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8 empresários e empreendedores falam sobre a crise no Brasil

FORBES Brasil ouviu alguns dos maiores empresários e empreendedores do Brasil para saber como eles encaram a atual situação política e econômica do país, agravada na tarde de ontem (16), com a confirmação do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva como Ministro-Chefe da Casa Civil e a liberação do áudio de uma conversa entre ele e a presidente Dilma Rousseff.

BRASIL: 31 maiores bilionários brasileiros

Veja na galeria de fotos o que 8 empresários e empreendedores de peso pensam sobre a atual situação e o futuro do país:

  • Carlos Tilkian

    Presidente da Brinquedos Estrela

    “Enxergo o Brasil, daqui para a frente, com grande preocupação. Temo que, para se manter no poder, este governo resolva, agora, tomar medidas que prejudiquem ainda mais a economia. Me refiro a providências que podem até melhorar um pouco a situação no curto prazo, mas que no médio e longo prazos gerarão grandes perdas. E nós temos 3 fábricas, onde trabalham 2.000 funcionários. Me preocupo com eles. Nosso esforço vai todo no sentido de manter esses empregos. Mas não é fácil, diante dos problemas que o país está enfrentando.”

  • Lawrence Pih

    Ex-presidente do Moinho Pacífico

    “A nomeação significa uma guinada para a heterodoxia em economia. Lula vai tentar, via medidas de incentivo, baixar o alto desemprego que aflige o país. Pode conseguir, mas o preço a pagar no futuro por mais essa manobra será alto.”

  • Marcos Amaro

    Empreendedor, ex-dono das Óticas Carol

    “O Lula representa a emancipação do povo brasileiro porque agora ficou claro o que o sistema tem de pior. O que o governo fez é um golpe de Estado. Fiquei horrorizado, mas acho que o governo acabou de dar um tiro no pé. Mas é um bom momento para reflexão, porque enquanto não houver mudança nada melhora. A economia está como um paciente instável: o quanto antes resolver, melhor.”

  • Alexandre Accioly

    Sócio-fundador da rede de academias Bodytech

    “Eu acho que, do jeito que está, acabou. Não temos mais governo. Temos uma quadrilha usando o governo para salvar sua pele. Há quanto tempo nossa presidente não deve se sentar com o Banco Central? Não há agenda propositiva para o Brasil. Torço para o Congresso conseguir virar essa página. Só um governo de coalizão, sem o PT, é capaz de fazer o Brasil dar a volta por cima.”

  • Antonio Dias

    Diretor-executivo do Royal Palm Hotels& Resorts

    “A grande crise atual é a de confiança no governo que temos. Tanto que, sempre que surge a possibilidade de que o atual governo saia de cena, os indicadores melhoram – a Bolsa sobe, o dólar cai. Estamos enfrentando uma dura recessão. Mas historicamente o Brasil, quando sai de recessões, volta com força. Quando o atual período crítico acabar nós cresceremos não 1% ou 2%, mas 5% no ano. Porém acho que as coisas só vão melhorar de fato se houver o impeachment da presidente Dilma Rousseff. Isso, inclusive, é um desejo visível da maioria da população.”

  • Fernando Schmitt

    Fundador da Trevio e ex-diretor da Amcham (Câmara Americana de Comércio Brasil-Estados Unidos)

    “Como cidadão, vejo um governo desgovernado que está pouco coordenado com os geradores de emprego. É decepcionante. Grandes forças econômicas mundiais, como Inglaterra e Estados Unidos, e mesmo as mais novas, como Coreia do Sul, sabem que o caminho é [alinhar] com a iniciativa privada. Sem apoio da população, agora, fica ingovernável. Me entristece ainda que o Brasil tem um povo pacífico, mas não passivo, e perdeu isso na última semana. Como empresário, vejo um país nebuloso. As cadeias estão paradas, não há consumo. Ninguém fala em investir no Brasil. Estive em um evento de tecnologia fora do país e grandes fornecedores estão preocupados com a situação.”

  • Amos Genish

    CEO do Telefônica/Vivo

    “Eu estou otimista com o futuro do Brasil. Claro, uma política instável como a brasileira em algum momento afeta a performance do país, como vem afetando. Mesmo assim penso que nunca tivemos tantas oportunidades de criar riqueza no Brasil como temos neste momento. Os ativos do país estão depreciados, então, talvez seja esta a melhor época para colocar dinheiro no Brasil, dado que quando a economia se recuperar estes mesmos ativos ficarão caros novamente. Neste ano, nós vamos investir mais do que no ano passado.”

  • Allan Pires

    CEO da Targit da América Latina e Texas

    “Em meio ao mercado de inteligência de negócios, o atual cenário político brasileiro contribui apenas para um processo recessivo. A previsão do futuro é mínima, sempre voltada à postergação e ao encolhimento das possibilidades de investimento, o que acarreta a necessidade de sempre enxergar os negócios a curto prazo. Em comparação com a América, é uma preocupação que se tem no Brasil diferentemente de todos os outros países que possuem estabilidade e um cenário favorável para o pensamento e investimento a longo prazo.”

Carlos Tilkian

Presidente da Brinquedos Estrela

“Enxergo o Brasil, daqui para a frente, com grande preocupação. Temo que, para se manter no poder, este governo resolva, agora, tomar medidas que prejudiquem ainda mais a economia. Me refiro a providências que podem até melhorar um pouco a situação no curto prazo, mas que no médio e longo prazos gerarão grandes perdas. E nós temos 3 fábricas, onde trabalham 2.000 funcionários. Me preocupo com eles. Nosso esforço vai todo no sentido de manter esses empregos. Mas não é fácil, diante dos problemas que o país está enfrentando.”

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