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10 filmes para entender o mundo dos negócios

Wall Street se tornou um dos temas preferidos de Hollywood desde de a crise imobiliária norte-americana que se espalhou pelo mundo em 2008. De lá para cá, diversos diretores se dedicaram a diferentes pontos de vista sobre o tema, seja em longas de ficção ou documentários.

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O mais novo deles é “A Grande Aposta”, que tem chamado a atenção especialmente por sua forma didática de explicar termos técnicos da crise. Com tom de comédia, o filme dirigido Adam McKay narra a história de investidores que conseguiram ganhar dinheiro ao descobrirem a bolha imobiliária antes de que estourasse.

Mas grandes produções sobre o tema não são nenhuma novidade em Hollywood. “Wall Street”, de 1987, é provavelmente a produção mais conhecida sobre o mundo dos negócios. Michael Douglas ganhou o Oscar de Melhor Ator ao criar um dos vilões mais conhecidos do meio corporativo, Gordon Gekko.

VÍDEO: Como Hollywood explica Wall Street

Veja na galeria de fotos 10 filmes que ajudarão você a entender melhor o mundo do negócios:

  • “A Grande Aposta” (2015)

    Entender o mercado financeiro não é fácil, é um assunto recheado de termos técnicos que não parecem fazer o menor sentido apra quem não trabalha em uma bolsa de valores. Eis o grande mérito do novo filme de Adam McKay: explicar de forma didática, até para os mais leigos, o que aconteceu na crise imobiliária norte-americana que se alastrou pelo mundo em 2008.

    O longa conta a história de investidores que tentaram, e conseguiram, ganhar dinheiro ao prever uma crise que ninguém esperava. Os recursos narrativos vão desde colocar Margot Robbie em uma banheira para explicar o que é apostar contra um banco a usar o chef Anthony Bourdain para traduzir algumas estratégias do banco por meio de analogias gastronômicas. Tudo é passado com doses de ironia e crítica.

    A produção concorre a cinco prêmios da Academia neste ano, incluindo Melhor Filme Melhor Direção.

  • “Trabalho Interno” (2010)

    Tão didático quanto “A Grande Aposta”, o vencedor do Oscar de Melhor Documentário em 2011 explica como executivos de alguns dos principais bancos dos Estados Unidos deram início à crise imobiliária de 2008 sem se preocupar com os resultados. Depois, quando a bolha estava prestes a estourar, as mesmas instituições usaram suas forças financeiras e políticas para evitar a falência e processos danosos.

    Narrado por Matt Damon, o diretor Charles Ferguson entrevista políticos, economistas, investidores, como o bilionário George Soros, e até alguns dos envolvidos no escândalo. Sem muito humor, o documentário expõe de forma direta e muito didática como a crise se formou.

  • “O Lobo de Wall Street” (2013)

    Um dos maiores sucessos de bilheteria da parceria Martin Scorcese e Leonardo DiCaprio narra a história de Jordan Belfort, um executivo que fez muito sucesso no final dos anos 80 nos Estados Unidos. Para quem via de fora, a trajetória era, basicamente, a realização do “american dream”: um jovem de classe média baixa que consegue constuir sua fortuna. Belfort chegou a ser tema de uma grande matéria de FORBES.

    O longa, baseado no livro homônimo do executivo, no entanto, revela outro lado: como o investiddor, interpretado por DiCaprio, utilizou-se das artimanhas mais escusas para conseguir comprar o estilo de vida com festas, mansão, iate e outras mordomias. O que poderia ser um drama devastador sobre o mercado financeiro é, na verdade, uma comédia extremamente irônica sobre os bastidores do mundo dos investimentos.

  • “A Corporação” (2003)

    Este documentário canadense ostenta um dos tons mais críticos ao que ele chama de “corporação”. Como a Igreja ou a monarquia antigamente, as grandes empresas têm hoje um papel tão importante para a sociedade que pode dicidir o seu rumo, muitas vezes sem que as pessoas saibam.

    Com entrevistas como fio condutor, o comentário usa de grandes nomes, como o sociólogo Noam Chomsky, o cineasta Michael Moore e o empreendedor sustentável Ray Anderson, para fazer duras críticas ao sistema econômico atual. É uma obra importante para, no mínimo, entender o papel das grandes empresas no cotidiano das pessoas comuns.

  • “Margin Call – O Dia Antes do Fim” (2011)

    A crise de 2008 tornou-se um dos assuntos preferidos de Hollywood ao falar de Wall Street. “Margin Call” aborda um ponto de vista bem diferente de “Trabalho Interno” ou “A Grande Aposta”. O longa aborda a rotina de um grande banco nos Estados Unidos um dia antes de a bolha imobiliária, já evidente para alguns executivos, se tornasse pública.

