meus filhos pequenos.”

  • “Não, não foi uma das grandes perdas da minha vida. No momento que decidi sair, evidentemente tive uma tristeza muito grande. Desenvolvi aquilo, foi a obra da minha vida. Mas no momento que percebi que o Grupo Pão de Açúcar era uma grande empresa, com um conjunto de ativos incríveis, mas que era só aquilo, e que a verdadeira empresa eram os valores e a cultura, que pertenciam ao meu DNA, e iriam para onde eu fosse, tudo ficou mais fácil. Não deixei meu legado, eu trouxe isso comigo para a BRF. São os mesmos valores e cultura.”

  • “Sempre descobrir mais coisas para fazer. Sobre as notícias de compra de ações do Carrefour, não é mentira ou verdade. A Península é empresa de investimentos e tem investimentos em outras companhias, e sobre companhias a gente não comenta.”

  • “Há mais de dez anos que eu deixei de ser executivo. Desenvolvi uma capacidade de formador, técnico, coach, professor. Faço palestras, dou aula na FGV. O melhor que eu posso fazer hoje em dia é formar gente, formar líderes. O mundo tem carência de lideranças fortes.”

  • “Eu aprendo muito com eles – Rafaela, 8 anos, e Miguel, 5 anos. Mudou um pouco minha visão. Eu sempre tive uma determinação muito forte para me manter jovem, saudável e atualizado com o mundo. Depois que eu me casei com a Geyse e tive os dois, isso passou a ser mais forte. Eu tenho obrigação de me manter jovem e com a cabeça aberta. Não só pra mim, mas para eles. Eu dou muito mais tempo para eles hoje do que eu dava aos meus filhos adultos quando eram pequenos. Meus filhos pequenos são o centro da minha vida. Quando eu tive meus filhos adultos, em sua infância, o centro da minha vida era vencer nos esportes e nos negócios. Hoje isso mudou. Eles falam claramente que têm ciúme e eu digo que preciso ficar mais tempo com os pequenos hoje, porque quando eles forem mais velhos eu
    certamente não estarei aqui.”

  • “Eu sou muito feliz com tudo que Deus dá na vida e, principalmente, porque ele me dá saúde, força e ombros largos e fortes. Por isso, nunca reclamo da carga. Sou devoto de Santa Rita, mas eu tenho um relacionamento muito bom com São José e também sou muito amigo de Nossa Senhora de Fátima, fui inclusive visitá-la recentemente.”

  • “Eu tenho uma relação muito clara com a derrota: eu odeio a derrota. Isso eu coloco em tudo, no esporte, no meu trabalho, nos negócios. Evidente que a gente tem que ser realista, a gente também perde, mas não pode ficar satisfeito. Para mim não existe o tal espírito olímpico que diz que o importante é competir e não ganhar. Para mim o importante é competir, mas ganhar. E eu procuro ganhar sempre.”

  • “Parei de fumar há oito anos – no passado, fumava dois cigarros por dia. Quando nasceu minha filha, minha mulher me colocava numa sala fechada com spray para purificar o ar e mandava eu ficar lá dentro. Era um só por dia, mas parei.”

  • “Em agosto de 2012, quando o Zeca Magalhães [chairman da Tarpon] me trouxe a ideia, eu nunca poderia imaginar que sairia do setor de distribuição para o industrial desse jeito. Confesso que, no primeiro momento, foi um tanto quanto estranho, depois de toda minha vida dentro do setor de distribuição, entrar no industrial. Conversando comigo mesmo, eu disse: ‘Abilio, você na FGV ensina a seus alunos que todas as empresas são iguais: gente, processos, processos, gente, e a BRF não deve ser diferente. Se você ensina isso, acredite nisso’. De fato, isso me deu confiança para vir para cá.”

  • “Eu não convivo bem com ser apenas bom. Eu procuro ser sempre o melhor, em tudo o que eu faço na vida. Em minhas empresas eu sempre procurei ser o me-lhor e trouxe isso para a BRF. E as pessoas que estão comigo, como o Pedro e o Zeca, o grande idealizador de tudo que está acontecendo, pensamos da mesma forma. Essa empresa tem que ser vencedora porque nós somos vencedores.”

  • “Eu não tenho sonho não realizados, senão já teria realizado.”

  • “Não sei de onde vem. Evidente que recebi dos meus pais os princípios básicos de uma vida correta e honesta. O resto, como foi que eu desenvolvi? Eu costumo, inclusive, passar isso para os meus alunos. Digo a eles que precisam acreditar em si, olhar pra mim e pensar ‘se esse cara conseguiu o que ele tem na vida, por que eu não posso?’. O que o Abilio tem de extraordinário em relação a qualquer outra pessoa? Se você olhar minha vida, minha origem muito humilde, da qual eu me orgulho, vai ver que eu não tenho nada de extraordinário em relação a outras pessoas. Nem sequer você pode dizer que eu estava na hora certa, no momento certo. Não houve nenhum fato que mudou a vida. A única coisa que eu sei – e que eu tenho de muito forte em mim, foi a fé em Deus. Sempre foi assim. Durante a minha vida, eu tive grandes obstáculos. E eu consegui ultrapassá-los. Algum deles, eu não tenho dúvida que consegui porque lá em cima alguém deu uma mãozinha. Falo do sequestro, de tudo. A própria vinda para cá ocorreu em um momento da minha vida em que eu não estava com entusiasmo na vida profissional. Já decidido a sair do Grupo Pão de Açúcar, mas sem ter conseguido realizar a saída, tendo já passado o controle aos franceses, e em um determinado momento me aparece o Zeca. Brinco que ele foi o mensageiro, que alguém mandou ele lá levar essa ideia pra mim.”

“Ninguém pode te derrotar, a não ser você mesmo. Conserve sempre a humildade e vá longe. Eu carrego quatro valores: humildade, determinação e garra, disciplina e equilíbrio emocional. Humildade, vale lembrar, não é fazer voto de pobreza, mas saber ouvir e saber que tem sempre mais para apren­der. E eu aprendo muito com os meus filhos pequenos.”

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