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8 mitos perigosos sobre HIV/Aids desmascarados por especialistas

O HIV, vírus causador da Aids, é responsável por uma das doenças mais perigosas da atualidade, mas muita gente continua ignorando alguns aspectos cruciais do tema.

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A Aids matou cerca de 39 milhões de pessoas até hoje em todo o mundo, mas o que a torna ainda mais perigosa são os mal-entendidos e os estigmas que a rodeiam. O portal de notícias CNN divulgou uma lista com alguns dos mitos mais comuns – e perigosos – sobre o tema, que foram desmascarados por especialistas.

Veja na galeria de fotos os oito mitos desmascarados:

  • Mito: se você está infectado com HIV, você sabe

    Pode levar alguns anos até que os sintomas da Aids apareçam, o que significa que é possível carregar o vírus sem que ele se manifeste por um longo período de tempo. “Em adultos, leva algo entre oito e dez anos para alguém soropositivo mostrar sinais de que está infectado e doente, então é quase impossível saber com certeza se alguém tem ou não HIV”, diz Owen Ryan, diretor executivo da Sociedade Internacional de Aids (IAS).

    Isto significa que é extremamente importante fazer testes regularmente se você for sexualmente ativo. Além disso, usar preservativos da maneira correta todas as vezes em que tiver uma relação sexual reduz amplamente a chance de ser infectado.

  • Mito: se você tem HIV, você não precisa começar o tratamento com remédios até estar muito doente

    A Organização Mundial da Saúde recomenda que pessoas que foram infectadas recentemente comecem o tratamento cedo para proteger seu sistema imunológico. Ele envolve terapia antirretroviral, o que significa tomar remédio todos os dias para suprimir o vírus no corpo.

    “Há um impacto drástico na saúde e no bem-estar de uma pessoa ao longo de sua vida se ela começar o tratamento imediatamente”, explica Ryan. “E isso não serve apenas para os infectados, mas para suas famílias e seus parceiros também. Pessoas que estão em tratamento e respondendo bem a ele têm 96% menos chances de transmitir o HIV a seus parceiros.”

  • Mito: não é mais preciso se preocupar com HIV

    Só porque nós tivemos um grande avanço na batalha contra o HIV nas últimas décadas, não significa que devemos nos tornar complacentes, argumenta Ryan. “Eu acho que o maior mito é que a Aids deixou de ser um problema”, diz ele. “Eu acho que as pessoas não sabem que 1,2 milhão de pessoas morreram em decorrência da Aids em 2014. Diariamente, 600 crianças são infectadas por HIV, e esta é apenas uma de muitas estatísticas chocantes”, explica.

    “Eu acho que nós entramos em um período de indiferença do qual realmente precisamos sair. Então, a afirmação de que a Aids acabou está longe de ser verdade.”

  • Mito: se você está grávida e é soropositiva, seu bebê certamente será infectado

    Se uma mulher grávida é soropositiva, o bebê não necessariamente será infectado. Mesmo sem o tratamento, as chances de o bebê adquirir a doença são entre 25% e 33%, de acordo com o professor Salim Abdool Karim, diretor do Center for the Aids Program of Research in South Africa (CAPRISA).

    O risco pode ser significativamente reduzido com PrEP (Profilaxia Pré-Exposição), que envolve dar remédios antirretrovirais a soronegativos que correm o risco de ser infectados. “Nós podemos fornecer medicação para proteger e prevenir a transmissão de mãe para filho, de forma que a probabilidade seja inferior a 1%”, explica Karim.

    Além do PrEP, também é possível lavar o esperma para processos de inseminação artificial. O HIV é carregado no fluído em volta do esperma (mais do que no esperma em si), o que significa que pode ser removido antes de a parceira ser inseminada. Porém, mesmo que seja um método seguro, é muito caro. “Não é realizado com muita frequência hoje em dia”, diz Karim. “Não é um processo barato, pois envolve muitas etapas.” A lavagem de esperma pode reduzir largamente o risco de infecção, mas não é garantido.

