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25 pessoas que mais ganham com fundo de risco

A indústria de fundos de cobertura (tradução do inglês Hedge Fund) – é uma forma de investimento alternativa, de altíssimo risco, com poucas restrições e bastante especulativo – tem um novo rei. Ken Griffin está no topo da lista da FORBES das pessoas que mais ganharam com os fundos de risco, tendo somado US$1,7 bilhão em 2015.

Aos 47 anos, Griffin pela primeira vez em sua carreira ganhou mais que grandes nomes da indústria de fundos de cobertura como George Soros, Ray Dalio, Steve Cohen e David Tepper. O norte-americano está à frente da empresa Citadel, que tem sede em Chicago, e administra US$ 52 bilhões. Griffin destacou-se em 2015, um ano que humilhou alguns dos maiores nomes do mundo desses investimentos, cujos fundos sofreram perdas.

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Após a crise financeira, a Citadel passou por uma superação e se recuperou fortemente e vem produzindo bons resultados e atraindo novos capitais investidores. No ano passado os principais fundos de cobertura da Citadel apresentaram retornos líquidos de 14,3% de comissões, mas o início de 2016 não foi tão bom assim para a empresa.

Além de Griffin, outros gestores destes fundos também foram contra a tendência de queda de 2015 e conseguiram encontrar maneiras de ganhar dinheiro em um mercado volátil.

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Os maiores ganhos tendem a ser de especialistas em negociações quantitativas ou pessoas que dirigem grandes equipes de negociação. No total, as 25 pessoas que mais ganharam com fundo de risco fizeram juntas US$ 12 bilhões em 2015, pouco menos que os US$ 12,5 bilhões feitos em 2014.

Veja na galeria de fotos os que mais ganharam dinheiro com este tipo de investimento:

  • Ken Griffin

    Ganhos em 2015: US$ 1,7 bilhão

    A empresa de fundo de cobertura de Griffin, a Citadel, tem tido um desempenho muito bom nos últimos anos, enquanto a maioria das outras empresas têm decepcionado. A grande corrida de Griffin continuou em 2015, quando seus principais fundos de risco apresentaram retornos líquidos de 14,3% de comissões. O fundo de cobertura da Citadel Global Equities apresentou retorno líquido de 17,2% de comissões e o seu fundo de Tactical Trading apresentou um retorno líquido de 16%. Mas a companhia começou o ano de 2016 com algumas perdas e administra atualmente cerca de US$ 25 bilhões. Griffin recentemente comprou um complexo de condomínios de US$ 200 milhões em uma torre de Manhattan que está em construção. Além disso, ele também comprou duas pinturas por US$ 500 milhões. A Citadel foi fundada em 1990 com aproximadamente US$ 4 milhões. Atualmente a empresa administra US$ 25 milhões em ativos.

  • James Simons

    Ganhos em 2015: US$ 1,65 bilhão

    Simons se aposentou da empresa de fundos especulativos de US$ 29 bilhões, Renaissance Technologies, em 2010. Mas aos 77 anos ele continua a desempenhar um papel na companhia, que teve um bom desempenho em 2015, e se beneficiar de seus recursos. A Renaissance Institutional Equities apresentou retornos líquidos de 17% e a Renaissance Institutional Diversified Alpha aumentaram 16%. Renaissance fechou seu fundo Renaissance Institutional Futures, que tinha US$1 bilhão principalmente de capital interno.

  • Steve Cohen

    Ganhos em 2015: US$ 1,55 bilhão

    Steve Cohen provou ser muito resistente. Sua empresa Point72 Asset Management, um escritório da família, apresentou retornos de 15,5% em 2015, o segundo ano consecutivo de fortes ganhos para Cohen desde que ele foi forçado, pelo Ministério Público Federal, a fechar a empresa SAC Capital. Recentemente, ele contribuiu com US$ 75 milhões para o New York Presbyterian, hospital da região de Nova York.

