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Verdades e mitos sobre aumentar a vida útil da bateria de smartphones

Apesar dos saltos de tecnologia dos smartphones, com telas cada vez melhores e chips cada vez mais rápidos, as baterias fizeram apenas progressos modestos. Isso impulsionou o desejo por bateria com vida mais longa a chegar ao topo da lista de fatores considerados por consumidores quando eles compram um smartphone, de acordo com um questionário de 2014 da empresa de pesquisas IDC.

Então por que a tecnologia de bateria continua tão decepcionante? Muitas empresas vêm desenvolvendo tecnologia inteligente de bateria por anos, incluindo métodos para aumentar a capacidade da bateria ou carregar dispositivos com energia do ar. Porém, o íon de lítio, tecnologia em que a maioria das baterias se baseia, tem custo baixo e é facilmente reproduzível, além de ser segura – então, estaremos presos a isso em um futuro próximo, disse Charlie Quong, executivo da Mophie, em entrevista ao “New York Times”.

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“Há muito investimento em todas as frentes para melhorar a tecnologia, mas eu não acho que nós iremos ver isso atingir qualquer tipo de mercado de massa por muitos anos”, disse Quong. No geral, o íon de lítio melhora cerca de 10% por ano em termos da quantidade de energia que pode ser armazenada em um espaço determinado, o que é parte do motivo de os consumidores perceberem que as baterias estão muito atrás de outras tecnologias.

Com isso em mente, o “New York Times” reuniu-se ao Wirecutter, site de recomendações de produtos, para conduzir uma série de testes capazes de determinar as melhores e piores práticas para preservar a bateria de smartphones.

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Os resultados demonstraram que algumas crenças convencionais sobre aumentar a vida da bateria – como desligar o Wi-Fi ou todos os aplicativos – produziram resultados insignificantes ou até prejudiciais. O Wirecutter também encontrou muitas práticas para usar melhor sua bateria, como reproduzir músicas armazenadas diretamente no dispositivo (ao invés de usar aplicativos de streaming) ou alterar as configurações de e-mail.

O Wirecutter testou muitos smartphones recentes Apple e Android com os últimos sistemas operacionais em ambientes controlados. Os resultados do seu celular irão variar dependendo do modelo, da operadora, da localização e outros fatores, mas os resultados gerais devem manter-se.

Veja na galeria de fotos oito dicas e sete mitos sobre aumentar a vida de smartphones:

  • Usar o brilho automático de tela

    A tela de um smartphone consome mais energia do que qualquer outro componente, então a maneira mais fácil de diminuir o uso da bateria é reduzir o brilho da tela. Em um teste de uma hora de duração, um iPhone 6S usou 54% menos energia com o brilho da tela no mínimo se comparado ao brilho máximo. Um Android usou 30% a menos.

    Porém, é difícil usar uma tela escura em ambientes claros, então a maioria dos celulares oferecem um modo de brilho automático que ajusta automaticamente o brilho da tela com base na luz do ambiente. O Wirecutter descobriu que ativar esse modo economiza muita bateria.

  • Bloqueie aplicativos que consomem muita bateria

    Quando navega pela internet, seu smartphone também queima bateria quando baixa anúncios mobile em sites. Instalar um ad blocker irá aumentar a duração da bateria.

    O Wirecutter conduziu um teste que circulou através de uma lista de websites por duas horas através de conexão Wi-Fi. O Safari em um iPhone 6S usou 18% de uma bateria cheia e o Chrome em um Moto X Pure Adroid usou 22%. Instalar o ad blocker 1Blocker no iPhone reduziu o uso da bateria no mesmo teste para apenas 9%; em um Android, usar o Ghostery Privacy Browser, que bloqueia anúncios, usou apenas 8% da bateria.

  • Ajuste suas configurações de e-mail

    O e-mail pode ter um grande impacto na vida útil da bateria se você tiver muitas contas e receber muitas mensagens. Seu smartphone pode atualizar seu e-mail automaticamente e trazer novas mensagens para o seu celular no instante em que são transmitidas. Isso pode sugar muita energia, porque requer que seu celular busque constantemente por novas mensagens.

