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10 fatos sobre automóveis que dispensam motorista que você precisa saber

No evento de tecnologia Consumer Eletronics Show (CES) de 2016, em janeiro, a Audi apresentou seu novo carro-conceito E-tron Quattro. Como um veículo 100% elétrico com autonomia de 500 km com uma carga de bateria, sem mencionar a tecnologia de direção autônoma de última geração, o E-tron Quattro é uma representação de como será o primeiro carro completamente autônomo da Audi. Porém, ainda mais interessante do que o carro-conceito foi a informação de fundo fornecida pelo time de engenheiros da Audi, responsável por este avançado veículo.

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Há também o carro de teste completamente autônomo do Google. Este veículo foi equipado com radar, lidar (tecnologia óptica de detecção remota que mede propriedades da luz reflectida de modo a obter a distância e/ou outra informação a respeito um determinado objeto distante) e múltiplas câmeras de vídeo. O equipamento permite que o carro do Google escaneie o que o rodeia e identifique tudo, de carros em movimento a carros estacionados, pedestres e ciclistas. Uma tela no interior do veículo permite ver o que essa combinação de sensores e câmeras está “vendo”.

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Porém, há alguns pontos críticos em relação ao futuro autônomo do qual estamos rapidamente nos aproximando e que permitem entender os desafios que a tecnologia desses veículos tem de encarar. Veja na galeria de fotos dez fatos sobre automóveis que dispensam motorista que você precisa saber:

  • Cinco níveis de direção autônoma

    A National Highway Traffic Safety Administration (NHTSA) dos Estados Unidos definiu cinco níveis de direção autônoma. O nível zero significa zero assistência ao motorista do carro. O nível um indica um ou mais sistema de assistência ao motorista, como controle de estabilidade e/ou controle de cruzeiro, mas os sistemas não são ligados um ao outro. O nível dois consiste em duas ou mais funções ligadas, como assistência de faixa e suavização de colisão trabalhando juntos, mas o motorista ainda precisa estar alerta e pronto para assumir o controle do veículo instantaneamente. O nível três combina várias funções automatizadas e permite que o carro esteja primeiramente no controle por extensos períodos de tempo. Este é o primeiro nível em que as transições de controle pelo carro e controle humano podem ser mais relaxadas, levando até dez segundos e permitindo que o motorista fique mais alheio ao processo de direção enquanto o carro está no controle. O nível quatro é um veículo similar ao nível três, mas o carro agora tem a habilidade de encontrar sua própria saída do perigo (por exemplo, sair de uma rua com trânsito e encontrar um local seguro para estacionar) se o motorista não estiver respondendo. No nível cinco, um veículo autônomo pode desempenhar todas as funções de direção sem a necessidade de interação humana em nenhum momento. Isso significa que carros do nível cinco podem operar sem ninguém no interior.

  • Desafios legais

    Atualmente, carros que operam até o nível três são legalizado em qualquer estado dos Estados Unidos, exceto em Nova York. Há, na verdade, uma lei específica em Nova York que determina que ao menos uma mão deve permanecer no volante o tempo todo, o que significa que sistemas avançados de assistência ao motorista atuais ou futuros com assistente de faixa e controle de cruzeiro não podem ser completamente utilizados em Nova York, apesar de, na realidade, quase todos os sistemas de assistência ao motorista atuais requererem ao menos uma mão no volante (e eles param de operar se você ficar mais do que alguns segundos sem as mãos). Por outro lado, Nevada tem uma lei que permite o teste de veículos completamente autônomos (nível cinco). A maioria dos outros estados encontra-se em alguma posição entre Nova York e Nevada, o que sugere que ainda há muitos obstáculos legislativos entre carros controlados por humanos e carros controlados por computador.

  • Modo confusão

    Os engenheiros da Audi usam o termo “modo confusão” para descrever a transição entre controle humano e controle por computador. Estudos mostram que quando um humano está completamente desligado da direção, leva ao menos dez segundos para que ele esteja totalmente engajado, o que pode ser um grande problema se uma emergência aparecer e os carros controlados por computadores precisarem reverter para controle humano. A maioria das emergências automotivas não incluem um período de transição de dez segundos para garantir que o motorista esteja pronto para encará-las. A Audi vê um futuro no qual certas áreas sejam designadas como controladas por humanos ou controladas por computador, e os carros irão saber onde as fronteiras estarão entre essas regiões. Nesse mundo, o carro saberá quando um humano precisa assumir o trabalho de dirigir, o que faria com que a transição de dez segundos não fosse um problema.

  • Mapeamento de alta precisão

    Tecnologia de posicionamento preciso do veículo é outro componente crítico da direção autônoma. Não se fala de precisão entre 3 ou 6 metros, como a maioria dos sistemas de navegação atuais. Fala-se entre 10 ou 20 centímetros, o que significa que o carro sabe precisamente onde está em relação a outros veículos, marcadores de faixa, pedestres e etc. Esta é uma parte crítica de garantir a segurança de automóveis autônomos. Quando a tecnologia de mapeamento se tornar altamente precisa, o carro saberá quando seu motorista humano precisa assumir o controle, e alertará o motorista pelo menos dez segundos antes de entrar em regiões que requerem atenção humana. Em dezembro do ano passado, Audi AB, BMW Group e Daimler AG completaram a aquisição conjunta da tecnologia de mapeamento e localização da Nokia, passo chave para atingir o mapeamento de alta precisão. Um representante do Google confirmou que a empresa também está utilizando tecnologia de mapeamento e GPS com precisão entre dez centímetros.

