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Bilionário japonês transforma arquipélago em grande museu de arte

Para Soichiro Fukutake, 69 anos, o melhor lugar para ver arte contemporânea não é em um museu em Nova York, Paris ou Tóquio, mas no arquipélago Seto Inland Sea, no Japão. O bilionário japonês transformou o local, antigo lixão de resíduos industriais, em um destino luxuoso para os amantes da arte e colecionadores, batizado de Naoshima.

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“A maioria dos museus urbanos é apenas um repositório de obras bonitas”, opina Fukutake. “A arte, o prédio e o ambiente devem trabalhar todos juntos para chamar a atenção do espectador.”

Veja na galeria de fotos como ficou o arquipélago do bilionário japonês:

  • Objetivo

    Um dos objetivos do bilionário com o arquipélago é ver se sua coleção vai além do seu tempo de vida. “Com o projeto, estou procurando a eternidade”, explica o japonês. “Eu quero que a arte seja sempre significativa”, conta.

  • Construção

    Para construir seu legado, ele fez uma parceria com Tadao Ando, arquiteto premiado e conhecido por sua sensibilidade minimalista, ângulos diferentes e concreto sem pintura. Juntos, eles criaram um complexo com estruturas diferentes, três delas incrustadas nas montanhas de Naoshima Island, e com uma linda vista para o mar.

  • Benesse House

    Na ilha há um hotel, o Benesse House, que cobra US$ 400 por noite. Muitos tesouros de Fukutake estão nele e seus hóspedes podem apreciar as obras sem guardas ou cordas que impeçam a proximidade. Possui 10 quartos museus e mais 55 acomodações. Em junho, ficou quase lotado.

  • Chichu Art Museum

    Chichu, em japonês, significa “subterrâneo”. Ando criou quase todo o museu embaixo da terra, mas quem está dentro dele mal consegue sentir: há dois pátios a céu aberto, além de duas claraboias que permitem a entrada de luz solar no interior do museu. Em Chuchi só há três artistas, entre eles Claude Monet e suas últimas cinco pinturas. Para entrar no local é preciso tirar os sapatos e, assim, não sujar o chão de mármore Carrara.

  • Comparação

    “Muitas pessoas dizem que Naoshima é melhor do que l’Orangerie”, diz Fukutake sobre a galeria de arte contemporânea em Paris. “Naoshima é uma experiência espiritual”, explica.

  • Escolha do local

    A localização mais óbvia para o museu de Fukutake seria Tóquio, no entanto, o bilionário acha “a cidade caótica e louca, como Nova York”. O japonês acredita que há muito entretenimento, produtos e pessoas. Para ele, o melhor lugar para apreciar arte é em um ambiente natural.

  • Como chegar

    Naoshima fica a mais de seis horas de Tóquio. Para chegar é preciso pegar o trem bala Shinkansen por três horas e meia, dois trens locais diferentes e uma balsa que tem um percurso e 20 minutos na cidade de Uno.

Objetivo

Um dos objetivos do bilionário com o arquipélago é ver se sua coleção vai além do seu tempo de vida. “Com o projeto, estou procurando a eternidade”, explica o japonês. “Eu quero que a arte seja sempre significativa”, conta.

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