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A história do clássico Continental

Treze anos depois de o último Continental ter saído da linha de montagem, a Lincoln tirou seu antigo carro-chefe da aposentadoria na feira New York International Auto Show de 2015.

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Classificado como “conceito”, o novo Lincoln Continental vem com bastante potência (motor V6 twin-turbo de 3.0 litros) e vários itens de luxo no interior (entre os quais bancos traseiros que reclinam e um porta-garrafa de champanhe). Voltado aos mercados norte-americano e chinês, o Continental provavelmente passará de conceito a realidade em 2016, 77 anos após seu surgimento.

Veja esta trajetória na galeria de fotos:

  • 1940

    Encomendado em 1938 por Edsel Ford para ser seu veículo pessoal, o primeiro Continental foi lançado em 1939. Com um capô longo e elegante que cobria um motor V12 potente, mas silencioso, o primeiro Continental era tão moderno que Frank Lloyd Wright chamou o modelo 1940 de “o carro mais lindo já projetado” (ele comprou dois).

  • 1946

    Quando a produção de automóveis dos Estados Unidos foi retomada, após a II Guerra Mundial, o Continental ganhou uma grade nova e arrojada e um capô majestoso que ainda cobria um motor V12. Quando a corrida Indy 500 voltou, também naquele ano, um Continental ano 1946 foi o pace car.

  • 1956

    A Ford lançou o luxuoso Continental Mark II pelo preço de US$ 10 mil, um dos carros mais caros do mundo. Era ele que Elvis e Sinatra dirigiam e, quando a Warner Bros. quis agradecer a Elizabeth Taylor por filmar Assim Caminha a Humanidade, o estúdio deu à atriz um Mark II cuja cor personalizada combinava com os olhos dela.

  • 1961

    Quando John F. Kennedy foi assassinado, estava a bordo de um Lincoln Continental 61 modificado (codinome “X-100”), com grade tipo “caixa de ovo” e “portas suicidas”, que abrem para trás. O carro dispunha de telefone e de um banco traseiro que podia ser elevado em 25 centímetros — mas não era blindado. É espantoso que este modelo tenha permanecido em uso pela Presidência até 1977.

  • 1969

    James Brown, naturalmente, viajava em grande estilo — o que se traduzia em um Learjet 23 e um Lincoln Continental Mark III ano 1969. Quatro anos depois, outro Brown — o “Bad, Bad Leroy Brown” da canção de Jim Croce — escolheu uma condução similar: um “custom Continental” (e “an Eldorado, too”).

  • 1977

    A Lincoln lançou o Continental Mark V. O veículo de luxo era maior e tinha linhas mais acentuadas, além de uma meia capota de vinil. A personagem Jock Ewing, da série televisiva Dallas, guiava essa máquina pelas ruas da cidade de mesmo nome. Para deixar o carro ainda mais especial, a Lincoln oferecia edições com design de Bill Blass e Givenchy.

  • Na década de 1980, o Continental ficou menor e menos anguloso e, em 1992 (quando foi lançado o Mark VIII), seu design arredondado já era indistinguível do de outros sedãs de luxo, como o Lincoln Town Car. Em 2002, o Continental parou de ser fabricado.

  • 2015

    Em abril, quando a Lincoln revelou o Contintental conceito em Nova York, o design mostrava uma clara intenção de resgatar o glamour da marca — mas a Bentley acusou a Ford de roubar seu visual. “Eu o chamaria de conceito Flying Spur”, provocou no Facebook o projetista-chefe da Bentley, Luc Donckerwolke, referindo-se ao emblemático sedã de sua empresa. David Woodhouse, diretor de design da Ford, buzinou de volta: “Gosto mais do nosso carro”.

1940

Encomendado em 1938 por Edsel Ford para ser seu veículo pessoal, o primeiro Continental foi lançado em 1939. Com um capô longo e elegante que cobria um motor V12 potente, mas silencioso, o primeiro Continental era tão moderno que Frank Lloyd Wright chamou o modelo 1940 de “o carro mais lindo já projetado” (ele comprou dois).

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