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Jovens executivas ensinam como se vestir para o sucesso

A organização não governamental de John T. Molloy, Dress for Success, trabalha há mais de 40 anos para o empoderamento de mulheres e desencadeia o conceito do “poder da vestimenta”. Enquanto alguns de seus direcionamentos podem parecer extremamente fúteis, a mensagem que toma conta do movimento é que você não precisa necessariamente estar vestida de terno para estar a frente de um grande negócio, por exemplo. Não há no mundo alguém que não tenha se preocupado com que roupa vestir em uma entrevista de emprego para a vaga dos sonhos, onde vestir-se bem é tradicionalmente um bom requisito para contratação ou descarte imediato.

O sexo feminino sofre muito mais com o estresse do “dress-code” do que os homens. Ainda tendo as entrevistas de emprego como exemplo, são muitos os detalhes que podem ter forte influência na hora de decidir o que vestir: acessórios, perfumes, comprimento da roupa e assim por diante. Após a contratação, é preciso apenas impressionar com competência e satisfazer com suas habilidades, não necessariamente com estilo ou coisas do tipo.

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Mas um novo ponto de vista pode ser percebido sobre o vestuário feminino no mercado de trabalho a medida em que as mulheres passaram a prestar mais atenção no cuidado de si mesmas. De acordo com um relatório do Conselho Empresarial das Mulheres dos EUA, mais de 1.100 novas empresas norte-americanas são de mulheres, o que as faz gerar mais de US$ 1,4 trilhão de receita anual. As empreendedoras estão redefinindo as regras das vestimentas no trabalho. Com isso, elas estão cada vez menos pensando nas regras, mas sim na promoção das marcas. E os grandes exemplos sobre isso são os co-workings, onde cada vez mais o sexo feminino ocupa seu lugar.

Na WeWork, por exemplo, um local de trabalho compartilhado de Nova York, as mulheres representam mais de 45% de seus membros. Muitos destes pequenos negócios são voltados a novas mídias, tecnologia, confecção ou comercialização e estão sempre dispostos a começar por si mesmos, apostando em novas ideias e prontos para combater a mentalidade atual, que gira em torno do: você representa visualmente o seu negócio e o que você veste pode dizer muito sobre você, profissionalmente, como o seu perfil no LinkedIn.

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O veículo norte-americano “The Wall Street Journal” perguntou a algumas mulheres engajadas no mercado de trabalho a opinião delas sobre o polêmico assunto. A sócia-gerente da QSocial Media Ltd, LaQuishe Wright, de 40 anos, por exemplo, controla com mídias sociais para Channing Tatum e Zac Efron e aluga espaço na filial de Hollywood da WeWork quando está na cidade para reuniões e acredita que o seu cartão de visita é a sua vestimenta: “para vender o meu trabalho, preciso mostrar a excelência no que faço pelo que visto”. Portanto, investe em modas minimalistas, joias de assinatura e aposta em um olhar eficiente, mas enfaticamente pessoal.

Então, sob um novo paradigma criativo, onde sua camisa ou sapato podem dizer o que sua empresa faz ou o quanto ela prospera, Nancy A. Shenker, de 60 anos, decidiu reinventar-se e, ao mesmo tempo, construir uma companhia de marketing em Nova York, a theONswitch. Quando ela abandonou o seu título de executiva no Citibank, sentiu-se extremamente ultrapassada em termos de moda e de energia. “Nós fornecemos soluções de marketing pouco peculiares e o meu estilo precisava refletir essa atitude e assumir esta postura”, explicou Nancy. Já Tania Haigh, da Magnolia Insights, se concentra em marketing para mulheres e mães. “Precisei voltar minha aparência pessoal para refletir na abordagem contemporânea que damos às nossas clientes”, disse a moça de 37 anos que dá preferência a estampas, saias lápis e botas.

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Esta maneira de abordar o vestuário de trabalho tem sido esclarecedora para aqueles que contratam a nova geração de trabalhadores e não subscrevem o que é apropriado ou não. Tania Haigh, por exemplo, disse ao “The Wall Street Journal” que descobriu “precisar ter mente aberta e não julgar o que estava vestindo como aceitável ou não aos seus clientes”. “Meu objetivo é criar uma cultura de autenticidade e, assim, nos aproximarmos do nosso próprio ‘código de vestimenta'”, complementou ao WSJ.

A popularização da autenticidade faz com que esses novos chefes não tenham muitas normas de vestuário impostas, nomeadas ou definidas. Um duplo padrão foi criado e já não existe o que é correto ou não. Afinal de contas, o próximo Mark Zuckerberg não tem nenhum uniforme para ser identificado e, claramente, não será pela roupa que isso acontecerá.