    O Wirecutter testou um iPhone 6s Plus configurado com três contas de e-mail que receberam um total de 20 a 30 mensagens por hora. Nestes testes, ter a atualização automática ativada ao longo de um dia fez com que o e-mail correspondesse de 5% a 10% do uso da bateria do celular.

    Para economizar bateria, a maioria dos celulares pode ser configurada para checar por e-mails em um período específico – a cada 30 minutos, por exemplo – ou para que você precise manualmente atualizar o app de e-mail.

  • Reproduza músicas baixadas em vez de streaming

    A próxima dica pode vir como uma má notícia. Hoje em dia, streaming online é a forma mais popular de escutar música, com serviços como Spotify, Pandora e Apple Music – mas este método suga muita bateria. Nos testes do Wirecutter, ouvir música via streaming com conexão Wi-Fi por duas horas usou 10% das reservas de bateria de um iPhone. Enquanto isso, ouvir música armazenada diretamente em um dispositivo por duas horas consumiu apenas 5%.

    Felizmente, serviços de streaming como Spotify e Apple Music ainda permitem que você escute músicas da maneira tradicional: armazenando-as diretamente no dispositivo.

  • Desligue o Wi-Fi quando a recepção for fraca

    Você deve ter percebido que, quando você está em um local sem boa cobertura de WiFi ou de sinal de celular, a bateria de seu aparelho parece acabar muito mais rápido. Isso é porque o smartphone gasta energia ao buscar bom sinal e, se ele for muito fraco, tenta buscar uma conexão melhor.

    Para conservar bateria, desative o Wi-Fi no celular. O modo avião, opção que desliga todas as ferramentas sem fio, é uma solução rápida e fácil em áreas com recepção fraca.

  • Cheque a lista de uso da bateria

    É possível ter resultados ainda melhores com um pouco de investigação. Os sistemas do iPhone e do Android oferecem uma maneira simples para ver quais apps usam muita energia. Para iPhones e celulares Android, abra o aplicativo de Ajustes e, no menu de Bateria, há listas dos aplicativos que gastam mais energia.

    Na tela de utilização da bateria do iPhone, aperte o botão de relógio para revelar informações sobre quanto de sua bateria cada app consome quando você está ativamente utilizando o aplicativo (“tela”) em comparação com quando você não está (“fundo”). No Android, as informações mais úteis são os cronômetros para “CPU total” e “CPU primeiro plano”. Primeiro plano é por quanto tempo você manteve o app aberto: subtraia “primeiro plano” do “total”, e você saberá por quanto tempo o app ficou ativo em segundo plano.

    Fique de olho em apps que ficam ativos por muito tempo em segundo plano e usam muita bateria. Exemplos são apps de e-mail que passam muito tempo checando por novas mensagens mesmo quando seu celular está em repouso, aplicativos de notícias que atualizam artigos em plano de fundo ou apps fitness que monitoram constantemente sua localização.

    Se você encontrar aplicativos que usam muita energia em segundo plano, desative essas atividades. Em um iPhone, abra o app “Ajustes”, selecione “Geral” e então “Atualização em 2º Plano” e desative as atividades. No Android, abra o app de “Ajustes”, selecione “Uso de Dados”, escolha um app e depois selecione “Restringir dados em 2º plano”.

  • Desative rastreamento de localização desnecessário

    Observe aplicativos que rastreiam sua localização. O GPS de seu celular, que determina sua localização geográfica para ferramentas de mapa e fitness, consome muita bateria.

    Se um app que usa localização gasta muita bateria, especialmente em segundo plano, há uma boa chance de o app estar usando o GPS, o Wi-Fi e os sensores do celular frequentemente. Você pode decidir se quer desativar as ferramentas de localização para o aplicativo.

