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Cinco possíveis futuros do Reino Unido após saída da UE

No dia 23 de junho, a Grã-Bretanha votou a favor de encerrar sua parceria de 43 anos com a União Europeia (UE). Uma semana depois, Boris Johnson, ex-prefeito de Londres e líder da campanha “Saia”, distanciou-se da possibilidade de tornar-se primeiro-ministro.

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O que acontece a partir de agora? Veja cinco cenários possíveis na galeria de fotos:

  • Cenário 1: novo líder, nenhuma mudança de direção

    Enredo possível: Theresa May, Michael Gove, Stephen Crabb, Andrea Leadsom e Liam Fox, os cinco candidatos que competem para se tornar representante do partido Conservador e, consequentemente, assumir como primeiro-ministro, já disseram que não há volta, indicando que não haverá um segundo referendo ou revisão judicial do primeiro. A mensagem é que o povo votou a favor do “Brexit ” e o primeiro-ministro vai implementá-lo, dando um aviso de dois anos para a UE. O que acontece depois disso é algo no que ninguém parece ter pensado: se May ganhar, pode-se esperar uma abordagem prática e focada em unir o que está dividido e divulgar a causa do “Brexit” pelo voto parlamentar que [ela] necessita para que o processo comece de fato.
    Se Gove for eleito, prepare-se para que a guerra seja declarada contra Bruxelas, sede da UE. Se for o desconhecido Crabb, ele terá de avisar o público britânico quem é.

    Vencedora: May, provavelmente

    Mercado: melhora quando souber com quem está lidando.

    Pegos no fogo cruzado: Boris Johnson, Jeremy Corbyn

    Vai acontecer? Provavelmente.

  • Segundo cenário: outra crise

    Enredo possível: Gove triunfa depois que Nigel Farage, líder do UKIP (partido de extrema direita), conta para alguém em um pub, depois de umas canecas de cerveja, que ele achou alguém que pode fazer um trabalho melhor quando se trata de assustar os franceses e incomodar os alemães. Manobras maquiavélicas seguem o resultado do “Brexit”. Protestos em massa interditam o centro de Londres, enquanto a Escócia dá sinais de deixar o Reino Unido. O bilionário Richard Branson anuncia que está deixando o país.

    Vencedor: Gove

    Mercado: mais confusão

    Possibilidade de acontecer: assustadoramente possível

  • Terceiro cenário: o cinema democrático

    Enredo possível: cidadãos britânicos de classe média tentam achar um jeito de subverter a implementação do voto popular no referendo, enquanto continuam comprometidos com a democracia. Todo mundo no Parlamento que se opõe ao “Brexit” se une para defender o governo em um voto de confiança. Eleições gerais são convocadas antes que a Grã-Bretanha deixe a UE e os democratas liberais se organizam em um protesto pró-UE. Um voto “anti-brexit” mobiliza o povo e os partidos Labour e LibDems formam uma coalizão a fim de criar um segundo referendo. Nigel Farage anuncia que está deixando o país .

    Vencedor: fim das noites sem sono para os politicamente corretos

    Mercado: não irá gostar de toda a incerteza.

    Irá acontecer? Apenas em sonhos liberais.

  • Quarto cenário: a segunda chance

    Enredo possível: a Grã-Bretanha se desliga da UE, fecha suas fronteiras para pessoas de quem não gostam e sente a dor das consequências de sua decisão quando se vê em uma recessão. Os impostos aumentam e, a fim de acabar com a crise, outro referendo é organizado para decidir se o país deve se unir de novo à UE. Qualquer que seja o resultado, o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, se recusa a deixar a Grã-Bretanha voltar. Boris Johnson anuncia que está deixando o país.

    Vencedor: só deus sabe

    Mercado: venda suas ações agora.

    Irá acontecer? É assustadoramente possível.

  • Quinto cenário: a solução do supergrupo político

    Desenrolar possível: Tony Blair, David Cameron e o antigo líder do Labour David Miliband anunciam que estão se juntando para formar um novo partido político chamado FIXIT (“conserte isso”, em tradução livre). Seu manifesto é manter a Grã-Bretanha dentro da UE haja o que houver. Sir Paul McCartney, Rolling Stones e Take That performam em um show gigante no jardim de Blair, a Inglaterra ganha o torneio de críquete e a crise repentinamente acaba. Blair, Cameron e Miliband chamam alguém como Judi Dench para cuidar do país enquanto eles fazem um tour pelo mundo para uma série triunfante de concertos. Michael Gove deixa o país.

    Vencedor: o orgulho britânico

    Mercado: não sabe como reagir, mas ninguém se importa.

    Vai acontecer? Não.

Cenário 1: novo líder, nenhuma mudança de direção

Enredo possível: Theresa May, Michael Gove, Stephen Crabb, Andrea Leadsom e Liam Fox, os cinco candidatos que competem para se tornar representante do partido Conservador e, consequentemente, assumir como primeiro-ministro, já disseram que não há volta, indicando que não haverá um segundo referendo ou revisão judicial do primeiro. A mensagem é que o povo votou a favor do “Brexit ” e o primeiro-ministro vai implementá-lo, dando um aviso de dois anos para a UE. O que acontece depois disso é algo no que ninguém parece ter pensado: se May ganhar, pode-se esperar uma abordagem prática e focada em unir o que está dividido e divulgar a causa do “Brexit” pelo voto parlamentar que [ela] necessita para que o processo comece de fato.
Se Gove for eleito, prepare-se para que a guerra seja declarada contra Bruxelas, sede da UE. Se for o desconhecido Crabb, ele terá de avisar o público britânico quem é.

Vencedora: May, provavelmente

Mercado: melhora quando souber com quem está lidando.

Pegos no fogo cruzado: Boris Johnson, Jeremy Corbyn

Vai acontecer? Provavelmente.

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