  • Plataforma aberta de mapeamento

    Estabelecer e manter este nível de mapeamento altamente preciso será difícil, porém, se uma plataforma aberta de mapeamento for estabelecida entre todas as montadoras, o processo irá acontecer muito mais rápido e será muito mais fácil de manter. Os acordos recentes entre General Motors, Volkswagen AG e Mobileye, uma empresa especializada em sensores óticos para coleta de imagem e mapeamento em tempo real, é um exemplo do tipo de tecnologia necessário para criar e atualizar esses dados de mapa. Os engenheiros da Audi pensam que, sem dados universais de mapa através da indústria, será difícil ultrapassar o nível três de controle autônomo.

  • Comunicação baseada na nuvem

    Você pode pensar que utilizar uma plataforma aberta para capturar informações de mapa de alta precisão em todos os veículos nas ruas, em tempo real, poderia resultar em uma grande quantidade de transmissão de dados. Ou talvez mais do que uma grande quantidade. Talvez até uma quantidade incrivelmente enorme de dados em uma escala nunca antes vista. Os engenheiros da Audi acreditam que o nível de dados requerido por todos estes veículos de fato será grande, mas não intransponível. O último Audi Q7 já envia dados em tempo real para a Audi para análise. No entanto, a única solução realista a longo prazo irá envolver comunicação baseada em nuvem para capturar, armazenar e gerir os dados que entram e saem, criados por uma frota crescente de veículos autônomos.

  • Situações desafiadoras

    Cruzamentos lotados, cruzamentos sem semáforos ou sinalizações para controlar o trânsito ou qualquer área onde carros e humanos interagem com proximidade são particularmente desafiadores para veículos autônomos. Atualmente, quando um motorista encontra um cruzamento sem controle ou uma situação onde pedestres e carros estão cruzando caminhos, há um nível de comunicação não verbal que tipicamente resolve a situação. Contato visual, expressões visuais e linguagem corporal podem preencher as lacunas deixadas por sinais de trânsito confusos ou local sem sinalização. Isso significa que veículos autônomos precisam aprender a reconhecer esses mesmos gestos e expressões humanas antes de serem capazes de entender o que fazer nessas situações desafiadoras.

  • Redundância de sensores

    Mesmo se o mapeamento preciso e a comunicação baseada em nuvem forem estabelecidos, e mesmo que os carros aprendam a ler o comportamento humano, ainda resta a questão da falha de componentes, desde um sensor que pare de funcionar ou uma camada de neve ou neblina que cega temporariamente uma câmera. De qualquer maneira, carros autônomos terão de lidar com o mal funcionamento de equipamentos. O uso de múltiplos sensores tem um grande papel em garantir a segurança. A Audi diz que já existem unidades de aquecimento em algumas de suas câmeras e sensores, como um indicador para dizer aos motoristas quando eles estão sendo bloqueados pelo clima ou outras circunstâncias. Quando isso acontece, outros sensores precisam ser capazes de compensar mas, se eles não puderem, o motorista deve ser avisado e algumas das funções de direção completamente autônoma serão temporariamente eliminadas.

  • Segurança digital

    O carro médio nas ruas hoje em dia tem 11 anos, o que significa que a maioria dos carros ainda não é “conectada” e, assim, não pode ser hackeada. Porém, o pêndulo está balançando rapidamente, com mais e mais carros novos tendo ao menos uma conexão básica de internet e muitos funcionando como pontos de Wi-Fi. Uma pesquisa recente da Kelley Blue Book confirmou que, apesar de a maioria das pessoas não se preocuparem com veículos hackeados, quase todo mundo vê isso como um problema em potencial nos próximos anos. A mesma pesquisa também confirmou o que muitos suspeitavam: consumidores irão considerar a montadora a responsável por manter seus veículos autônomos seguros, mesmo que o hacker tenha vindo de um aplicativo no celular. Os engenheiros da Audi concordam que as montadoras terão de manter proteção de segurança para evitar situações de direção autônoma não autorizadas. Representantes do Google disseram que a empresa considera a segurança uma parte integral de qualquer dispositivo tecnológico, seja um celular, um computador ou um carro.

  • Prazo permanece uma questão

    Então quando o carro autônomo finalmente irá chegar? O prazo é difícil de definir porque muitas variáveis estão envolvidas. Um carro completamente autônomo que pode lidar com toda situação desafiadora ainda está muito distante. No entanto, um carro que pode dirigir em uma curta distância em situações muito consistentes (velocidade baixa, trânsito mínimo, poucos pedestres, bom clima etc.) está muito mais próximo.

Cinco níveis de direção autônoma

A National Highway Traffic Safety Administration (NHTSA) dos Estados Unidos definiu cinco níveis de direção autônoma. O nível zero significa zero assistência ao motorista do carro. O nível um indica um ou mais sistema de assistência ao motorista, como controle de estabilidade e/ou controle de cruzeiro, mas os sistemas não são ligados um ao outro. O nível dois consiste em duas ou mais funções ligadas, como assistência de faixa e suavização de colisão trabalhando juntos, mas o motorista ainda precisa estar alerta e pronto para assumir o controle do veículo instantaneamente. O nível três combina várias funções automatizadas e permite que o carro esteja primeiramente no controle por extensos períodos de tempo. Este é o primeiro nível em que as transições de controle pelo carro e controle humano podem ser mais relaxadas, levando até dez segundos e permitindo que o motorista fique mais alheio ao processo de direção enquanto o carro está no controle. O nível quatro é um veículo similar ao nível três, mas o carro agora tem a habilidade de encontrar sua própria saída do perigo (por exemplo, sair de uma rua com trânsito e encontrar um local seguro para estacionar) se o motorista não estiver respondendo. No nível cinco, um veículo autônomo pode desempenhar todas as funções de direção sem a necessidade de interação humana em nenhum momento. Isso significa que carros do nível cinco podem operar sem ninguém no interior.

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