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Veja a galeria de fotos abaixo algumas novidades das grandes marcas e o que especificamente as grandes mulheres empreendedoras tem vestido, de acordo com o seu gosto, estilo e área de trabalho:

  • Uma CEO desta geração transmite confiança através das roupas. Seus empreendimentos estão capitalizados – por conexões familiares ou investidores. Ela, certamente, exala autoridade, mas também é criativa. Ela é um pouco sentimental sobre os seus dias, mas não consegue deixar as ambições e projetos de lado. Vestir roupas sociais como um terno é muito sério e antigo aos seus desejos, que pedem destaque, originalidade e elegância.

    Apps: Uber, Slack e Alfred mudaram sua vida no escritório e em casa.

    Música: Imagine Dragons no escritório; rap antigo em casa ou pop na academia.

    Lanches: biscoitos de arroz, chips ou doces saudáveis.

    Seriados: “Billions”, “The Affair”.

    Ícones: Gwyneth Paltrow ; Sara Blakely, fundadora do Spanx.

    Atividades físicas: dança fitness.

    Bolsas: Goyard, Louis Vuitton ou Row.

    Sapatos: Toms; Jimmy Choo; Rag & Bone.

  • Uma profissional extremamente experiente, que passa um período ausente, muda de carreira ou ascende na própria escala corporativa. Os objetos de grife fornecem poder na medida que ela gosta. Seus acessórios demonstram suas atitudes e elegância. O salto exibe sua bela postura, seu computador e fones de ouvido portáteis a permitem trabalhar ou baixar a última “TED talk” a qualquer momento.

    Apps: List Master a mantém organizada; LearnVest controla suas finanças; Facebook a reconecta com amigos e parentes.

    Música: Adele; NPR.

    Lanches: balas ou frutas cobertas por chocolate.

    Seriados: “The Good Wife”.

    Ícones: Sheryl Sandberg; Oprah

    Atividades físicas: Zumba e um pouco de Yoga.

    Bolsas: Céline e Yves Saint Laurent.

    Sapatos: Cole Haan e Dior.

  • Uma pessoa divertida e conectada. Aberta a novas experiências, sempre tem histórias para contar – e ainda por cima adora usar o bracelete que ganhou de presente da tia. Sua forma nem tão discreta assim de se vestir, demonstra o quanto gosta de estar à frente da multidão.

    Apps: MindNode para rastrear ideias; Uber e OpenTable porque metade do seu trabalho é social.

    Música: Lykke Li, The Smiths e tudo de novo que lança.

    Lanches: amêndoas, chocolate amargo e chá verde.

    Seriados: ela tem Netflix, não costuma assistir televisão.

    Ícones: Mindy Kaling; Hanya Yanagihara.

    Atividades físicas: Yoga.

    Bolsas: Mansur Gavriel.

    Sapatos: Tabitha Simmons e Eytys.

  • Programadora, guru das mídias sociais, criativa e até mesmo um pouco artista, sabe discutir política, cultura ou qualquer outra coisa em um bom happy hour. Age ferozmente sem pensar no que os outros vão achar, ou coisa do tipo, por que seu intuito é sempre surpreender. Afinal de contas, é ótima em mesclar estilos. Usa tênis e joias de valor ao mesmo tempo.

    Apps: Venmo; Snapchat; WhatsApp.

    Música: Leon Bridges; Animal Collective; Women of the Hour.

    Lanches: guloseimas ou frutas.

    Seriados: “Empire”; “Jane the Virgin”; “Unbreakable Kimmy Schmidt”.

    Ícones: Ruth Bader Ginsburg.

    Atividades físicas: ela dança na frente do espelho enquanto ouve Beyoncé.

    Bolsas: Knomo.

    Sapatos: Stella McCartney para Adidas.

Uma CEO desta geração transmite confiança através das roupas. Seus empreendimentos estão capitalizados – por conexões familiares ou investidores. Ela, certamente, exala autoridade, mas também é criativa. Ela é um pouco sentimental sobre os seus dias, mas não consegue deixar as ambições e projetos de lado. Vestir roupas sociais como um terno é muito sério e antigo aos seus desejos, que pedem destaque, originalidade e elegância.

Apps: Uber, Slack e Alfred mudaram sua vida no escritório e em casa.

Música: Imagine Dragons no escritório; rap antigo em casa ou pop na academia.

Lanches: biscoitos de arroz, chips ou doces saudáveis.

Seriados: “Billions”, “The Affair”.

Ícones: Gwyneth Paltrow ; Sara Blakely, fundadora do Spanx.

Atividades físicas: dança fitness.

Bolsas: Goyard, Louis Vuitton ou Row.

Sapatos: Toms; Jimmy Choo; Rag & Bone.

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