  • Desative notificações desnecessárias

    Tanto a Apple quanto o Google recomendam desativar as notificações push, que são basicamente alertas dos aplicativos, para conservar a duração da bateria. Notificações requerem comunicação regular com servidores de notificação, e cada uma faz com que seu aparelho saia do repouso por alguns segundos, o que inclui ligar a tela, exibir a mensagem e dar uma chance para você interagir.

    Nos testes do Wirecutter, receber algumas dúzias de notificações ao longo de uma hora não afetou visivelmente o uso da bateria. Porém, se você recebe muitas notificações todos os dias, esse uso de energia pode ser significativo. Se um aplicativo ou serviço em particular enviar notificações constantemente, considere desativar as notificações para esse app.

  • Mito: fechar aplicativos que não estiverem sendo utilizados

    Há muitas crenças convencionais equivocadas sobre métodos para prolongar a duração da bateria. Uma das piores dicas é fechar os aplicativos que você não estiver utilizando no momento. A teoria é que estes apps que correm em segundo plano usam os componentes de seu celular, então fechá-los iria salvar energia.

    Ainda que isso possa ser verdade em um computador, os smartphones são diferentes: quando um app não está em primeiro plano – o que significa que você não está ativamente usando – a maioria de seus processos são congelados. Em outras palavras, ainda que um app possa estar gravado na memória do celular, ele provavelmente não gasta muito em segundo plano para esgotar a bateria.

    Finalmente, fechar aplicativos tem aspectos prejudiciais: quando você fecha um app, todos os códigos podem ser deletados da RAM de seu aparelho, o que significa que na próxima vez em que você abrir o aplicativo, o celular tem de recarregar todos estes códigos. Isso, obviamente, requer energia.

  • Mito: pensar que desligar o Wi-Fi sempre ajuda

    Uma sugestão comum para aumentar a vida da bateria é desativar o Wi-Fi. No entanto, se você está em uma área com forte sinal de Wi-Fi, seu smartphone usa menos bateria para se conectar à internet com essa conexão do que com o sinal de celular. Se você usa regularmente aplicativos que dependem de sua localização, ter o Wi-Fi ativo ajuda seu aparelho a determinar sua localização sem ter de depender em ferramentas de GPS, então o Wi-Fi na verdade ajuda a bateria a durar mais.

    Uma exceção é quando você está em áreas em que o Wi-Fi é fraco, em que seu celular precisa de muito esforço para encontrar uma boa conexão, e você tem um bom sinal de celular. Porém, na maioria dos casos, é melhor manter o Wi-Fi ativo.

  • Mito: desativar todos os serviços de localização

    Muitos apps que usam sua localização só a utilizam intermitentemente. Até mesmo usar um aplicativo de mapas para curtas sessões de navegação não usa mais do que uma pequena porcentagem da capacidade de sua bateria – e manter a tela continuamente ligada é uma grande parte do porquê de a navegação usar muita energia.

    Em outras palavras, não desative todas as ferramentas baseadas em localização de seu celular apenas para aumentar a vida da bateria. Você não verá um grande salto no tempo de uso, mas você pode acabar desativando – e, consequentemente, perdendo – ferramentas úteis. Em vez disso, cheque (usando as dicas anteriores) se algum dos apps que consomem muita bateria também rastreiam sua localização. Se sim, e se você não precisa deste rastreamento, considere desativar a localização para estes apps.

  • Mito: optar sempre por Wi-Fi em vez de sinal de celular

    Muitas pessoas, e até mesmo vendedores de smartphones como a Apple, alegam que usar Wi-Fi para dados sem fio consome menos energia do que usar um sinal de celular, então você deveria usar o Wi-Fi sempre que puder. No entanto, os testes da Wirecutter descobriram que isso nem sempre é verdade.

    Em testes em um local onde tanto o Wi-Fi quanto o sinal de celular eram fortes, uma hora de uso via Wi-Fi usou praticamente a mesma quantidade de bateria do que uma hora usando o sinal de celular em um iPhone. Em um Android Motorola, o sinal de celular usou apenas de 2% a 3% a mais de bateria do que o Wi-Fi.

