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11 dicas infalíveis para bombar na internet

A internet mudou a forma de gerar, divulgar e compartilhar conteúdo. Em especial depois da proliferação das redes sociais, há infinitas formas de transmitir informação e, claro, gerar receita. Por outro lado, é um meio extremamente competitivo. Como efetivamente se destacar em meio às milhares de ofertas que surgem por minuto é a pergunta que vale mais que 1 milhão de dólares.

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Frank Cooper talvez tenha uns bons palpites. O norte-americano, ex-diretor de marketing (CMO) da PepsiCo, hoje controla as áreas de criatividade, marketing e operação de um dos mais populares portais de geração de conteúdo do mundo, o BuzzFeed. Como CMO e COO, Cooper é um dos grandes responsáveis pelos 7 bilhões de acessos mensais que o portal tem como um todo ao redor do globo.

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Seu segredo? “Conexões humanas.” Mas o sucesso vai além disso.

Veja na galeria de fotos 11 dicas infalíveis de Cooper para bombar na internet:

  • Foque no indivíduo

    “Não é que eu não acredite nas formas mais tradicionais de mídia, mas, no meio social, as coisas funcionam de forma bem diferente”, afirma Cooper ao explicar sua a regra de ouro na internet e nas redes sociais: sempre falar com o indivíduo, o ser humano, e não com o coletivo.

    Ele usa o vídeo “Coisas estranhas que casais fazem”, do BuzzFeed, como exemplo. “Ele fez muito sucesso, mas nós entendemos que não era só por causa do conteúdo, mas porque as pessoas usavam ele como instrumento para falar de seus relacionamentos.”

    “Empatia e conexão humana são os superpoderes para construir uma audiência”, afirma o CMO. Assim, em vez de procurar um modo de falar com o maior número de pessoas possível, procure falar com cada indivíduo. “Pensamos menos em relevância e mais em intimidade.”

  • Experimente (e não tenha medo de errar)

    O famoso canal da rede, Tasty, que hoje viralizou pelo mundo, também não começou do nada, em meio a uma reunião de brainstorming, mas como a filmagem de um projeto de ciências, que, aos poucos, virou um vídeo de culinária de dois minutos, com perspectiva em primeira pessoa. O canal tem atualmente cerca de 360 milhões de vizualizações por mês.

    Procure experimentar sempre e, se possível, evitar barrar as ideias de primeira. “Eu sou o chefe da criatividade e posso dizer com 100% de certeza que teria barrado metade dos projetos extremamente bem-sucedidos da rede”, afirma Cooper. E, caso dê errado, não se arrenda, mude. “Nós deixamos [as ideias] seguirem. O que não funcionar nós paramos e o que funcionar, dobramos.”

  • Saiba o que seu público quer

    No começo de abril, o BuzzFeed chamou a atenção ao usar a nova ferramenta de streaming ao vivo do Facebook. A ideia era simples: ver quantos elásticos eram necessários para explodir uma melancia. Mas o resultado foi muito além do esperado, com 10 milhões de views em 24h.

    “Nada disso começou com alguém falando: ‘por que não colocamos um elástico em uma melancia e vemos se ela explode?'”, conta Cooper. A proposta, na verdade, começou com uma pegadinha. Membros do Buzz Feed colocaram filhotes de cabras no escritório do presidente da área de Motion Pictures para ver sua reação e transmiti-la ao vivo. Ele, no entanto, demorou a aparecer e os envolvidos tiveram de segurar o público.

    “Nós percebemos que o que segurava o público era o clima de suspense, embora todo mundo já soubesse o que iria acontecer, como no caso da melancia.” A lição serviu: ao final da experiência científica, que durou 45 minutos, 800.000 pessoas acompanharam ao vivo. “É provável que não tivéssemos atingido esse número se mostrássemos apenas os momentos finais da experiência.”

  • Dê voz ao público

    Você provavelmente já leu algumas das diversas listas criadas por colaboradores, como “10 coisas que só os tímidos sabem” ou “10 motivos para amar o bairro X”. Assim como o portal Huffington Post, o BuzzFeed ganhou força e popularidade ao dar voz ao seu público. E isso, claro, vai muito além dos comentários na parte de baixo do site: significa criação de conteúdo.

    “Podemos falar em dados demográficos, mas, na internet, há grupos específicos que compartilham histórias em todo o mundo”, afirma Cooper. Ao dar voz a esse público, o site ganha força e compartilhamento orgânico.

  • Seja autêntico

    Assim como a internet dá às pessoas a possibilidade de achar seus pares, também demanda conteúdos mais autênticos. Cooper conta o caso de duas grandes gravadoras norte-americanas, nas quais ele já trabalhou, que fizeram sucesso por motivos opostos: a Motown, que se destacou em especial nos anos 60 e 70 e foi um marco para a música negra, e a Def Jam, uma das mais influentes gravadoras de rap do mundo, que surgiu nos anos 80 e faz barulho até hoje.