  • David Tepper

    Ganhos em 2015: US$ 1,2 bilhão

    David Tepper vem tendo uma carreira longa e bem sucedida como gerente de fundo de cobertura, desde que saiu da Goldman Sachs para iniciar sua gestão na Appaloosa, no norte de Nova Jersey. Mas seu desempenho nos anos após a crise financeira fez dele uma lenda de investimentos. Tepper aumentou seu legado em 2015, o ano em que vários fundos de cobertura perderam dinheiro, mostrando que ele poderia navegar habilmente tanto por um mercado volátil como um otimista. O seu grande fundo Palomino apresentou retorno de 11% em 2015, enquanto o pequeno Thoroughbred deu 7% de retorno. Tepper hoje administra cerca de US$ 18 bilhões e está envolvido em ações filantrópicas, incluindo uma doação de US$ 67 milhões para a Carnegie Mellon University para a criação de um novo edifício com o objetivo de criar um ambiente de aprendizagem colaborativa.

  • David Shaw

    Ganhos em 2015: US$ 700 milhões

    David Shaw, cientista da computação com PhD pela Universidade de Stanford, é um dos comerciantes quantitativos pioneiros na indústria de fundos de cobertura. Sua empresa, a D.E. Shaw and Co., é conhecida por suas técnicas de modelagem matemática altamente sofisticadas e agora administra mais de US$ 39 bilhões. A empresa teve um bom ano em 2015 e o fundo Composite teve retorno de 14%. Atualmente, a companhia é administrada por um comitê executivo de seis pessoas, mas Shaw ainda é o acionista majoritário.

  • John Overdeck

    Ganhos em 2015: US$ 600 milhões

    O co-fundador da Two Sigma Investments construiu uma empresa de negociação quantitativa de US$ 32 bilhões que teve um desempenho excepcional em 2015. Os fundos Compass apresentou retorno de 15% e os fundos da Compass Enhanced deram 30.4%. Já os fundos Two Sigma’s Absolute Return tiveram um retorno de 15%, em 2015, e os fundos da Eclipse, 12.9%.

  • David Siegel (empatado)

    Ganhos em 2015: US$ 600 milhões

    David Siegel também é co-fundador da Two Sigma Investments e construiu US$ 32 bilhões. Seus ganhos também vieram do ótimo desempenho da empresa no último ano, como o retorno de 15% dos fundos Compass e mais de 30% da Compass Enhanced.

  • Israel Englander

    Ganhos em 2015: US$ 500 milhões

    Englander supervisiona a Millennium Management, uma empresa de fundo de cobertura, e hoje administra US$ 34 bilhões. Sua abordagem funcionou bem em 2015 e a empresa teve um retorno de 12,5% líquido de comissões no ano passado.

  • Ray Dalio

    Ganhos em 2015: US$ 500 milhões

    Ray Dalio é o fundador da maior empresa de fundo de cobertura do mundo, a Bridgewater Associates, que recentemente conseguiu cerca de US$ 154 bilhões. A empresa apresentou resultados mistos em 2015, a grande Pure Alpha teve retorno de 4,7% e a Pure Alpha Major Markets, 10,6%. Mas a Bridgewater All Weather teve perda de 7%, a segunda perda anual em três anos. O principal investimento de Dalio é na All Weather, que tem uma estratégia chamada de risco de paridade.

  • George Soros

    Ganhos em 2015: US$ 300 milhões

    George Soros continua a ser um grande investidor através da Soros Fund Management, o escritório de família que administra US$ 29 bilhões e teve pequenos ganhos em 2015. Uma parte dos ativos são administrados pela Fundação Soros ou são atribuídos a gestores de fora, mas Soros ainda está próximo e diretamente no controle de uma parte significativa dos ativos. A grande mudança do ano passado foi a saída do diretor de investimentos Scott Bessent para abrir o Key Square Group com US$ 2 bilhões.

  • Andreas Halvorsen

    Ganhos em 2015: US$ 280 milhões

    Andreas Halvorsen fundou a Viking Global Investors, em 1999, e a empresa agora administra US$ 31 bilhões. Em 2015, a empresa teve um retorno 8,3% líquido de comissões. Já o fundo de longo prazo ganhou 4,5% no último ano.