    Em outras palavras, desde que você tenha um sinal bom, você provavelmente não verá uma grande diferença entre Wi-Fi e sinal de celular, então provavelmente não vale a pena ficar trocando de um para o outro.

  • Mito: desativar o comando de voz para Siri e Google

    Os iPhones e os Androids têm uma ferramenta de mãos livres para ativar seus assistentes virtuais ao falar comandos de voz. Você precisa apenas dizer “Oi Siri” ao iPhone ou “O.K. Google” e depois fazer sua solicitação ou comando. Ainda que seja conveniente, esta ferramenta faz com que seu celular esteja sempre atento para esta frase, o que usa pouca bateria.

    Porém, se você tem um dos celulares que suportam esta ferramenta, desativá-la não irá conservar muita bateria. No teste do Wirecutter em um iPhone 6S Plus e um Nexus 6P, houve uma diferença imperceptível no uso da bateria entre ter o assistente virtual permanentemente ativo ou desativado por um período de duas horas.

    Usar o Siri ou o O.K. Google usa um pouco de bateria, então, se você estiver com pouca, você deveria parar de fazer uma pergunta após a outra. Porém, apenas manter a ferramenta ativa não é muito prejudicial – e pode ser conveniente.

  • Mito: não use carregadores de outras pessoas, mesmo que sejam de marca confiável

    Um alerta comum na Internet é que você deveria apenas utilizar o carregador que veio com seu celular, caso contrário você pode danificar a bateria do aparelho. Na realidade, o dispositivo em si contém todo o circuito responsável por carregar sua bateria. O carregador apenas converte a energia da tomada em uma energia de baixa voltagem e baixa amperagem. É por isso que você também pode carregar seu celular usando a entrada USB de um computador, um pacote de bateria USB ou um carregador em seu carro – o aparelho é projetado para que possa ser carregado de uma variedade de fontes de energia que podem produzir muitos tipos de corrente.

    Finalmente, é possível que você tenha ouvido alertas de que um carregador barato de outro fabricante pode danificar seu celular. Há alguma verdade aí: muitos carregadores usam componentes de baixa qualidade. Um carregador destes não apenas pode danificar seu aparelho, mas também pode estragá-lo ao expor o celular a correntes perigosas.

  • Mito: não é preciso calibrar a bateria

    Por muitos anos, dispositivos que usavam baterias recarregáveis precisavam de “calibragem”, um processo que prevenia que a bateria esquecesse quanta capacidade ela realmente tem. As baterias de hoje em dia não sofrem mais com este problema.

    O que pode acontecer, no entanto, é que o aparelho em si não esteja atualizado sobre quanta capacidade sua bateria tem. Toda bateria gradualmente perde capacidade ao longo do tempo quando você a usa e a recarrega, e o software do celular nem sempre consegue detectar essa mudança na capacidade. Se você periodicamente (de alguns em alguns meses) carregar completamente o celular e o usar até que a bateria acabe, o software irá determinar a capacidade atual da bateria e isso faz com que o aparelho determine melhor quanto tempo uma carga irá durar. Se você percebe que seu celular diz ter 80% de bateria extra, mas acaba algumas horas depois, você deveria tentar esse procedimento.

Usar o brilho automático de tela

A tela de um smartphone consome mais energia do que qualquer outro componente, então a maneira mais fácil de diminuir o uso da bateria é reduzir o brilho da tela. Em um teste de uma hora de duração, um iPhone 6S usou 54% menos energia com o brilho da tela no mínimo se comparado ao brilho máximo. Um Android usou 30% a menos.

Porém, é difícil usar uma tela escura em ambientes claros, então a maioria dos celulares oferecem um modo de brilho automático que ajusta automaticamente o brilho da tela com base na luz do ambiente. O Wirecutter descobriu que ativar esse modo economiza muita bateria.

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