    “O projeto da Motown era transformar a cultura negra em mainstream. Para isso, eles instruíam seus artistas a como se vestirem, como comerem, falarem… Já a Def Jam fez sucesso pelo motivo oposto: seus artistas levaram autenticidade ao mainstream.” As pessoas querem sentir e compartilhar coisas autênticas, que lhe dizem algo, e não serem transformadas. “A Motown não entendeu isso e é vista como uma gravadora do passado.”

  • Vá até seu público (ou seja, redes sociais)

    O BuzzFeed notou que, em especial depois que o Facebook começou a introduzir vídeos na linha do tempo, grande parte das pessoas não acessava mais seus vídeos na sua plataforma, mas na rede social ou no YouTube. “Decidimos investir nesse compartilhamento em vez de tentar arrastar o tráfego.” Não lute contra as tendências, vá aonde seu público estiver e procure tirar o melhor disso.

    A empresa tem canal próprio nas seis redes mais populares do mundo (Facebook, YouTube, Twitter, Instagram, Pinterest e Snapchat) e investe alto em conteúdo voltado a cada uma delas.

  • Não foque apenas no SEO

    O SEO, ferramenta que ajuda a ranquear melhor seu conteúdo na busca do Google, sempre foi uma ferramenta importante para as empresas de um modo geral, inclusive as de mídia. Mas talvez esteja ficando ultrapassada. “Nós não focamos nosso conteúdo em palavras e termos que vão bombar nas buscas”, afirma Cooper. “Se nós fossemos uma marca, claro, seria importante para ver quantas pessoas nos buscam organicamente e estão interessadas no que oferecemos.”

    “Nós estamos mais focados em criar e nos inserir em diferentes plataformas.” Não abandone o SEO, mas procure dedicar mais tempo (e dinheiro) ao compartilhamento nas redes sociais, por exemplo.

  • Saiba usar marcas

    A internet oferece muitas formas de gerar receita. A jogada do BuzzFeed é não só faturar em cima de anúncios, mas também usar marcas para gerar conteúdo e aumentar o acesso. Além do tradicional patrocínio em plataformas, o portal integra anunciantes em seu conteúdo.

    O Tasty, por exemplo, é uma plataforma perfeita para isso. Ao fazer uma eventual receita de Nutella, o canal pode ganhar com o conteúdo patrocinado, ao mostrar a marca, e ainda bombar em acessos. “Afinal, quem não quer saber como fazer um crepe com o creme de avelã?”

  • Equilibre o conteúdo

    O BuzzFeed é conhecido mundialmente por suas listas descontraídas e seus vídeos divertidos. “São coisas que as pessoas querem consumir na hora, fáceis e leves. Mas nós temos o conteúdo mais sério, geralmente ligado à área de jornalismo, como a cobertura investigativa do caso de corrupção no tênis [reportagem, divulgada em parceria com a BBC em janeiro, que revela um esquema mundial no esporte].”

    Procure ter diversidade, o que significa ter um conteúdo equilibrado: nem leve e divertido demais, nem sisudo em excesso.

  • Não misture as coisas

    Cooper conta que a equipe de jornalismo no portal é “isolada por um muro” para que a credibilidade editorial se mantenha. “A parte de criatividade e a parte comercial obviamente se misturam, mas a parte de notícias, onde tratamos de conteúdo sério, fica separada.” Misturar as áreas, por mais que pareça atrativo (e até econômico) pode não ser a melhor das ideias.

  • Aja agora

    Não há como saber exatamente como estará o meio digital daqui a cinco ou dez anos, mas é possível se adiantar. E, de acordo com Cooper, só há uma forma de fazer isso: agindo. “Você tem de estar lá. Estamos testando coisas desde já, a hora de fazer é agora. Se esperarmos para ver [as tendências] daqui a cinco anos, pode ser tarde demais.”

Foque no indivíduo

“Não é que eu não acredite nas formas mais tradicionais de mídia, mas, no meio social, as coisas funcionam de forma bem diferente”, afirma Cooper ao explicar sua a regra de ouro na internet e nas redes sociais: sempre falar com o indivíduo, o ser humano, e não com o coletivo.

Ele usa o vídeo “Coisas estranhas que casais fazem”, do BuzzFeed, como exemplo. “Ele fez muito sucesso, mas nós entendemos que não era só por causa do conteúdo, mas porque as pessoas usavam ele como instrumento para falar de seus relacionamentos.”

“Empatia e conexão humana são os superpoderes para construir uma audiência”, afirma o CMO. Assim, em vez de procurar um modo de falar com o maior número de pessoas possível, procure falar com cada indivíduo. “Pensamos menos em relevância e mais em intimidade.”

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