  • Jeffrey Talpins

    Ganhos em 2015: US$ 250 milhões

    Jeffrey Talpins vem construindo um excelente histórico desde a fundação de sua empresa de fundo de cobertura, a Elemento Capital Management, em 2007. A companhia de Talpins, de US$ 6,5 milhões, teve um retorno de 22,7% líquido de comissões em 2015, tendo um dos melhores desempenhos da indústria. A aposta principal de Talpins, em 2015, foi na alta do dólar em relação a outras moedas.

  • Chris Hohn

    Ganhos em 2015: US$ 250 milhões

    O fundo de cobertura do ativista europeu Chris Hohn, Children’s Investment Fund, teve retorno de 14,4% líquido de comissões em 2015, um ano em que vários fundos de risco tiveram resultados terríveis. Filho de um mecânico de automóveis jamaicano, Hohn frequentou a Universidade de Southampton, no Reino Unido, e fez seu MBA em Harvard, onde conheceu sua esposa, a norte-americana Jamie Cooper. O casal começou Children’s Investment Fund Foundation. Hohn pediu o divórcio e separou a caridade do fundo de hedge. Anteriormente, ele havia dirigido uma parte dos lucros do fundo para a caridade.

  • Joseph Edelman

    Ganhos em 2015: US$ 250 milhões

    Joseph Edelman, fundador da Perceptive Advisors, tem construído um excelente histórico de investimento em ações de biotecnologia. Ex-analista de biotecnologia, Edelman tem tido bons resultados desde que a criação da empresa em 1999, mas as ações de biotecnologia cresceram nos últimos quatro anos com os fundos da Perceptive Life Sciences mais de 20% ao ano. Em 2015, a empresa deu um retorno de 49,2% e ele administra cerca de US$ 1,5 bilhão. O início de 2016 não tem sido bom, com perdas de dois dígitos nas ações de biotecnologia.

  • Michael Platt

    Ganhos em 2015: US$ 225 milhões

    Desencorajado por uma série de maus resultados e as dificuldades de gestão de um fundo de vários bilhões de dólares de cobertura, Platt está transformando a BlueCrest Capital Management em um escritório familiar privado. Seus fundos tiveram pequenos ganhos em 2015.
    A BlueCrest administra US$ 35 bilhões. Mas no final de 2015 ele estava administrando apenas US$ 7 bilhões de capital externo.

  • Chase Coleman, III

    Ganhos em 2015: US$ 200 milhões

    Chase Coleman começou como um investidor de fundo de cobertura, mas a Tiger Global Management evoluiu para uma empresa de investimento com foco em tecnologia especializada em apostas em ações de companhias privadas e abertas através de fundos de risco. A Tiger Global deu um retorno de 6,8% liquido de comissões em 2015. O fundo, no entanto, teve um início de 2016 ruim e rapidamente sofreu perdas.

  • Steven Schonfeld

    Ganhos em 2015: US$ 175 milhões

    Filho de um fabricante de tecido, Steven Schonfeld fundou uma tranding company, empresa comercial que atua como intermediárias entre empresas fabricantes e compradoras, numa operação de exportação ou de importação, em 1998. A empresa teve bons retornos em 2015. Mas nos últimos anos, a empresa se transformou num escritório familiar que mais de assemelhava a uma operação de investimento clássico multi-gerencial. Os retornos em 2015 foram bons e a companhia agora capta dinheiro de cliente no exterior pela primeira vez.

  • Peter Brown

    Ganhos em 2015: US$ 150 milhões

    Peter Brown é co-presidente executivo da Renaissance Technologies, a mais bem sucedida empresa de fundos de cobertura da história. A companhia teve um bom ano em 2015. Brown trabalhou como um especialista em tecnologia da linguagem na IBM antes de se juntar a Renaissance em 1993. Ele é filho de Henry Brown, que inventou o fundo de mercado monetário.

  • Robert Mercer

    Ganhos em 2015: US$ 150 milhões

    Robert é co-CEO da Renaissance desde 2011. A empresa de US$ 29 bilhões teve um bom ano em 2015. Politicamente conservador, Mercer tornou-se um dos maiores contribuintes do partido republicano e gastou US$ 11 milhões para apoiar a campanha presidencial de Ted Cruz.

