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A ascensão e a queda de Dilma Rousseff, segundo as páginas de Forbes

O pedido de abertura do impeachment da presidente Dilma Rousseff foi aprovado pela Câmara dos Desputados ontem (17) após uma votação de mais de seis horas. A oposição conseguiu 367 votos, 25 a mais do que o necessário, para enviar o projeto ao Senado. Esta derrota demonstra a gradual queda da presidente da República, não só junto à bancada política quanto ao eleitorado e à imprensa internacional.

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Quando Dilma foi eleita presidente do Brasil, em 2010, não era só o seu eleitorado ou o seu antecessor, Luiz Inácio Lula da Silva, que acreditavam nela. Na segunda lista anual das pessoas mais poderosas do planeta publicada por FORBES naquele ano, a principal líder do país assumiu o lugar de seu padrinho político no ranking e estreou na 16ª posição.

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Apesar da fama de boa gestora, Dilma viu, com o tempo, a reputação internacional do país perder força, ao mesmo tempo em que seu desempenho pessoal na lista também caía. A piora da situação econômica brasileira, agravada em 2015 pelo rebaixamento da nota do país em duas agências de avaliação de risco, fez com que Dilma fosse deixada ainda mais pra trás, ultrapassada por governantes tanto de potências, como Barack Obama e Angela Merkel, quanto de emergentes, como Vladimir Putin e Xi Jinping.

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Veja na galeria de fotos a ascensão e a queda de Dilma Rousseff, segundo as páginas de FORBES:

  • 2010

    Posição: 16ª

    Presidente recém-eleita, Dilma Rousseff estreia na lista de FORBES em uma posição privilegiada, quase duas vezes melhor do que Lula, antes mesmo de assumir o cargo. O então presidente havia ocupado o 33º lugar da primeira lista, no ano anterior. Dilma, no entanto, nunca mais veria uma posição tão alta.

  • 2011

    Posição: 22ª

    Depois de uma excelente estreia, a presidente caiu seis posições em seu primeiro ano de governo. À época, ela atingiu sua melhor colocação na lista paralela, das Mulheres Mais Poderosas do Mundo: 3º lugar.

  • 2012

    Posição: 18ª

    No seu segundo ano de governo, Dilma ainda se manteve estável, com leve melhora em relação a 2011. No top 3, uma inversão entre a 1ª e a 3ª posição: Barack Obama era o todo poderoso, enquanto Putin fechava a trinca; Angela Merkel separava os dois em 2ª. Naquela época, no entanto, o Papa no Top 10 era Bento XVI (em 5º), não o carismático Francisco (atual 4º), e o gestor do Banco Central norte-americano, Ben Bernanke (6º), e não Janet Yellen (atual 7º).

  • 2013

    Posição: 20ª

    Vladimir Putin aparece pela primeira vez à frente de Barack Obama como homem mais poderoso do planeta. Dilma apresenta uma leve queda, mas ainda mostra-se muito influente no quadro internacional ao manter-se no Top 20.

  • 2014

    Posição: 31ª

    Se a atual presidente considerou 2014 um grande ano graças à sua reeleição, a lista não refletiu essa percepção. A economia brasileira começou a dar sinais de desgaste e a levantar suspeitas internacionais. Pela primeira vez desde que entrou na lista, Dilma despencou 11 posições e ocupou o 31º lugar.

  • 2015

    Posição: 37ª

    Ano passado não foi, definitivamente, um bom período para a Presidente da República. Além de ver o país que governa ter a nota rebaixada em duas agências internacionais de avaliação, Dilma Rousseff encarou a maior rejeição já registrada em seu governo. Na lista de FORBES, a governante atingiu seu nível mais baixo, com uma queda de seis posições, muito atrás de líderes de outros países emergentes, como Rússia (1º), China (5º) e Índia (9º), todos no Top 10.

2010

Posição: 16ª

Presidente recém-eleita, Dilma Rousseff estreia na lista de FORBES em uma posição privilegiada, quase duas vezes melhor do que Lula, antes mesmo de assumir o cargo. O então presidente havia ocupado o 33º lugar da primeira lista, no ano anterior. Dilma, no entanto, nunca mais veria uma posição tão alta.

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