Carreira

Como paquerar no trabalho

Paquerar no trabalho é um tema tão polêmico quanto cotidiano. Afinal, quem nunca se interessou por um colega? O assunto, no entanto, tem de ser tratado com cautela. “No passado, qualquer relacionamento entre funcionários era mais mal visto pelas empresas, mas ainda é um assunto delicado”, afirma Luciana Tegon, coach e sócia-diretora da Tegon Consultoria.

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Por mais que alguns gestos sejam inevitáveis, não se pode confundir o ambiente corporativo com um bar. “As novas gerações têm essa busca incessante do prazer, mas, se não tomarem cuidado, a tendência é que acabem se expondo demais”, afirma a consultora e coach Ana Lisboa, autora do e-book “Construa Seu Futuro Profissional”. Essa exposição pode trazer consequências indesejáveis, como piora da imagem do funcionário na empresa ou até demissão.

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Mas isso não quer dizer que você deve desistir do ou da colega em questão. Veja na galeria de fotos 8 dicas que podem lhe ajudar a paquerar no trabalho sem ter consequências indesejadas:

  • Veja se a outra pessoa está interessada

    O primeiro passo para paquerar no trabalho é entender se a outra pessoa também está interessada, caso contrário, pode ser considerado assédio. De acordo com o advogado Rodolpho Finimundi, do Braga Nascimento e Zilio Advogados Associados, assédio sexual, previsto no código penal como crime desde 2001, ou moral surgem de um constrangimento. “Pode ser com palavras, gestos e até uma piscadela, se não houver reciprocidade”, explica ele.

    Por isso, seja sutil e, caso a outra pessoa não se mostrar interessada na primeira tentativa, não insista.

  • Descubra qual a política da empresa

    As empresas têm sido cada vez mais abertas quanto à política de relacionamento no trabalho. Embora, claro, flertar ainda não seja como uma relação mais estável, as regras que se aplicam são as mesmas. “Sabia qual é a cultura organizacional da empresa, que é, basicamente, como ela pensa”, aconselha Luciana.

    “Quanto mais tradicionalista, menor a abertura”, afirma Ana. Quanto menor ou mais familiar a companhia for, mais cuidado você tem de tomar para que qualquer gesto não seja mal interpretado.

  • Não extrapole

    Mesmo se a empresa em questão tiver uma política mais flexível ou até for uma startup dominada por jovens, onde estes movimentos são, geralmente, encarados de forma amis natural, é preciso tomar cuidado para não exagerar. “Muitas pessoas escorregam pelo excesso de confiança de que vai dar tudo certo”, afirma Ana. Por mais que a empresa seja aberta a relacionamento ou brincadeiras eventuais, a coach lembra que no seu contrato não está previsto um tempo reservado para a paquera ou qualquer assunto de ordem pessoal.

  • Seja discreto

    Exposição é a palavra chave. É preciso tomar algumas atitudes para saber se a pessoa em quem você está interessado também está afim, mas o quanto mais discreto você for, melhor. “São coisas da intimidade, não é para todos ficarem sabendo”, afirma Luciana. Envie uma mensagem privada, por exemplo, em vez de ir à mesa dele ou dela. A discrição ajuda a evitar comentários maldosos por parte dos colegas e possíveis cobranças por parte do chefe.

  • Nunca use ferramentas da empresa

    Ana Lisboa conta de um caso de um casal que trabalhava em departamentos diferentes da mesma companhia e usaram os e-mails profissionais para discutirem o relacionamento. “A companhia teve acesso a toda a conversa, é um direito dela já que o e-mail pertence a ela, e viu por que eles não trabalharam durante toda a manhã.” Isso pode ser uma possível causa para demissão.

    Com a paquera funciona de forma similar. Se quiser mandar uma mensagem para quem tiver interessado, use seu WhatsApp, mas nunca uma ferramenta profissional.

  • Leve para outro ambiente

    De acordo com Ana, é sempre mais indicado levar esse tipo de atitude para outro ambiente. Para ela, até uma piscadela pode ser complicado, visto que não é este o motivo de os funcionários estarem ali. “Você pode até conhecer o amor da sua vida no trabalho, mas chame-o para almoçar ou em um barzinho depois do expediente”, aconselha. “Investir tempo do trabalho pode trazer consequências indesejadas.”

  • Se houver relação hierárquica, o cuidado deve ser multiplicado

    Se você for chefe ou quiser flertar com o seu ou sua chefe, tem de ter muito mais cuidado em todos os sentidos: tanto em como a empresa veria isso como em seus colegas de trabalho ou subordinados, que podem não considerar o flerte algo muito adequado.

    Se você for o funcionário, tem de ainda pensar no seu emprego. “Indiscutivelmente, a corda arrebenta para o lado mais fraco, independente do sexo”, afirma Ana. “E se ele for o chefe imediato e a empresa não compactuar, quem vai ter de demitir é ele.” Além da empresa, é importante considerar que o flerte muitas vezes pode não dar certo. “Isso pode fazer com que o superior comece a tratar o funcionário mal, por exemplo.”

    Finimundi explica que o artigo do código penal diz claramente que o assédio moral se configura em uma relação hierárquica. Ou seja, qualquer atitude vinda de um chefe é mais passível de uma má interpretação e pode trazer consequências muito piores a todos os envolvidos.

  • Tenha bom senso

    No final, tudo se resume ao conhecido bom senso. Importante lembrar que não é por que seu ambiente corporativo é mais tranquilo que você pode abusar dele. Por outro lado, uma conversa rápida, uma mensagem ou olhares não fazem mal a ninguém, desde que não atrapalhem sua produção e não constranja a outras pessoas.

Veja se a outra pessoa está interessada

O primeiro passo para paquerar no trabalho é entender se a outra pessoa também está interessada, caso contrário, pode ser considerado assédio. De acordo com o advogado Rodolpho Finimundi, do Braga Nascimento e Zilio Advogados Associados, assédio sexual, previsto no código penal como crime desde 2001, ou moral surgem de um constrangimento. “Pode ser com palavras, gestos e até uma piscadela, se não houver reciprocidade”, explica ele.

Por isso, seja sutil e, caso a outra pessoa não se mostrar interessada na primeira tentativa, não insista.

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