  • Daniel Och

    Ganhos em 2015: US$ 135 milhões

    Daniel Och não teve um ano terrível em 2015, quando seu principal fundo caiu 0,4 %. Seu fundo de cobertura Ásia retornou 9,6%. A Och-Ziff Capital Management está sob pressão. A empresa foi atingida pelo baixo incentivo as taxas de serviços, o aumento nas taxas de serviços e a investigação do governo federal. A companhia de US$ 43,7 bilhões não pagou dividendos no primeiro trimestre de 2016. Och se mantém otimista, apesar dos números. “Este tipo de ambiente valoriza nossos pontos fortes e estamos bem posicionados para gerir essa incerteza”, disse em fevereiro.

  • Stephen Mandel Jr

    Ganhos em 2015: US$ 130 milhões

    Stephen Mandel fundou a Lone Pine Capital em 1997 após passagens pela Goldman Sachs e pelo fundo de risco do legendário Tiger Management. Pela empresa, Mandel construiu uma reputação como mestre da análise fundamental e de escolha de ações, acumulando ativos de US$ 30 bilhões. Em 2015, o fundo Cypress apresentou lucro de 8,7%, mas o fundo Cascade perdeu 1,2%. Os fundos Lone Pine, assim como o Kauri e o Tamarack tiveram 8,7% e 8,3%, respectivamente, de lucro.

  • Paul Singer

    Ganhos em 2015: US$ 100 milhões

    O gestor Paul Singer continua lutando com o governo da Argentina, recusando-se a resolver a situação da Elliot Activist que deve mais de 1 bilhão da dívida na compra barata após a negligência e a restruturação de 2001. Singer criou a Elliott, gigante de US$ 27 bilhão que sacode as companhias com posições ativas. Os alvos recentes variam da Cabela a Alcoa.

  • Louis Bacon

    Ganhos em 2015: US$ 100 milhões

    Sua empresa, Moore Capital, vale US$ 9,9 bilhões e deu um retorno de 3,35%. Bacon mostra com uma economia global cada vez mais problemática. “Estou preocupado com a impotência das políticas do Banco Central Central e QE (flexibilização quantitativa)”, disse.

  • Paul Tudor Jones

    Ganhos em 2015:US$ 100 milhões

    Paul Tudor Jones II fundou a Tudor Investment Corporation, em 1980, e entregou retornos líquidos anuais de 19% desde o começo. Jones é conhecido por apostar na instabilidade das taxas de juros e moedas. Em janeiro de 2015, ele anunciou planos de encerrar a pequena Tudor Futures Fund de US$ 300 milhões para concentrar mais recursos da companhia em fundos emblemáticos.

  • Nelson Peltz

    Ganhos em 2015:US$ 100 milhões

    Nelson Peltz administra mais de US$ 10 bilhões em ativos da sua empresa de fundo de cobertura, a Trian Fund Management, que fechou o ano com 4% de comissões líquidas.

Ken Griffin

Ganhos em 2015: US$ 1,7 bilhão

A empresa de fundo de cobertura de Griffin, a Citadel, tem tido um desempenho muito bom nos últimos anos, enquanto a maioria das outras empresas têm decepcionado. A grande corrida de Griffin continuou em 2015, quando seus principais fundos de risco apresentaram retornos líquidos de 14,3% de comissões. O fundo de cobertura da Citadel Global Equities apresentou retorno líquido de 17,2% de comissões e o seu fundo de Tactical Trading apresentou um retorno líquido de 16%. Mas a companhia começou o ano de 2016 com algumas perdas e administra atualmente cerca de US$ 25 bilhões. Griffin recentemente comprou um complexo de condomínios de US$ 200 milhões em uma torre de Manhattan que está em construção. Além disso, ele também comprou duas pinturas por US$ 500 milhões. A Citadel foi fundada em 1990 com aproximadamente US$ 4 milhões. Atualmente a empresa administra US$ 25 milhões em ativos.

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