  • Mito: não se pega o HIV durante a confecção de tatuagens ou colocação de piercings

    O HIV pode ser transmitido através do sangue, o que significa que você pode ser infectado por agulhas compartilhadas ou ferramentas de tatuagens ou piercings que não tenham sido esterilizadas corretamente. O Centro de Controle e Prevenção de doenças dos Estados Unidos diz que ferramentas que cortam a pele devem ser usadas uma vez. Em seguida, devem ser descartadas ou esterilizadas.

    “Isso estabelece uma regra básica. Em qualquer lugar onde você compartilha algo que entrou em contato com sangue e não foi esterilizado, você corre o risco de ser infectado por HIV.”

  • Mito: HIV é uma sentença de morte

    Não há cura para o HIV. Além disso, não há vacina para a doença. No entanto, a qualidade dos remédios aumentou significativamente através do tempo. Agora, é possível reduzir a carga viral (quantidade de HIV no sangue) para níveis indetectáveis a partir do uso de antirretrovirais. Isso significa que a infecção para de progredir rapidamente, protegendo o sistema imunológico da doença.

    “A maioria dos pacientes – algo entre 95% e 99% – tem pouca dificuldade para viver uma vida normal e não carrega preocupação sobre mortalidade se seguir o tratamento adequadamente”, diz Karim.

  • Mito: HIV é a mesma coisa do que Aids

    HIV é o vírus que causa a Aids. Porém, com o tratamento correto, pessoas soropositivas podem viver sua vida toda sem adquirir Aids, que é o estágio final da doença, quando o sistema imunológico do corpo está severamente danificado. Como Myron Cohen, diretor do Institute for Global Health and Infectious Diseases da Universidade de Carolina do Norte explica, ter HIV é muito diferente de ter Aids. “A detecção do vírus tem muito pouco a ver com a Aids desde que a replicação do HIV tenha parado.”

  • Mito: se você for diagnosticado com HIV você não irá mais viver como as outras pessoas

    Este mito vem da ideia de que ser diagnosticado com HIV é uma sentença de morte. No entanto, com novos desenvolvimentos na tecnologia de tratamentos, este não precisa ser o caso. Como Cohen explica, começar o tratamento cedo e conduzi-lo corretamente “leva a uma saúde forte, sem sinais ou sintomas na maior parte do tempo, e a uma longevidade inteiramente normal”.

    O tratamento para HIV melhorou drasticamente ao longo dos anos e, de acordo com Cohen, uma variedade de novos procedimentos está sendo testada e pode ser utilizada em um futuro próximo. “Em 1985 não havia nada. Em 1995 havia uma pílula. Em 2005, havíamos ido de uma pílula para três pílulas que, hoje, são combinadas em uma pílula por dia”, lembra.
    “Em 2015, estamos buscando dois agentes injetáveis em uma combinação que dure entre 8 e 12 semanas. Então, seriam necessárias apenas quatro doses por ano sob algumas circunstâncias específicas. Mas são apenas experimentos. É uma boa notícia estarmos tentando, mas tudo ainda está em teste.”

    Cohen acrescenta: “O objetivo é o fim da Aids. Eu estou trabalhando nisso há cerca de 35 anos… Comecei minha carreira quando ficamos sabendo do HIV e continuo trabalhando. E já posso ver o fim do jogo. É a mesma coisa para muitos outros pesquisadores, não apenas para mim. Nós estamos vendo o início do fim.”

Mito: se você está infectado com HIV, você sabe

Pode levar alguns anos até que os sintomas da Aids apareçam, o que significa que é possível carregar o vírus sem que ele se manifeste por um longo período de tempo. “Em adultos, leva algo entre oito e dez anos para alguém soropositivo mostrar sinais de que está infectado e doente, então é quase impossível saber com certeza se alguém tem ou não HIV”, diz Owen Ryan, diretor executivo da Sociedade Internacional de Aids (IAS).

Isto significa que é extremamente importante fazer testes regularmente se você for sexualmente ativo. Além disso, usar preservativos da maneira correta todas as vezes em que tiver uma relação sexual reduz amplamente a chance de ser infectado.

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