    A produção, indicada ao Oscar de Melhor Roteiro Original, mostra como quase tudo em Wall Street é debatido em portas fechadas e muito antes de que a população, ou mesmo o governo norte-americano, tenha ideia do que está acontecendo.

  • “Wall Street – Poder e Cobiça” (1987)

    O longa de Oliver Stone é uma das principais referências de Hollywood quando o assunto é o mercado financeiro. Bud Fox (Charlie Sheen) é um corretor da Bolsa que descobre todas as regalias que o mundo das ações pode trazer depois de se tornar o novo pupilo do bilionário Gordon Gekko, personagem que deu a Michael Douglas o Oscar de Melhor Ator.

    Fox não demora para perceber todas as estretégias ilegais em que o alto investidor se mete para aumentar os dígitos da sua conta bancária. “Wall Street” é uma verdadeira parábola de como saber seus limites em um meio em que o dinheiro é tão importante e traz tantos benefícios. Mesmo que fique clara a má conduta de Gekko, até hoje sua famosa frase, “Ganância é algo bom”, é reproduzida por jovens corretores.

  • “O Capital” (2012)

    Marc Tourneuil é um executivo de um grande banco europeu que acaba eleito CEO pelo conselho executivo para tampar um buraco enquanto a empresa passa por uma reestruturação. Tourneuil, no entanto, fica deslumbrado com os bônus bilionários e as regalias, como jatinhos e hotéis de luxo, ao qual seu cargo tem acesso.

    Esta é a trama que o grego Costa-Gavras usa para falar do dia a dia de luxo dos altos executivos e abordar as relações econômicas entre as potências econômicas. Durante o longa, fica clara a influência de organizações norte-americanas e japonesas sobre as decisões tomadas no banco francês.

  • “Capitalismo: Uma História de Amor” (2009)

    Um dos principais críticos do ex-presidente Geroge W. Bush não deixou de dar seu parecer sobre a crise de 2008. Com foco no período de transição entre o governo republicano e o de Barack Obama, a principal crítica de Michael Moore é de que o governo norte-americano usou dinheiro de impostos para salvar os grandes bancos.

    Com seu caricato estilo polêmico, o cineasta vai à porta das empresas em Wall Street “pedir o dinheiro de volta” com um megafone. Em uma das cenas mais divertidas, Moore chega a tentar isolar com fita uma das grandes corporações por não ter devolvido o dinheiro do contribuinte.

  • “Trocando as Bolas” (1983)

    A comédia com Eddie Murphy e Dan Aykroyd pode parecer boba em uma primeira leitura. Dois milionários de Wall Street, os irmãos Duke, fazem uma aposta para que um bem-sucedido investidor do mercado financeiro (Aykroyd) troque de lugar com um malandro das ruas (Murphy) para ver o que acontece.

    O longa inspirado em um conto de Mark Twain, no entanto, vai muito além da trama aparetemente infantil ao mostrar que até o desinformado Billy Ray Valentine (Murphy) consegue perceber que os milionários cometem uma série de ilegalidades sem se preocuparem. Os irmãos Duke foram inspirados nos irmãos Hunt que, entre o final dos anos 70 e o início dos anos 80, tentaram controlar o mercado da prata de forma fraudulenta.

  • “Grande Demais Para Quebrar” (2011)

    Diferente da maioria dos filmes sobre o tema, esta produção da HBO para a TV mostra o lado do governo norte-americano na crise de 2008 quando o Secretário do Tesouro, Henry Paulson (William Hurt), fica a par da bolha imobiliária e da crise que está por vir.

    Embora seja, supostamente, uma história de ficção baseada em fatos reais, nomes importantes do mercado norte-americano são interpretados no longa, como Ben Bernanke e o bilionário Warren Buffett.

“A Grande Aposta” (2015)

Entender o mercado financeiro não é fácil, é um assunto recheado de termos técnicos que não parecem fazer o menor sentido apra quem não trabalha em uma bolsa de valores. Eis o grande mérito do novo filme de Adam McKay: explicar de forma didática, até para os mais leigos, o que aconteceu na crise imobiliária norte-americana que se alastrou pelo mundo em 2008.

O longa conta a história de investidores que tentaram, e conseguiram, ganhar dinheiro ao prever uma crise que ninguém esperava. Os recursos narrativos vão desde colocar Margot Robbie em uma banheira para explicar o que é apostar contra um banco a usar o chef Anthony Bourdain para traduzir algumas estratégias do banco por meio de analogias gastronômicas. Tudo é passado com doses de ironia e crítica.

A produção concorre a cinco prêmios da Academia neste ano, incluindo Melhor Filme Melhor Direção.

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