Fotos

10 perguntas para tirar seu negócio do papel

Tirar a ideia do papel pode ser mais difícil do que você imagina. Muitas pessoas têm grandes iniciativas, mas acabam frustradas quando vêem que na prática nada funciona exatamente como imaginamos.

VEJA TAMBÉM: 3 passos para liberar seu potencial de líder no trabalho

Paula Abreu entende do assunto. Depois de 15 anos de sucesso na advocacia, a carioca largou tudo para realizar seu sonho de ser escritora. Ela começou a compartilhar suas experiências no Facebook até começar a ser abordada pelas pessoas para que contasse mais sobre transição de carreiras. Assim surgiu o livro “Escolha Sua Vida”.

Hoje, aos 39 anos, Paula é uma coach de carreiras com certificado internacional e promotora de diversos e bem-sucedidos cursos sobre o assunto. “Muitas pessoas só precisam de incentivo e planejamento”, explica a especialista.

E MAIS: 5 coisas que startups precisam aprimorar em 2016

Veja na galeria de fotos 10 perguntas que você deve fazer para tirar seu negócio do papel:

  • Qual a minha motivação?

    Antes de tudo, é imprescindível saber por que você quer aplicar a sua ideia. Os motivos podem ser diversos: cansaço do atual trabalho, vontade de empreender, dinheiro, querer ter o próprio negócio… “Eu, por exemplo, não precisava de mais dinheiro, já tinha uma carreira consolidada com plano de saúde e todos os direitos”, conta Paula. Tente descobrir o que lhe faz querer levantar da cama e empreender.

  • Há outras possibilidades?

    Sempre exercite sua capacidade de criação, o que, na prática, significa questionar a sua ideia inicial. “Descarte a primeira resposta”, aconselha a consultora. Muitas vezes, a primeira proposta não é a mais elaborada. Ao colocá-la em xeque, você aumenta não só as chances de ter sucesso, como de ganhar dinheiro.

  • Quais habilidades eu tenho, quais preciso desenvolver e por quais devo pagar?

    Você não pode, nem consegue, fazer tudo. Se o seu objetivo, por exemplo, é ter um e-commerce voltado ao mercado de bebidas, que você conhece, não vai precisar de um consultor no ramo, mas com certeza necessitará de auxílio na parte técnica. Algumas habilidades você deve desenvolver, inclusive para não ficar completamente refém dos outros, enquanto outras é mais rápido e prático pagar um especialista.

    Paula viveu isso. “Eu queria algo na internet, mas só sabia umas coisas mais antigas”, conta. “Não sabia programação, e seria mais caro e demorado aprender isso do que pagar alguém para fazer para mim.”

  • Quanto dinheiro eu tenho e como conseguir o quanto preciso?

    Quase sempre, a sua ideia custará mais na prática do que você imaginava inicialmente. Há diversas oportunidades de se capitalizar: crowdfunding, sociedade e investidor-anjo, entre outras. “Pesquise antes de tomar qualquer decisão”, alerta Paula.

    “Muitas vezes, a pessoa não tem a grana e de cara procura alguém próximo como sócio. É o pior erro possível: sugerir a um amigo ou parente a parceria de 50%.” Dessa maneira, você ficaria refém do outro. Antes de pegar o dinheiro, pense no futuro, em como fará para administrá-lo. A consultora aconselha ainda perguntar a um amigo que tem um negócio como ele fez no início.

  • Qual o meu plano de negócios?

    Pode não ser algo tão familiar para quem não é do meio, mas é necessário fazer um plano de negócios. “É basicamente um guia escrito com o passo a passo do que você pretende fazer”, explica a consultora. Há diversos desses modelos disponíveis na internet. Paula sugere o Canvas por sua simplicidade: “Tem, literalmente, quadradinhos para serem preenchidos”.

  • Qual o formato legal perfeito para o meu negócio?

    Paula explica que, muitas vezes, achar que é preciso saber tudo sobre a burocracia pode ser uma barreira para abrir um empreendimento. “Mas é preciso fazer tudo de maneira legal, isso vai fazer uma grande diferença lá na frente, quando você tiver uma empresa maior e os problemas começarem a aparecer.” Ela sugere, de cara, a contratação de um advogado e um contador.

  • Aonde eu quero chegar?

    Sempre comece com o fim em mente. Esta é a máxima de Paula na hora de abrir um novo empreendimento. “Começar certinho é muito mais fácil quando a empresa ainda não cresceu”, explica.

    Além disso, saber aonde você quer chegar ajuda a estabelecer metas e objetivos desde o começo. É imprescindível que o negócio tenha um rumo.

  • Que preço devo cobrar?

    Este é um dos tópicos mais difíceis para quem não está envolvido com administração. “Há muitas pessoas que acabam sem ganhar dinheiro algum, ou até pagam para trabalhar, porque não sabem que preço cobrar”, afirma Paula. Por isso, a principal dica é: calcule tudo.

    “Se você é um empreendedor e pretende ter um negócio próprio, tem de colocar exatamente tudo no papel: desde os serviços básicos a, por exemplo, qual a periodicidade com que você vai trocar de computador ou de carro. Se é de cinco em cinco anos, quanto isso dá dividido por mês?” Muitas pessoas precificam apenas seus serviços, sem considerar coisas aparentemente menores que, no fim, fazem toda a diferença.

  • Eu sei vender?

    “Não existe negócio em que você não venda”, afirma Paula. Muitas pessoas tem bloqueio para a palavra, mas, de acordo com a consultora, “vender nada mais é do que indicar e, para isso, tudo o que você precisa é acreditar no serviço ou no produto”.

    Ela cita um exemplo cotidiano: ao sugerir um filme ou um restaurante a um amigo, você o está vendendo. “Com o seu negócio, é a mesma coisa.”

  • O que eu preciso para ser feliz?

    Assim como na hora de precificar seu serviço ou produto, é preciso colocar tudo (tudo mesmo) em consideração ao lançar o seu negócio. Se você procura um estilo de vida mais calmo, tem de pensar em opções que fujam dos grandes centros financeiros, pelo menos no sentido presencial.

    Paula conta o caso de um cliente que a abordou sobre a possibilidade de ter dois meses seguidos de férias por ano. “Para ele, aquilo era imprescindível. Então eu falei: ‘Tudo bem, mas, para isso, você terá de trabalhar dois meses a mais distribuídos nos outros dez ou, pelo menos, cobrar por isso’.”

    Não há formula mágica, mas, ao deixar claro na sua mente o que você precisa para ser feliz (mais tempo, família ou dinheiro), tudo ficará mais fácil.

Qual a minha motivação?

Antes de tudo, é imprescindível saber por que você quer aplicar a sua ideia. Os motivos podem ser diversos: cansaço do atual trabalho, vontade de empreender, dinheiro, querer ter o próprio negócio… “Eu, por exemplo, não precisava de mais dinheiro, já tinha uma carreira consolidada com plano de saúde e todos os direitos”, conta Paula. Tente descobrir o que lhe faz querer levantar da cama e empreender.

 

Comentários
Topo